Full Transcript

·YouTLDR

LIVE 07/07 - JORNADA CIENTÍFICA ABNG

58:20Portuguese (Portugal, Brazil)Transcribed Jul 26, 2026
0:02

Estamos ao vivo paraa nossa primeira

0:07

aula da Jornada do Conhecimento ABNG,

0:13

Associação Brasileira de Nutrição em

0:15

Gastroenterologia, com grande propósito

0:17

de dar notoriedade,

0:20

dar conhecimento

0:23

sobre síndrome de ativação mastocitária

0:26

e

0:28

intolerância

0:29

A estamina.

0:32

Estamos aqui, eu e doutora Juliana

0:36

Carneiro, a quem eu gostaria de fazer

0:39

aqui um grande agradecimento por estar

0:42

comigo nessa live de lançamento e por

0:45

fazer parte desta jornada, não só como

0:49

uma docente, mas também como uma

0:53

idealizadora

0:55

e como uma articuladora

0:58

entre profissionais experts

1:02

em síndrome de ativação mastocitária,

1:04

intolerância à estamina, sibo, libo,

1:07

cifo, imo, porque ao longo da carreira

1:10

dela, muitos médicos também trabalharam

1:14

junto com ela com encaminhamento de

1:15

pacientes e ela está fazendo essa

1:18

articulação com todos esses

1:20

profissionais para que nós possamos ter

1:22

o maior corpo docente de médicos e

1:25

nutricionistas para a certificação em

1:29

Summer e intolerância à estamina. Ju,

1:33

muito obrigado, meu amor. Seja

1:35

bem-vinda. Se apresente para todos aqui,

1:37

porque se eu te apresentar, vou dizer só

1:38

que eu tenho o maior carinho do planeta

1:41

por você e não vou ter nem mais palavras

1:42

para falar aqui.

1:44

>> Então, c, olha, já fico emocionada, né?

1:47

Já começo emocionada. Para mim é uma

1:49

honra estar aqui, Murilo. Eh, o Murilo,

1:52

para quem não sabe, eu brinco ele me

1:54

tirou literalmente da cama, né, Murilo?

1:56

A gente tem que explicar isso porque

1:57

senão pega mal. Mas é porque eu falo

1:59

assim, o Murilo, quando a gente se

2:01

conheceu lá em 2021, que foi a primeira

2:03

turma de modulação online, eu era

2:05

literalmente a camada, né, Murilo, e

2:08

comecei a estudar para colocar todo

2:10

aquele aprendizado que ele ensinava eh

2:14

na minha vida. Eh, eu que sou uma pessoa

2:16

que tem síndrome de ativação

2:17

mascostitária e outras condições

2:19

associadas. E o Murilo foi a pessoa que

2:22

acreditou em mim, que que no curso dele

2:25

eu pude realmente entender meu corpo,

2:27

quais cuidados eu deveria ter. E hoje eu

2:30

estou aqui dando uma aula sobre síndrome

2:33

de ativação mascostitária numa formação

2:35

sobre Sã. Acho que a gente nunca nem

2:37

sonhou com isso, né, Murilo, lá atrás. E

2:39

a coisa foi caminhando, eu fui

2:41

melhorando, eu fui colocando em prática

2:42

todo o aprendizado e melhorei muito a

2:45

minha qualidade de vida. E aí voltei a

2:47

atender, voltei a trabalhar, voltei a

2:49

ensinar e tornei disso o meu propósito

2:51

de vida. Então alguns anos já eu venho

2:54

dando aulas, palestras e atendendo

2:56

pacientes com intuito aí de melhorar

2:57

cada vez mais a qualidade de vida deles.

3:01

E fiz tudo na prática primeiro em mim,

3:03

né? E aí acreditei que isso seria muito

3:05

possível. Então é uma honra enorme. Eh,

3:09

eu sou nutricionista clínica, atuo aqui

3:11

em Belo Horizonte, atendo principalmente

3:14

online, né? Porque eu trabalho mais com

3:15

síndromes, com a sã, síndrome de

3:17

ativação mastária, síndrome de erlers,

3:19

danos, desutonomia, tudo isso, né?

3:22

Assuntos que que a gente vai ver muito

3:23

aí durante essa certificação e com

3:26

diversos profissionais que são

3:27

referências hoje aí no mercado nesses

3:30

nesses temas que a gente tá vendo meio

3:32

como novidade hoje, mas que a gente já

3:34

vem falando há muitos anos, né, Murilo?

3:36

Eu sou Juliana Carneiro e e trouxe o

3:40

nosso mascote, o nosso mastitinho,

3:43

né, o protótipo aí dele para ser

3:46

apresentado hoje junto com a gente. Eh,

3:49

e ficou muito lindo, né, esse mast. Eu

3:51

já sou já tenho toda a família de

3:53

bichinhos. O pessoal vem aqui no meu

3:54

consultório e fala assim: "Nossa,

3:55

criança deve amar seu consultório, né?"

3:57

falou: "Não, gente, eu não atendo

3:58

criança, é [risadas] só adulto mesmo de

4:01

tanta pelúcia que eu tenho." Mas essa

4:03

aqui é ganhou um cuidado especial no meu

4:06

coração, na minha vida. Eu vou levar

4:08

comigo para sempre, viu, Murilo? Muito

4:11

obrigada, uma gratidão imensa.

4:13

>> Essa é a primeira pelúcia. Acho que ela

4:15

tem um valor simbólico muito grande

4:17

aqui. Nossa,

4:18

>> antes de eu trazer pra minha casa e

4:20

assim, a Ju foi prova disso. Eu recebi o

4:22

protótipo lá em São Paulo junto com uma

4:24

roupa de intestino que eu investi no

4:26

palco lá, fiz uma loucura esse ano e a

4:28

Ju estava lá junto comigo também, junto

4:30

com a Lilian Baçani, junto com a Dra.

4:32

Lívia Guimarães e foramas incríveis lá

4:36

em São Paulo. E quando chegou o

4:38

protótipo, olhei para ela, ela ficou com

4:40

aquelas cara assim de pidona, sabe? E eu

4:42

disse: "Ah, Ju, é teu, com certeza é

4:45

teu. Não vou nem levar para casa. Vou

4:47

mandar aqui as melhorias pro Diego, do

4:49

que a gente combinar aqui e você vai

4:51

levar ele para casa e ele tá aqui agora

4:52

junto conosco, eh, iniciando essa

4:55

jornada. Ju, antes de mais nada, acho

4:57

que vamos ao conteúdo propriamente dito.

5:00

Eu tenho aqui, Ju, um slide que eu posso

5:02

compartilhar junto a live e para que a

5:05

gente possa conversar um pouquinho sobre

5:07

isso. E eu gostaria de fazer uma

5:09

introdução sobre desordens funcionais

5:13

intestinais,

5:15

intolerância [limpando a garganta] à

5:16

histasse

5:19

sobre uma

5:21

ah sei lá, se que a gente pudesse

5:24

conversar sobre os mecanismos, sobre o

5:26

que que acontece, o que é o mastócito

5:29

que tu tem essa habilidade tão grande.

5:32

Queria também que tu pudesse dar uma

5:33

pincelada sobre síndrome de Erlingens

5:35

danos, de hipermutilidade, desautonomia,

5:38

que eu acho que você também tem essa

5:40

expertise muito grande. E e eu quero

5:43

antes de mais nada dizer o seguinte, Ju.

5:45

Quando eu vi as chamadas do DDW

5:52

2026, e aí, gente, para todos que não

5:54

sabem o que é o DDW, ela é a semana, o W

5:59

é de wiek, eh, dizia-se, de doença de do

6:03

aparelho digestiv do digestivo. Então, é

6:06

DDW de semana de doenças do aparelho

6:09

digestivo. Ela é com certeza um dos

6:13

maiores eventos da gastroenterologia

6:16

mundial. É neste evento que são lançados

6:20

as novas diretrizes, os novos guadlines,

6:22

inclusive o critério de Roma 5 em 226

6:26

foi lançado no DDW e uma manhã inteira

6:30

da plenária principal no DDW em 2026 foi

6:34

dedicada à SAM, que

6:36

[limpando a garganta] é a síndrome de

6:38

ativação mastocitária. E de lá, muitos e

6:41

muitos comentários de

6:42

gastroenterologistas

6:44

sobre a importância do cuidado do

6:47

paciente, do olhar além da terapia

6:50

medicamentosa.

6:51

E isso surge como uma grande novidade na

6:56

gastroenterologia e que eu posso te

6:59

dizer, Jo, que todas as vezes que eu

7:00

ouvia isso, batia no fundo do meu

7:03

coração e dizia: "Cara, que lindo o que

7:06

a Juja já tem construído neste país há

7:09

alguns meses, há alguns anos, conjunto

7:13

com outros colegas otorrino

7:15

laringologista, que é o caso da doutora.

7:21

Karine Petri aqui de Brasília, que você

7:24

já tem uma construção de trabalho, de

7:26

curso, de capacitação, com a própria

7:28

doutora Lívia Guimarães, que você já tem

7:31

um trabalho, que você já tem curso de

7:32

capacitação sobre essa temática. Eu acho

7:35

que ninguém aqui tem o propósito de ser

7:38

o pioneiro, não ser o pioneiro. Acho que

7:40

o que a gente tem como grande propósito

7:42

é promover a melhoria na vida dos

7:44

pacientes. Quando há um ano e meio atrás

7:47

eu fui lá, bati na porta da Infinity,

7:49

falei: "Olha, eu tenho uma palestrante

7:51

para indicar aqui para vocês. Essa

7:53

menina é muito boa, é que é o teu caso.

7:56

É porque eu tenho certeza da tua

7:58

capacidade eh de comunicar sobre essa

8:00

temática, de promover melhoria na vida

8:03

das pessoas". Quando o Dr. Cristiano

8:05

Rud, que também é um

8:06

gastroenterologista, enche a boca para

8:09

falar bem de você e e todo o carinho que

8:11

ele tem por você, isso para mim só,

8:14

sabe, só agrega, só faz eu ter a certeza

8:18

de que ter investido em você, e foi um

8:20

investimento que eu fiz a época, né, a

8:23

Ju, gente, em 2021, ela me mandou um

8:25

e-mail ou uma mensagem, não lembro, eh,

8:28

>> no Instagram,

8:29

>> é no Instagram, assim como

8:31

inesperadamente, achando que nem era eu

8:32

que respondia. dia.

8:34

>> Eh, e eu prontamente vi a mensagem dela

8:38

sobre a história de vida dela e eu

8:40

falei: "Não, você não vai pagar meu

8:41

curso, eu vou te dar esse curso, tu vai

8:43

fazer esse curso." E cara, eh, várias

8:46

pessoas fazem isso ao longo da minha

8:47

vida e eu confesso que eu nem lembro

8:49

todas que eu acabo eh oferecendo esse

8:52

benefício, mas quando voltou da

8:55

pandemia, no encontro presencial lá em

8:58

BH, do nada aparece uma pessoa e diz:

9:01

"Eu preciso te dar um abraço". E aí

9:04

chega a Ju lá, linda, maravilhosa,

9:07

plena, me dando um abraço. E até então

9:09

eu tava achado que era, eu tinha achado

9:10

que ela tava acamada, hospitalizada, que

9:13

o negócio era uma bagaceira, mas não. em

9:15

alguns meses ou anos, ela conseguiu uma

9:18

retomada de vida na carreira e consegue

9:22

hoje ser uma expert

9:25

Ju, quando eu vi o DDW 2026, eu falei:

9:28

"Cara, isso é um presente pra Ju por

9:30

tudo que ela nos

9:32

>> por tudo que ela eh por tudo que ela eh

9:35

militou durante esses anos. E muito pelo

9:39

contrário, eu tenho vontade de dizer:

9:40

"Ah, Juliana já falava isso há muitos

9:42

anos". Não, que bom que a gente tem hoje

9:46

o reconhecimento pela gastroenterologia

9:49

de algo que você viveu

9:53

literalmente

9:55

na na carne, né?

9:57

>> Na pele mesmo, na carne,

9:58

>> pele, né, que você viveu na pele. Então,

10:00

se pudessem falar um pouquinho para todo

10:01

mundo como foi a tua vivência sobre

10:03

isso, eu te agradeço, [roncando]

10:05

>> tá? Eh, uma vivência de uma vida toda,

10:07

né, Murilo? E eu não retomei só a minha

10:09

vida profissional, eu retomei a minha

10:11

vida, né? Provavelmente até meus pais

10:13

estão assistindo essa live. Acho que é a

10:15

primeira live que eles entram assim para

10:16

assistir que eu brinco, a gente vai

10:18

mandar pôr o tótem do Murilo na minha

10:20

casa. Gente, a gente tá brincando eh,

10:22

né, dessas coisas e tudo, mas é porque

10:24

vocês realmente não faziam ideia da

10:25

importância que essa pessoa tem na minha

10:27

vida. Eu voltei muito, eu eu estava, né,

10:29

literalmente no modo sobrevivência, que

10:32

é o que a grande maioria dos meus

10:34

pacientes estão, né? Por quê? A gente tá

10:36

falando de síndromes altamente

10:38

complexas. A gente,

10:42

você tá aí? Acho que

10:43

[limpando a garganta] que caiu.

10:46

>> Eh, pode falar. Saiu volto.

10:48

>> Ah, desculpa que saiu.

10:50

>> Quando você for falar com o público,

10:51

explicando tudo, eu deixo só você.

10:53

>> Ah, você sai. Ah, tá, tá, entendi.

10:55

Desculpa. Eh, tá. Eh, então eles estão

11:00

assistindo. A gente brinca muito lá em

11:02

casa, né? Eu falo muito isso com os meus

11:03

pais porque assim, eh, a gente tá, eu

11:05

estava sobrevivendo muito naquela época.

11:09

E aí quando eu comecei a melhorar,

11:11

quando eu comecei a fazer o curso, eu

11:12

coloquei, gente, eu tinha diarreia, eu

11:13

tirei grande parte do intestino,

11:16

vesícula e já tinha e eu vim de várias

11:18

cirurgias, né, já foram 34 ao longo da

11:20

vida, somando todas, não todas o trato

11:23

gastrointestinal, mas outras partes do

11:25

corpo também, por causa muito da

11:27

síndrome de Erlers Danos. Então, eu tive

11:29

uma vida eh com muitos episódios, com

11:32

muitas idas e vindas em médicos, em

11:35

hospitais, fazendo inúmeros exames. E eu

11:37

sempre fui olhada muito de forma

11:39

fragmentada, né? Partes ali do do corpo.

11:43

Então, ah, tá com problema na ATM, vai

11:44

no melhor bucomaxilo que existe, tá com

11:46

problema no intestino, vai no melhor

11:48

gastro, vai no melhor isso, no melhor

11:49

aquilo. Mas sempre tudo muito

11:51

fragmentado, né? custei a ter um

11:53

diagnóstico, fui ter meu diagnóstico de

11:55

síndrome de alesdamas aos 37 anos

11:57

somente e finalmente as peças começaram

12:00

a se encaixar. Então isso foi muito

12:02

importante. Eu sempre falo, não tem como

12:04

a gente tratar nenhuma doença se a gente

12:06

não tem um diagnóstico assertivo que a

12:09

gente possa realmente olhar para aquela

12:12

para aquela pessoa e não simplesmente

12:14

para aquela doen.

12:15

>> Ô Ju, e para quem está para quem está

12:17

nos ouvindo, né, você teve um

12:19

diagnóstico de síndrome de Erlens Dan.

12:22

Sim,

12:23

>> aos 36 anos, até chegar aos 36 anos,

12:28

como foi sua vida?

12:30

>> É, foi basicamente assim, né? Uma

12:32

peregrinação. Injecei o pé 11 vezes e eu

12:35

viv, gente, eu fui uma criança que deu

12:36

muito trabalho, porque eu sempre fui

12:37

muito alegre, muito falante, brincava

12:39

muito, mas eu vivia caído, eu vivia indo

12:42

pro hospital e fazendo cirurgia, fazendo

12:44

mil coisas e sempre ouvindo. Várias

12:48

vezes eu ouvi, ah, isso é da sua cabeça,

12:50

isso não dói assim. Ah, mas não é assim.

12:53

Ah, tem que fazer terapia.

12:55

Isso, gente, é o que todo mundo escuta.

12:58

Os pacientes com essa síndromes mais

13:00

complexas e principalmente quando não

13:02

são deficiências visíveis, porque quem

13:05

olha para mim hoje não vai falar: "Ah,

13:06

ela tem tudo isso, ela passou por por

13:08

tudo isso, né?" Muitas vezes eu falo,

13:10

"Ainda bem, né, gente? Que bom. Mas é

13:13

isso, são deficiências muitas vezes

13:15

invisíveis. São as pessoas imaginam.

13:17

Então eu chegava no médico muitas vezes,

13:19

ai eu tô morrendo de dor, eu tô com

13:20

alergia, eu tô com um monte de coisas

13:23

com essa cara, né? E o médico olhava e

13:25

falava assim: "Não, querida, não tem

13:27

como você [risadas] estar passando tão

13:28

mal e ter tantos problemas, ter tanta

13:30

dor desse jeito, porque quem sente dor

13:33

tem cara de dor. E não, a gente aprende

13:36

ao longo dessa vivência como paciente e

13:38

agora, né, como profissional de saúde

13:40

também, que muitas vezes dor, né?

13:43

Sofrimento às vezes não tem cara. Eu não

13:45

preciso chegar no médico lá com aquela

13:47

cara de que eu estou realmente passando

13:48

muito, eu sinto dor todos os dias desde

13:50

que eu nasci. Eu nasci com lustração

13:52

femoral. Então é todo um histórico que

13:55

me trouxe até aqui. E são síndromes, né?

13:57

Síndrome deantes. A gente vai falar

13:59

sobre isso, né? Da certificação, porque

14:01

é um tema complexo, mas a base, né? A

14:03

gente trabalha muito a biomecânica

14:05

corporal, são pacientes que apresentam

14:07

hipermobilidade, quem sabe faz ao vivo.

14:09

Então eu vou só para mostrar e para

14:10

ilustrar, né? São essas pessoas, né? que

14:13

tem as articulações mais hipermóveis no

14:16

corpo todo, só que não é restrito às

14:18

articulações, né? Todo o corpo apresenta

14:21

uma fragilidade tecidual generalizada. E

14:24

quando a gente não sabe, né, desses

14:27

diagnósticos de que isso existe, a gente

14:29

acha, ah, essa pessoa tem uma

14:31

hipermobilidade ponto, é só da

14:33

articulação. As pessoas não entendiam

14:35

até muito pouco tempo atrás que isso era

14:38

uma condição sistêmica que afetava o

14:40

corpo todo. Então, todos aqueles

14:42

sintomas que eu apresentava,

14:44

apresentava, eles vinham de uma única

14:46

condição, uma condição de base, que era

14:48

a síndrome de Heres danos do tipo

14:50

hipermóvel. A gente tem 14 subtipos, né?

14:54

Eh, 13 eh, que já tem ele é uma Oi, meu

14:59

papel aqui, né? Meu papel é sempre

15:01

>> corta, Murilo, porque eu vou falando.

15:03

Meu papel sempre é aumentar o índice de

15:06

compreensão sobre todos que estão aqui

15:08

deixando o seu tempo para estar conosco.

15:09

Então, vamos lá.

15:11

Síndrome de Erlings Danos, uma síndrome

15:14

de hipermotilidade

15:17

com diversas variações, dentre elas, uma

15:21

variação que você acabou de mencionar e

15:25

que eu gostaria que você repetisse.

15:26

Então você é portadora de uma síndrome

15:29

de hipermotilidade

15:31

devidamente

15:34

demonstrada aqui na vida como ela é, que

15:37

eu quase me deu uma dor aqui nos meus

15:39

dedos, quase que eu morri agora quando

15:41

você fez essa hipermotilidade. Então,

15:44

explica essa variação e explica o que

15:47

isso pode acometer o trato

15:50

gastrointestinal

15:52

e o que você viveu sobre o trato

15:54

gastrointestinal, que eu acho que é

15:55

muito importante para todos que vão

15:56

estar aqui.

15:57

>> J, tá? Então, primeiro primeiro ponto

15:59

que o que que é muito importante a gente

16:01

entender hoje assim para começar essa

16:03

jornada, hipermobilidade

16:06

articular por si por si só não é um

16:09

diagnóstico, é uma característica igual

16:11

eu tenho cabelo castanho, olho marrom,

16:14

eu tenho hipermobilidade articular. 30 a

16:16

40% da população pode apresentar

16:19

hipermobilidade articular. Então assim,

16:22

é um número grande, né? É mais

16:24

prevalente em crianças, porque as

16:25

crianças já têm mesmo, né? que elas já

16:27

são mais molinhas, vamos colocar assim,

16:30

e à medida que a gente vai envelhecendo,

16:31

a gente começa a ter ali um

16:33

enrijecimento das articulações. Então,

16:35

as pessoas se tornam menos hipermóveis

16:38

ali quando elas vão envelhecendo. Então,

16:40

só a hipermobilidade por si só, tudo

16:42

bem, muitas vezes ela não representa

16:44

nada, é só uma característica na vida da

16:45

pessoa. Mas quando a hipermobilidade é

16:49

associada a sintomas

16:51

músculoesqueléticos, então essa pessoa

16:53

tem dor principalmente, tem lesões

16:55

recorrentes, então ela começa a ter

16:57

luxação, ela começa a ter dor nas

16:59

costas, ela começa a ter dor no pescoço.

17:01

São pessoas que frequentemente a gente

17:02

vê que ficam muito assim, né, segurando

17:05

a cabeça porque costuma ter uma

17:06

instabilidade crânio cervical. Então as

17:09

pessoas elas começam a apresentar alguns

17:11

sintomas músculoesqueléticos e

17:13

extramculoesqueléticos. Então elas podem

17:16

desenvolver ali algumas questões do

17:17

trato gastrointestinal, que depois eu

17:19

vou responder a sua pergunta, problemas

17:21

no corpo todo. Por quê? Porque a gente

17:23

tá falando de uma fragilidade tecidual

17:27

generalizada. E como que a gente sabe se

17:29

é síndrome deers danos? A gente tem

17:32

critérios diagnósticos, tá? Então, dos

17:35

subtipos que a gente tem reconhecidos,

17:38

são 13 em 2020 eles colocaram mais um

17:41

que vai que eles vão colocar no novo

17:43

consórcio que vai ter no final desse

17:45

ano. A nozusologia vai mudar um

17:47

pouquinho esses critérios diagnósticos.

17:49

Então a gente vai falar assim que 12 tem

17:52

marcador genético, tem a base molecular

17:55

ali reconhecida, tá? E um não tem, que é

17:58

o tipo hipermóvel. Então, esse é o único

18:01

que não tem marcador genético ainda.

18:03

Inúmeras pesquisas estão sendo

18:04

realizadas para encontrar qual esse

18:06

marcador específico, tá? Os outros todos

18:09

têm e são muito mais graves. 90% das

18:11

pessoas com síndrome de erlers danlos

18:14

apresentam o tipo hipermóvel que é o que

18:17

eu tenho, tá? [roncando] Por que que

18:19

isso vai afetar o trato

18:20

gastrointestinal? Porque a gente tá

18:21

falando de uma fragilidade. Então,

18:24

quando a gente pensa da boca até o anos,

18:27

pode ser afetado por essa pessoa costum

18:29

pode ter, né? Nem todo mundo vai ter os

18:32

vai apresentar os mesmos sintomas. Ela

18:34

pode ter dificuldade de mastigação, ela

18:36

pode ter distúrbo de ATM que já vai

18:37

começar a comprometer ali o processo de

18:39

mastigação, ela pode ter fragilidade

18:42

dentária, ela tem uma mucosa oral muito

18:44

mais sensível por toda essa fragilidade,

18:47

ela começa a ter ali uma fadiga muitas

18:49

vezes ao deglutir. pode ter eh eh

18:53

hernediato,

18:54

esofagite,

18:56

tudo que afeta ali de eh gastroparesia é

18:59

muito comum, retardo, né, do

19:01

esvaziamento gástrico é muito comum,

19:04

muito frequente nesses pacientes que

19:05

ainda se eh vem junto ali com o processo

19:08

ali de desautonomia também. Então, esses

19:11

pacientes eles podem ter muitos esses

19:13

episódios de refluxo, é muito, a gente

19:15

vê muito na nossa prática refluxo nesses

19:18

pacientes e às vezes eles fazem o exame

19:20

e não dá o o nem aparece no exame que

19:23

eles têm refluxo, mas a válvula muitas

19:25

vezes ali é mais frouxa e aí eles

19:27

sentem, eles têm aqueles sintomas.

19:29

Hipersensibilidade visceral é muito

19:32

comum nesses pacientes. Às vezes o

19:33

paciente tá com gases e sente dor, né?

19:36

ele vai no médico assim: "Ah, mas não

19:38

tem isso não não está compatível com a

19:40

sua dor." Mas eles sentem muita dor. São

19:42

pacientes que sofrem muito, né? é o

19:45

intestino é um problema da grande

19:48

maioria, um problema de desmotilidade

19:50

ali transtulento. Então são pacientes

19:53

que frequentemente apresentam sigo, imu.

19:56

Então, a gente tem já na literatura que

19:59

cerca de 90, 80 a 90% dos pacientes com

20:03

transtorno do espectro de

20:04

hipermobilidade ou com síndrome de danos

20:07

vão no consultório de

20:09

gastroenterologistas, vão procurar a

20:11

ajuda dos gastroenterologistas, porque

20:13

esses sintomas são extremamente comuns

20:16

desses pacientes e até muito pouco tempo

20:18

atrás o paciente, e eu acho que isso

20:20

acontece muito ainda, né? Por isso é tão

20:22

importante falar.

20:24

>> Agora minha minha função é essa. Esse

20:26

dado é incrível. Cerca de 80 a 90%

20:32

pacientes

20:34

>> procuram profissionais da

20:36

gastroenterologia

20:38

devido às alterações que são

20:42

>> concomitantes, né? concomitantes com a

20:45

patologia de base, mas que compromete

20:49

tanto motilidade, compromete tanto

20:52

intestino, que esses pacientes acabam

20:55

procurando o profissional da

20:57

gastroenterologia

20:58

para corrigir essas alterações que podem

21:02

ser cibo, libo, imo, iso, sifo,

21:07

>> todos

21:09

>> e às vezes tudo junto, né?

21:10

>> Ou às vezes tudo junto e misturado, né?

21:12

Então,

21:13

>> e ainda vem a sanciada

21:15

também, então

21:17

>> é caótico.

21:19

>> Ótimo. Acho que foi lindo esse dado

21:20

assim, muito legal porque existe essa

21:22

>> é isso,

21:23

>> essa essa alteração, né? Eu acho quase

21:25

que uma desautonomia

21:27

eh deal, né?

21:29

>> Sim, sim. É. Muitas vezes esses

21:31

pacientes procuram e o gastro e aí tenta

21:34

resolver ali, há uma constipação severa.

21:37

São pacientes que ficam às vezes 5 dias,

21:39

uma semana, 10 dias sem conseguir

21:41

evacuar e aí vão, fazem vários exames,

21:43

às vezes não vai aparecer nada e o

21:44

paciente não consegue. Às vezes uma

21:46

fisioterapia seria melhor para esse

21:48

paciente, por quê? Pra gente favorecer o

21:50

peristaltismo, pra gente favorecer.

21:52

Então assim, esses pacientes eles todo

21:54

esse trato gastrointestinó é afetado e

21:56

também essa parte mais pélvica doalho

21:59

pélvico, a gente tem uma fraqueza, as

22:00

mulheres eu já brincam assim, ó, tem

22:02

sede, sede é a abreviação de síndrome de

22:06

Herlos, tem sede, já vai fazer

22:08

fisioterapia pélvica, né, para

22:10

fortalecer ali seu aoalho pélvico. Isso

22:12

é muito importante. São pacientes que

22:14

frequentemente tem hemorroides,

22:16

fissuras, porque as mucosas são muito

22:18

frágeis. Então pensa, mucosa da boca,

22:21

né? Muccosa oral, mucosa nasal, mucosa

22:23

ali do do anal. Então são mucosas mais

22:27

sensíveis. Para esses pacientes vão ser

22:29

muito mais sensíveis, né? E aí quando a

22:31

gente pensa eh além de tudo isso, além

22:34

dessa fragilidade tecidual generalizada

22:37

que tá no corpo, não só no trato

22:39

gastrointestinal, né? os sintomas eles

22:41

podem vir ali de qualquer parte do

22:44

corpo. Então, quando o gastro, quando o

22:46

profissional de saúde entende que às

22:49

vezes esse paciente quando faz um exame,

22:51

quando faz ali um critério de boniton,

22:52

que é uma coisa super simples para

22:54

avaliar a hipermobilidade nesses

22:55

pacientes, quando o profissional de

22:57

saúde enxerga melhor esse paciente, ele

23:00

vai poder direcionar o tratamento. Às

23:02

vezes são anos e anos e anos de ida. Eu

23:04

recebo paciente às vezes que já foi mais

23:06

de 20 gastros [aplausos]

23:08

e não melhoram.

23:10

Entende? Mas não é porque o gasto era

23:12

ruim, não é porque não tem conhecimento

23:14

sobre. Por isso que hoje, né, quando

23:17

quando eu vi lá no DDW, né, e os gastos

23:19

tava lá, vários amigos queridos que

23:20

estavam lá me mandam justo, não vai

23:22

acreditar e mandava as aulas slides,

23:24

tudo. Eu chorei nesse dia porque eu

23:26

falei assim, gente, quantas pessoas vão

23:30

mudar a qualidade de vida, vão mudar a

23:32

história da vida delas por conta disso,

23:34

assim como eu mudei a minha por alguém,

23:36

né, que nem sabia sobre isso ainda, né,

23:39

Murilo? Mas é quando alguém parou e

23:40

olhou para aquele paciente, né? É parar

23:42

de olhar só para o trato

23:44

gastrointestinal ou só para o trato

23:46

gênito urinário ou só para o sistema

23:48

cardiovascular. Não, gente, uma pessoa

23:50

que está ali, né? Então eu falo assim,

23:52

quando a gente recebe esses pacientes de

23:54

síndrome, pacientes que sindrômicos, né,

23:56

que são pacientes que têm eles sintomas

23:58

no corpo todo, não adianta a gente olhar

24:00

para um único sistema, a gente tem que

24:01

olhar pro todo, a gente tem que olhar

24:02

pra Juliana, pro Murilo, né, para quem

24:04

quer que esteja ali na nossa frente.

24:06

Então a gente não tem como melhorar e

24:08

não tem tratamento que melhore se o

24:10

paciente não mudar o estilo de vida

24:12

dele. Eu falo assim que muito de eu

24:14

estar aqui hoje, de eu fazer o que eu

24:15

faço, deve estilo de vida 100%. E da

24:19

parte eh do trato gastrointestinal, né,

24:21

eu ouvi às vezes assim, você está

24:23

fazendo cocô, gente, eu falo cocô, tá?

24:25

Vocês me desculpem, mas né, a gente já

24:26

passou dessa fase, né? Eh, às vezes eu

24:29

ouvi assim, você tá faz, você tá comendo

24:31

pela boca, você tá fazendo cocô pelo

24:33

anos, fique [roncando] muito feliz,

24:36

dê-se por satisfeita. Falou: "Gente, tem

24:39

um diarre 10 vezes por dia depois que eu

24:41

passei por essa cirurgias". Antes era

24:42

constipação de 10 dias sem evacuar. Aí

24:44

de repente eu passei a ter diarré 10

24:46

vezes por dia e eu tomava um remédio que

24:48

aí eu piorava e gases no eras eram um

24:51

horror. Falei: "Gente, isso não é

24:53

pandemia". Falei: "Vou vai acabar a

24:54

pandemia, eu vou fazer o quê? Vou sair

24:55

de fralda, né? Eu vou fazer o quê?

24:57

Porque não tem condição. E tá achando

24:59

que é normal. Não, agora é vida que

25:01

segue. Não, gente, não é vida que segue.

25:03

A gente não pode normalizar isso. A

25:06

gente não pode normalizar sofrimento.

25:08

Claro que eu entendo isso, Murilo. Acho

25:09

que é tão importante nós pacientes, a

25:12

gente entender que temos uma doença

25:16

crônica, que não existe cura, né? Então

25:18

assim, quando a gente fala de sed

25:20

síndrome deant, quando a gente fala de

25:21

sã síndrome de ativaçãoitária, são

25:24

condições que não têm cura, mas tem sim

25:27

tratamento, tem sim como a gente

25:28

melhorar a nossa qualidade de vida. E

25:30

isso é fundamental. Agora, sintoma eu

25:32

vou ter, óbvio, eu vou sentir dor, vou,

25:35

gente, eu tenho lesão em várias partes

25:36

do meu corpo, vou falar: "Ah, não tenho

25:37

dor". Que eu tenho, ah, pronto, agora eu

25:39

não tenho mais nada no trato

25:40

gastrointestinal, tenho, sou paciente

25:42

crônica. Mas quando eu entendo isso, eu

25:46

falo muitos com os pacientes, eu falo:

25:47

"Gente, quando a gente entende isso e

25:49

passa a respeitar o nosso corpo,

25:51

respeitar os nossos limites e pensar

25:54

assim: "O que é do outro é do outro, eu

25:55

não quero ter a vida igual a dele, eu

25:56

quero ter a minha dentro dos meus

25:58

limites, amando e respeitando o meu

25:59

corpo, eu vou fazer minhas escolhas

26:02

melhores pro meu corpo." E aí as pessoas

26:04

dis: "Nossa, mas você nunca mais vai

26:05

comer isso na não, eu fiquei muitos

26:07

anos, tô há seis anos com assim comer

26:08

carne vermelha, você não vai mais comer

26:10

carne vermelha. Nossa, gente, eu como

26:12

frango, eu como peixe, eu como eu vou

26:14

ficar reclamando quando como carne? Não.

26:16

Olha a variedade de alimentos que eu

26:18

posso comer hoje em dia, o tanto de

26:19

legumes, o tanto de verduras, o tanto de

26:21

um monte de coisa. Então é isso. Eu hoje

26:23

eu penso assim, eu tenho uma doença

26:25

crônica e me comporto assim e vou me

26:27

cuidar e e eu falo muitos com as

26:29

pacientes, não fica esperando o

26:30

tratamento mágico, o remédio mágico, o a

26:34

fisioterapia mágica, porque não existe,

26:36

existe um trabalho diário, um cuidado

26:39

diário com uma equipe multi que vai

26:41

olhar o todo. E isso é o mais

26:43

importante. E a gente paciente, se não

26:45

fizer a nossa parte, ficar ali

26:46

esperando, a gente não vai melhorar

26:47

muito, porque o trabalho é árduo,

26:50

>> Ju. É, eu coloquei uma slide aqui em

26:53

branco para escrever algumas coisas. Eu

26:57

vou só pegar o feedback aqui da galera

26:59

do back se a aula tá legal com a

27:02

projeção. Agora eu vou pedir aqui uma um

27:06

OK aqui do Vittor para ver se tá OK a o

27:10

slide, porque na minha tela sumiu aqui e

27:13

aí eu pedi aqui um OK para ele. Ele tá

27:14

assistindo, já vai me dar um OK aqui.

27:16

Mas eu vou querer escrever aqui as

27:18

siglas que você falou até agora. Você

27:20

falou s

27:23

e

27:23

>> e d

27:25

>> sede síndrome de erlers danos.

27:28

>> É s e d isso são as síndromes de erlers

27:34

danos porque como eu falei, são 13

27:35

subtipos. A gente, na maior parte do que

27:39

a gente tá falando e que a gente vai

27:40

falar no curso é sobre a síndrome de

27:42

Erlos, hipermóvel. Aí tem um hazinho

27:45

minúsculo do lado do H, do do d

27:48

>> Ah, então é é sed

27:51

>> H

27:52

>> é um Hzinho minúsculo.

27:53

>> Pronto.

27:55

>> A outra que nós chamamos é

27:57

>> S.

28:00

>> E nós temos ainda a intolerância a

28:04

>> estamina.

28:06

Hit.

28:07

>> Estamina. E ela tem uma sigla, é

28:11

>> hit. H T.

28:13

H e T, né? Então vamos só de sigla. H

28:18

T

28:19

nós temos S e tem a

28:24

>> SED.

28:25

>> Sed H.

28:28

É isso. Então, nós estamos falando de

28:30

síndrome de ativação mastocitária, nós

28:32

estamos falando de intolerância à

28:33

estamina ou nós estamos falando de sede.

28:36

A sede é uma alteração que

28:42

pode cursar concomitantemente

28:45

com S ou com hit ou

28:50

>> ou com as duas ao mesmo tempo. ou duas

28:53

ao mesmo tempo ou ainda com

28:56

cibo

28:57

ou

28:59

cifo ou

29:02

libo ou

29:05

imo

29:06

>> isso

29:07

>> ou

29:08

>> iso

29:09

>> iso.

29:11

É isso.

29:11

>> E às vezes várias delas, né? Ao mesmo

29:13

tempo.

29:14

>> Às vezes ainda pode ter junto algumas

29:16

dessas.

29:17

É isso. É tão isso é tão assim marcante

29:19

pra gente, porque se a gente o Mark

29:21

Pimentel, né, quem é da

29:22

gastroenterologia conhece o Mark

29:24

Pimentel, que é a pessoa que mais estuda

29:25

sobre supercrescimento bacteriano

29:27

intestino Delgado Co, ele fala de de

29:30

Herles Damus, né? Eu conheci o Mark

29:32

Pimentel eh lá atrás porque ele já dava

29:35

palestra sobre síndrome de Herles Danos,

29:38

porque é muito prevalente, né? Então,

29:40

quando ele faz live, eu entro na live só

29:42

para ficar lá cutucando e a sedu, gente,

29:45

onde eu puder me me enfiar ali para

29:47

falar de sedu né? E agora no DDW, então

29:50

isso é maravilhoso. Então essas

29:51

condições, o que é bacana a gente pensar

29:53

é que elas todas elas podem cursar

29:55

várias delas juntas. E ainda tem mais

29:57

uma que tá faltando ali, Murilo, que é

30:00

apótese, você pode colocar embaixo de

30:01

sede, que é síndrome postural

30:04

ortostática taquicardizante

30:07

ou, né, uma forma de desautonomia, ou a

30:10

gente pode pensar em desautonomia, que é

30:12

uma alteração ali do nosso sistema

30:14

autonômico muito frequente também.

30:17

>> Vamos de novo, porque o toque aqui é

30:19

altíssimo. Vamos de novo. Vamos começar

30:21

as siglas. Então a primeira, vamos lá,

30:24

talvez de maior destaque é S, síndrome

30:28

de ativação mastocitária.

30:30

Estamos falando de intolerância

30:32

estaminea, então pode ser

30:34

>> rite,

30:35

>> H

30:36

>> e T

30:37

>> T. E aí nós temos a sed H

30:42

>> é D H minúsculo.

30:45

>> Ah minúsculo.

30:46

>> Isso. Tá bom. Pronto.

30:47

>> Isso. Hipótese P O

30:52

T de tatu.

30:56

>> T

30:57

>> T de tatu. S de sapo.

31:01

>> Poss

31:01

>> é a sigla inglesa. É síndromeostática

31:04

postural táica. Só aqueles pacientes que

31:06

tm uma forma de desutonomia. Levanta

31:08

fica tonto. Tem síncope préíncope, que é

31:10

uma forma de desmaio, quase desmaio.

31:12

Essa depois a gente entra mais nela

31:14

noutonomias.

31:16

Isso tudo, isso tudo aqui a pessoa pode

31:20

ter ainda de forma concomitante ou

31:25

>> muito comum,

31:26

>> intolerância à estamina ou a síndrome de

31:29

ativação mastocitária e ter um

31:31

diagnóstico

31:33

de uma alteração como a síndrome de

31:37

Arlins danos que é uma doença genética.

31:39

A base muitas vezes de tudo isso é a

31:42

síndrome de Dan. E essas

31:44

>> não todo mundo

31:46

é interessante de falar concomitante

31:49

passar por alterações do trato

31:52

gastrointestinal

31:54

que são conhecidas como desordens

31:55

funcionais intestinais de overgrow ou de

31:58

super crescimento, que são desordens

32:00

relacionadas ao microbioma, que daí pode

32:03

ser

32:03

>> sim

32:04

>> cibo,

32:07

sifo,

32:09

Ibu

32:12

ah iso

32:15

>> ou imu.

32:17

>> IMO. E aqui nós estamos falando de super

32:19

crescimento bacteriano no intestino

32:21

delgado, super crescimento fúngico no

32:23

intestino delgado, super crescimento

32:24

bacteriano no intestino grosso ou até

32:27

mesmo síndrome e super crescimento de

32:29

microrganismos metanogênicos no

32:32

intestino ou super crescimento de

32:34

>> produtores de sulfeto,

32:35

>> produtores de sulfeto no intestino. Tudo

32:38

isso aqui são alterações que a letra O

32:40

remete ao overgo ou supercrescimento. E

32:43

além disso, essas pessoas podem ter

32:46

sensibilidades a FODMAPs, por exemplo,

32:50

porque nada impede de ter uma

32:52

sensibilidade ao FOD

32:56

MAP.

32:56

>> Sim. E outras várias, né? Se ela tiver

32:59

intolerançap,

33:01

>> vários várias intolerâncias.

33:03

>> E aí na na intolerância ao FODMAP,

33:05

Fodmap tudo, né, Ju?

33:06

>> Fodmap tudo. É o Huder deve tá aqui um

33:09

amigo querido, né? Né? O o holder que

33:11

que que você também conhece, ele fala:

33:13

"Gente, é tudo policado porque tá vindo

33:16

de todos os lados, né? E não tem jeito."

33:18

>> E aí no FD,

33:20

>> no Fodmap mais conhecido de todos, a

33:23

intolerância mais conhecida é a

33:25

disacarídio, né?

33:27

que é a intolerância a lactose,

33:32

>> que normalmente é uma das pouco

33:37

diagnosticadas

33:40

no ambiente eh de consultório, né?

33:44

Porque existe um teste muito comum,

33:46

muito simples de ser feito, de

33:48

tolerabilidade oral ao dissacarídeo,

33:51

onde se ingere o dissacarídio em jejum e

33:54

se dosa a partir de 30 minutos a glicose

33:59

sérica, porque esse dissacarídeo é

34:02

formado por dois monossacarídeos. Então,

34:04

a lactose nada mais é do que a junção de

34:08

uma pentose com uma exose. E aí quando

34:12

tem essa característica de liberação da

34:17

glicose, que é uma das moléculas da

34:20

lactose, ela tende a elevar no sangue.

34:23

Quando ela eleva no sangue é porque a

34:25

pessoa tolera. E quando ela não eleva no

34:27

sangue, é porque a pessoa não tolera. E

34:28

às vezes as pessoas ficam só aqui nesse

34:32

diagnóstico que é palpável. E aí elas

34:35

passam, Ju, a usar alimentos enzimados,

34:40

enzimados que foi tirado o dissacarídio

34:42

e aí a pessoa passa a ter reações aos

34:46

monossacarídeos porque o fod map é de

34:49

fermentável, oligossacarídeo,

34:50

dissacarídeo, monossacarídeo and

34:53

poliois. e às vezes ainda usou

34:55

suplementos com polióis e aí acabou,

34:58

>> né? Então acho que as desordens

35:01

funcionais intestinais ganham muita

35:03

notoriedade nesta certificação, porque a

35:06

gente precisa também desvendar e tirar o

35:10

joio do trigo aí separar o que que é

35:13

sensibilidade ao glúten,

35:17

o que que é a sensibilidade alimentar ou

35:22

alergia alimentar a caseína?

35:26

ou ainda pensar sobre intolerância ao

35:30

níquel.

35:32

E nós teremos aulas sobre intolerância

35:34

ao níquel. Nós teremos aulas sobre

35:36

manejo da CBO, da CFO, da Libo, da IMO.

35:39

Mas uma das abordagens que nós teremos é

35:42

sobre intolerância à estamina. E aí,

35:47

como tu tá com o teu estamino, aí eu

35:49

queria que tu pudesse aqui mostrar para

35:51

todo mundo o que é o estamino. O

35:53

estamina é uma molécula, a primeira

35:55

molécula, a primeira pelúcia que eu

35:58

desenvolvi com a ajuda inteligência

36:01

artificial e que foi materializado pelo

36:05

Diego da empresa de pelúcias lá no

36:07

Paraná e que foi já mascote de uma turma

36:12

de pós-graduação da nutrição em

36:14

gastroenterologia, cujo nome de turma é

36:17

Dr. Cristiano Rude, que ah é um amado e

36:21

também faz parte aqui da certificação

36:23

como um todo, como n outros

36:25

profissionais fazem parte desta

36:27

certificação. E a intolerância estamina

36:29

ganhou muita notoriedade. Eu já fiz um

36:31

curso, uma um curso bem longo de muitas

36:34

horas em 2025 sobre intolerância

36:38

estamina e eu tive uma lista de espera

36:39

de mais de 300 pessoas para fazer um

36:41

novo curso e que aí então foi ampliado

36:45

agora para síndrome de ativação

36:46

mastocitária. Então, Ju, aproveitando a

36:48

tua presença aqui, eu gostaria que a

36:50

gente pudesse explicar rapidamente o que

36:52

que é a ativação

36:55

mastocitária

36:57

e o que é a intolerância à estamina

37:02

no lumem. E o que é a possibilidade de

37:05

liberação da estamina, o síndese dessa

37:07

estamina também que pode acontecer.

37:10

Então, Ju, rapidamente assim, se eu

37:12

tivesse me corri, se eu tiver errado, se

37:14

eu tivesse que resumir

37:17

intolerância a estamina,

37:20

eu poderia dizer que são pessoas que não

37:24

toleram

37:26

de forma normal

37:29

a estamina

37:32

alimentar.

37:34

E aí você poderiaar o que é estamina

37:36

alimentar? Aí eu tenho uma uma outra

37:38

ilustração aqui que é sobre estamina

37:42

alimentar. Então, estamina alimentar

37:44

seria a estamina presente em alimentos

37:48

fermentados, por exemplo, porque a

37:51

estamina pode ser produzida por

37:53

microrganismos

37:55

em alimentos ou ela pode ser uma

37:59

estamina produzida no lumem intestinal

38:02

por bactérias ou pode ser uma liberação

38:06

de estamina

38:07

>> mastocitária.

38:08

>> Mastocitária. Então, rapidamente, Jun,

38:11

pequenas palavras, como poderia,

38:12

>> tá? É, primeira coisa que assim que eu

38:14

acho que é importante também a gente

38:15

falar aqui é o que é o mastócito, né?

38:18

Porque tem muita gente aqui que eu acho

38:19

que assim, a gente tá falando síndrome

38:21

sã san sã, mas o que é essa

38:22

criaturazinha

38:24

roxinha que a gente tá falando, né? Mas

38:26

tosto, gente, é uma célula extremamente

38:29

importante e muitas pessoas perguntam:

38:31

"Ah, mas não tá no exame de sangue?" Eu

38:32

fiz exame de sangue, não apareceu? Sim,

38:34

porque os mastócos quando eles estão

38:36

maduros, eles migram, eles vão pros

38:38

tecidos. tecidos que fazem interface com

38:41

o ambiente externo. Então, a gente vai

38:43

pensar trato gastrointestinal muito

38:45

mastócito, trato gênito urinário, trato

38:48

respiratório, pele tem muito mastócito e

38:51

para que que e que que ele vai fazer o o

38:53

masto, ele se comporta meio que como

38:54

sentinela do nosso sistema imunológico.

38:57

Ele fica ali esperando qualquer coisa

38:59

acontecer, né? Então assim, a gente teve

39:01

um corte, mastócito tá ali, ó, ligado e

39:04

ele que recruta as outras células pra

39:06

gente começar a fazer reparação

39:07

tecidual. cicatrização, né? Então, em

39:10

condições fisiológicas, mastócito é

39:14

maravilhoso. Todo mundo tem mastócito,

39:15

ele é extremamente importante paraa

39:17

nossa saúde, tá? Mas o que que acontece?

39:20

Durante muito tempo a gente acreditou

39:22

que os mastócios só estavam envolvidos

39:24

em reações alérgicas mediadas por IGE. E

39:28

depois foram estudando e foram vendo que

39:30

não, que ele não tá só nesse mecanismo,

39:33

ele também participa de angiogênese, de

39:35

cicatrização, de remodelação tecidual.

39:38

Então ele é extremamente importante

39:39

paraa nossa saúde. Mas o que que pode

39:41

acontecer? Pode acontecer que eles em

39:44

algum momento eles ficam hiperativados.

39:47

Eu falo que eles ficam com mania de

39:48

perseguição. Fale dá um tarja preta para

39:50

esse para esse bichinho, porque não é

39:52

possível. Ele acha que qualquer coisa eh

39:54

que tá acontecendo, às vezes assim, um

39:56

estresse, pronto, ele já acha que é a

39:59

terceira guerra mundial e que ele tem

40:00

que começar a liberar os mediadores. Ele

40:03

guarda dentro de bolsinhas, dentro de

40:05

vesículas, vários desses mediadores e

40:08

quando necessário ele solta e libera

40:10

aquilo ali na nossa corrente sanguínea

40:11

para proteger. Mas nessas condições,

40:13

quando a gente começa a pensar em

40:14

hiperativação,

40:16

eles liberam por qualquer coisa. Então

40:19

assim, o que que pode ser gatilho pra

40:21

síndrome de ativação? uma área estresse,

40:24

mudança de temperatura, um cheiro muito

40:26

forte, eh qualquer coisa, uma comida,

40:30

não, um alimento, não somente alimentos

40:33

ricos em estamina, porque às vezes fal

40:34

assim, ah, faz uma dieta baixo de

40:35

estamina, não, às vezes não, às vezes

40:37

ele não tá reagindo tanto com alimentos,

40:39

às vezes ele reage com outros tipos de

40:41

alimentos, né, que o paciente de sa é

40:43

muito mais complexo, não é apenas uma

40:45

intolerância alimentar, é o sistema

40:47

imune que está ali todo bagunçado.

40:48

Então, esse mastó começa a degranular

40:50

esses mediadores. E por que que tem essa

40:52

confusão com a estamina? Porque um dos

40:54

mediadores mais importantes que ele

40:56

libera é a estamina. E aí gerou essa

40:59

grande confusão entre síndrome de

41:01

ativação e estamina. Mas a gente precisa

41:05

discutir muito sobre isso, que a

41:06

estamina, a intolerância, estamina é uma

41:08

intolerância.

41:09

Para fazer um resumão assim, é

41:11

alimentar. Comi, geralmente em até 4

41:14

horas eu vou ter algum tipo de sintoma.

41:15

Qual sintoma? Pode ser várias coisas pra

41:18

gente ter receptor de estamina no corpo

41:20

inteiro. Então posso ter coriza, posso

41:21

ter chaqueco, posso ter coceira, posso

41:23

ter blowing, que é aquela sensação de

41:24

estufamento, né? Posso ter diarreia,

41:27

posso ter constipação. Então assim, eu

41:28

posso ter inúmeros sintomas, mas isso

41:30

porque eu comi alguma coisa que me fez

41:32

mal e eu não tinha enzima para degradar.

41:35

A gente compara um pouquinho até com a

41:37

lactose que você citou aí, é uma enzima,

41:39

uma deficiência enzimática. Claro que a

41:42

gente depende de uma boa condição ali do

41:44

nosso intestino, porque a a enzima que

41:46

degrada a estamina é produzida

41:48

majoritariamente lá no lumen intestinal.

41:51

Então a gente vai precisar de várias

41:53

coisas. A gente precisa, tá? Contrato

41:55

gastrointestinal íntegro. Então assim,

41:57

são essa a intolerância estamina, muitas

42:00

vezes o paciente está intolerante, ele

42:02

não é intolerante. Muitas vezes a gente

42:04

cuida do intestino, a gente melhora. Às

42:07

vezes ele não tem um polimorfismo

42:09

genético, ele não tem uma intolerância

42:10

primária, né? E não é causada, essa

42:14

intolerância tá sendo causada por alguma

42:16

coisa que tá ali, alguma injúria nesse

42:17

intestino, cibo, iso, limo, enfim,

42:21

síndrome intestino irritado, muito

42:22

comum. E aí quando a gente pensa em

42:25

isso, a gente tá falando de hit em toda

42:28

essa estamina. Quando a gente pensa em

42:29

sã, aí o negócio é muito mais complexo,

42:31

porque a nossa estamina produzida em

42:34

nível celular, não é mais do que o

42:37

combo, tá? Ela está sendo produzida

42:39

pelos nossos mastócitos, tá? Então

42:42

assim, ela pode ser produzida também por

42:43

outras células, mas basicamente a maior

42:46

produção endógena produzida mesmos é

42:50

pelo mastóco. Fruto e objetivo da grande

42:54

certificação

42:56

Intolerância e estamina. Estamos na

42:57

primeira live. Estamos aqui eu e Dra.

42:59

Juliana entregando conteúdo para vocês

43:02

para que vocês tomem decisão se faz

43:04

sentido ou não fazer uma certificação

43:07

completa com mais de 60 horas, com pelo

43:11

menos 10 médicos e 10 nutricionistas que

43:15

estarão juntos de mãos dadas em todas as

43:18

aulas, de todas as temáticas. Para vocês

43:20

terem noção, na aula de intolerância ao

43:24

níquel, teremos a nutricionista

43:28

Celine com a gastroenterologista Dra.

43:32

Iael. Ambas são da pós-graduação de

43:37

nutrição em gastroenterologia, do curso

43:38

de modulação intestinal. E eu tô com

43:40

tanta felicidade de poder eh tê-las

43:43

junto comigo nessa certificação, de dar

43:46

essa oportunidade, porque a Celine eh

43:48

tem uma carreira docente incrível e ela

43:52

eh tem uma aula maravilhosa sobre

43:54

intolerância ao níquel. Estará conosco

43:56

também eh Dr. Cristiano Rud, Dora

44:03

D. Liv

44:03

>> Raissa, de Belo Horizonte, Staciol, Saí,

44:07

né? Raísa Saide.

44:08

>> Pronto, Dra. Raíça Saí.

44:10

Nossa, Dra. Luciane Milene, D. Lí

44:14

Bassani, eh, Dr. Luiz Lox, eh, um

44:17

gastroenterologista incrível também,

44:19

professor da pós-graduação deção em

44:21

gastroenterologia, Dr. Alécio Fazano,

44:25

direto da Faculdade de Medicina de

44:27

Harvard, doutora

44:31

Adriana Doelo,

44:33

>> Adriana Doelo é a presidente do

44:34

Instituto Internacional de Intolerância

44:36

Estamina. A aula dela será em espanhol.

44:39

Mas a gente vai colocar legenda, a gente

44:41

vai conseguir ter também ela dublada,

44:45

porque ela eh fala só em espanhol, ela é

44:48

de Barcelona. Ah, terá também Dr. Pedro

44:51

Bastos, que dá uma portuguesada no

44:53

português dele, dá para entender

44:55

perfeitamente. Dra. Luana Manoso

44:58

explicando das consequências da

44:59

intolerância à estamina eh no cérebro

45:01

junto com Fabrício Cini. Então assim, é

45:04

uma formação muito, mas muito legal, em

45:08

que nós temos o grande propósito de unir

45:11

a profissão medicina com a nutrição e

45:15

dar uma certificação tanto para médicos

45:19

quanto para nutricionistas sobre o olhar

45:22

da medicina, do diagnóstico,

45:25

da prescrição médica, seja de

45:28

suplementos ou de medicamentos e do

45:32

acompan acompanhamento nutricional,

45:34

porque acho que esses pacientes precisam

45:36

de acompanhamento nutricional. Então

45:38

vamos deixar como primeiro recado desta

45:41

primeira aula de lançamento da

45:43

certificação nessa semana, nesse mês,

45:47

nesses dois meses de jornada

45:52

[limpando a garganta] de sam

45:53

intolerância estamina, que eu jurava que

45:55

seriam no máximo 30 minutos aqui, já

45:56

estamos a mais de 45 minutos, como

45:58

grande recado. Qual a principal

46:00

diferença entre SAM e intolerância à

46:03

estamina? Vamos lá. Intolerância à

46:06

estamina.

46:08

Estamina

46:10

pode estar elevada

46:13

no intestino e ser uma estaminose.

46:18

E essa estaminose pode ser por uma

46:20

overnutrition

46:22

de alimentos ricos em estamina. Por quê?

46:25

>> Ouaminas também, né? Porque a enzima

46:29

estidina descarboxilase

46:32

é expressa por microrganismos na etapa

46:35

de fermentação

46:38

alimentar para alimentos fermentados,

46:40

como queijos, vinhos embutidos, ã,

46:45

alimentos fermentados. E aí nós temos lá

46:47

alimentos ricos em estamina. Então, pode

46:49

ser nada mais nada menos do que uma

46:51

overnutrition

46:53

por estamina. Isso é um fator. Pode ser

46:56

um aumento da capacidade microbiana

47:01

intestinal de síntese de estamina. Tu

47:05

pode ter uma estaminose porque você tem

47:07

uma fábrica de estamina na tripa. E aí

47:10

tu tem como detectar isso com exames de

47:12

microbioma que detectam os

47:14

microrganismos que são capazes de

47:15

produzir estamina. Ou você pode ter um

47:19

excesso de estamina na bosta, porque

47:22

você tem uma deficiência genética, um

47:25

polimorfismo genético, em que você tem

47:27

dificuldade de expressar a DA, que é a

47:30

diamina oxidase, que é uma enzima

47:32

produzida pela borda em escova nas

47:34

microvelosidades intestinais. Então você

47:37

pode ter uma deficiência genética de

47:38

síntese dadal ou você pode ter uma

47:43

ingestão de medicamentos ou suplementos

47:47

que acabam suprimindo

47:49

[limpando a garganta]

47:50

a tua capacidade de síntese de D, sem

47:54

ter a predisposição genética à inibição

47:57

da DAL, que pode ser medicamentosa.

48:00

E um dos medicamentos que mais faz isso,

48:02

por exemplo, é a dipirona, que você

48:05

precisa prestar atenção muito nisso,

48:07

porque às vezes a dipirona é utilizada

48:08

para dor de cabeça e o excesso de

48:10

estamina, um dos efeitos é propriamente

48:13

dito a dor de cabeça. Então você tem

48:17

estaminose por vários motivos ou você

48:19

pode ter ainda um excesso de liberação

48:21

de estamina por degranulação

48:24

mastocitária no GTE por uma imaturidade

48:29

ou por uma não integridade das células

48:34

de epitélio intestinal. E aí, alimentos

48:37

mal digeridos podem promover

48:39

degranulação mastocitária e isso liberar

48:42

estamina e gerar percepção de dor

48:44

visceral, que pode ser por sensibilidade

48:47

alimentar ou por dano intestinal prévio,

48:51

uma lesão prévia intestinal à células de

48:53

revestimento do epitéo intestinal. Só

48:55

que a síndrome de ativação mastocitária

48:58

vai muito além disso. Não é só a

49:02

degranulação mostocitária induzida por

49:04

alimentos mal digeridos. Ela pode ser

49:07

desencadeada

49:09

por percepção

49:11

aguda ou a exacerbada ao frio, ao calor.

49:16

Pequenas alterações térmicas podem gerar

49:19

degranulação mastocitária. E aí é uma

49:21

pessoa que tem um mastócito meio que

49:24

nervosão. É aquele mastócito auau,

49:27

estressado, tipo um pincher pirado

49:30

dentro de casa quando o dono sai que

49:32

qualquer coisa estressa ele e ele sai

49:34

liberando estamina. Então a gente tem

49:36

que saber diferenciar. E aí, Ju, me

49:38

ajuda aí. A gente tem que saber

49:39

diferenciar a intolerância à estamina,

49:41

que é uma coisa. E aí tem o estamino,

49:43

que chegará para todos da certificação

49:46

no conforto da sua casa. E aí o estamino

49:49

tem no verso dele as quatro principais

49:54

sintomatologias clínicas da intolerância

49:58

à estamina. E chegará também no conforto

50:01

da casa e de todos da certificação o

50:04

mastocitinho,

50:06

que atrás dele tem a sigla Sam

50:11

nessa capinha, porque é a forma de nós

50:13

conseguirmos sensibilizar,

50:17

acolher e multiplicar este conhecimento

50:20

após a certificação. Então o SAM vai

50:24

muito além da síndrome de

50:25

ativaçãoitária. É sensibilizar, é

50:28

acolher e multiplicar esse conhecimento.

50:31

Porque muitas das vezes o que é

50:34

essencial de ser suplementado numa SAM

50:37

não é o que você vai suplementar em uma

50:39

intolerância estamina ou o exame que

50:42

você vai pedir não é um exame que você

50:44

vai pedir na intolerância à estamina

50:46

como aminas biogênicas que pode ser

50:48

complementado ou um probaiome plus

50:51

estamina porque você tem ali uma

50:55

necessidade de silenciar mastócitos e aí

50:58

uma kercitina, uma vitamina C pode fazer

51:01

muito mais sentido do que uma adidal que

51:03

você utilizaria numa intolerância

51:05

estamina. Então, gente, primeiro eu

51:07

queria agradecer todos vocês que estão

51:10

aqui. Já são mais de 50 minutos de

51:12

conteúdo, de toda uma entrega genuína,

51:15

de uma experiência da Ju. Eu acho que

51:17

não tinha ninguém melhor para que eu

51:19

pudesse abrir essa jornada do

51:21

conhecimento, dizer que a forma, Murilo

51:24

Pereira, de divulgar qualquer curso ou

51:26

certificação é entregando conteúdo.

51:29

conteúdo, como a gente entregou até

51:30

agora, de forma prática, explicando a

51:33

diferença de síndrome de ativação

51:35

associitária, de intolerância à estamina

51:37

através de uma vivência prática e dizer

51:40

que vai muito além disso. É entender de

51:43

síndrome de danos, é entender de pots, é

51:46

entender de desordens funcionais

51:48

intestinais como sensibilidades

51:50

alimentares, como alterações

51:51

microbianas, como cibo, libo, sifo, imo,

51:54

ISO. e também conhecer que esses

51:58

pacientes podem ter alterações

52:01

concomitantes

52:03

ou às vezes subsequentes, porque trata

52:06

uma parece outra. E é por isso que nós

52:08

temos uma certificação a quatro mãos com

52:11

médicos e nutricionistas com mais de 60

52:14

horas para que nós possamos capacitar

52:17

profissionais com um custo

52:20

simbólico perto do quanto de diagnóstico

52:23

que tu buscou ao longo da tua vida, não

52:25

é, Ju?

52:26

>> Nossa, [risadas]

52:28

e gente, e é muita gente sofrendo, né?

52:31

Quantos e quantos pacientes a gente vê

52:33

nessa peregrinação e que não melhora

52:35

nada. E aí quando a gente individualiza,

52:38

a individualidade é tudo para esses

52:40

pacientes, são pacientes hipersensíveis.

52:42

Então são pacientes que a gente tem que

52:43

ter todo um olhar, né? Esse paciente

52:45

síndrome de ativação maestária. Muitas

52:47

vezes você tá falando aí, né, de algo de

52:48

uma de usar suplementos de tudo, às

52:50

vezes eles reagem aos suplementos. Então

52:52

a gente tem que ter cuidado com os

52:54

recipientes, com o que que a gente tá

52:55

colocando, com a capa, com tudo. Então

52:58

são pacientes que a gente precisa ter um

53:00

olhar mais apurado. A gente tem que a

53:02

gente tem que abraçar esses pacientes,

53:04

né? que tá escrito aqui no no no nosso

53:06

mascote, né? Sensibilizar, acolher e

53:09

multiplicar. A gente precisa a gente

53:10

precisa colher, a gente precisa entender

53:12

esse paciente e ajudar. Esses pacientes

53:14

estão por aí pedindo pelo amor de Deus

53:17

para alguém ajudar, porque poucos

53:19

profissionais estão têm essa capacitação

53:21

hoje em dia, né? E não é aqui no Brasil

53:23

só, não, é no mundo inteiro. E cada vez

53:26

a gente tá vendo mais conhecimento,

53:28

sendo difundido, mais estudos, mais

53:30

pesquisas. Então assim, a hora é agora,

53:32

né? Eu acho que quem estuda isso hoje tá

53:35

saindo na frente, porque é tão

53:37

gratificante quando um paciente chega e

53:39

ele olha para você e fala assim:

53:41

"Ninguém nunca entendeu o que que eu

53:42

tava falando? Todo mundo sempre falou

53:44

que era da minha cabeça. E de repente

53:45

você mostra no artigo, você mostra que

53:47

tá na literatura, você mostra que tava

53:49

lá no DDW alguém falando sobre isso. Não

53:51

é só vozes da minha cabeça que estão

53:54

falando.

53:55

>> Isso é muito importante, gente. É mudar

53:57

a qualidade de vida, é mudar histórias

53:59

de vida dessas pessoas. Isso é

54:01

maravilhoso. E o meu propósito é esse,

54:03

né? Por isso que eu acho que casa tanto

54:05

com o propósito do Murilo, né, Murilo?

54:07

Que a gente no no fundo a gente quer

54:08

ajudar pessoas. Isso que você falou, né?

54:10

Ah, tem certificação, eu tenho curso lá

54:12

contra Não é sobre isso. Não é quem tá

54:14

fazendo o quê, não é quem tá saindo na

54:16

frente, não é quem oferece o que com

54:17

preço, não. É, vamos cuidar das pessoas

54:20

como elas merecem ser cuidadas. E quanto

54:23

mais profissionais a gente conseguir

54:25

trazer, quanto mais profissionais

54:26

souberem estudarem, ajudarem essas

54:28

pessoas, isso, gente, é maravilhoso. É

54:32

minha missão de vida e eu rezo todos os

54:34

dias para que cada vez mais pessoas

54:36

entendam sobre isso e ajudem essas

54:38

pessoas como eu fui ajudada.

54:40

>> Obrigada,

54:41

>> Muril. Só para terminar, só para falar

54:42

uma coisa. Você escreveu no encontro lá

54:45

de Belo Horizonte, você escreveu lá no

54:47

livro, você já tinha escrito isso lá no

54:48

meu no dia que eu te pedi o curso, né,

54:50

lá em 2020.

54:53

Depois do primeiro, nosso primeiro

54:54

encontro, né, em em Belo Horizonte, você

54:57

primeiro escreveu assim: "Você ainda vai

54:58

ajudar muitas pessoas quando eu te pedi

55:00

o curso." Eu era camada, falou: "A gente

55:01

que ajuda a pessoa, não ajudo nem não

55:03

consigo nem me ajudar, como é que eu vou

55:04

ajudar alguém, né?" Então, assim, muito

55:06

do que eu faço hoje, eh, é para te

55:10

agradecer também, né? Porque além dos

55:11

meus pais, que são a minha equipe, né?

55:13

que estão aí me ouvindo hoje, que eu

55:14

tenho uma gratidão que eu não estaria

55:16

nem viva se não fosse por eles. Mas

55:18

você, Murilo, eh é assim,

55:21

né? Então assim, estamos ajudando

55:23

pessoas, sim. Eu vou continuar fazendo

55:25

isso enquanto eu tiver saúde, enquanto

55:26

eu tiver aí, ó, eu vou sempre e conte

55:29

comigo para sempre na sua vida, para

55:31

todos os seus projetos.

55:33

>> Amém. Amém. Amém. Então assim, gente, eu

55:35

vou finalizar essa primeira aula aqui de

55:37

quase uma hora de conteúdo sobre

55:40

síndrome de ativação intolerância

55:42

estamina. agradecendo a Ju por toda essa

55:45

coordenação

55:47

da certificação. Ela é uma

55:48

coocoordenadora porque ela tá junto

55:50

comigo eh me ajudando a a a fechar esse

55:54

quebra-cabeça dessas inúmeras alterações

55:57

funcionais intestinais, por ter uma

55:59

expertise prática, por estar na

56:01

vanguarda disso com profissionais

56:04

extremamente capacitados da

56:07

gastroenterologia brasileira, da

56:09

otorrinolaringologia brasileira. Então

56:12

não é só uma especialidade médica, nós

56:14

temos várias especialidades, nós temos

56:15

colonroctologia, nós temos cirurgiãos do

56:18

aparelho digestivo que estarão aqui

56:19

conosco, especialistas em imagens do

56:22

trato gastrointestinal, médicos que dão

56:25

diagnósticos, que podem mostrar lá, sei

56:27

lá, uma afta intestinal como um sinal,

56:32

como o Dr. Luiz Loques mostra de forma

56:34

maravilhosa isso nas imagens que ele

56:37

mesmo observa todos os dias na

56:39

gastroenterologia, o quanto isso pode

56:42

melhorar a vida das pessoas através

56:44

deste olhar da medicina e da nutrição.

56:47

Ju, muito obrigado. Eu quero finalizar

56:49

aqui compartilhando com todos essa

56:52

imagem e que vocês fiquem com mais uma

56:55

sigla da aula de hoje. HC.

56:58

E o que que é isso? Estidina

57:01

descarboxilase.

57:04

Estina descarboxilase, a enzima que

57:08

produz estamina a partir de estidina. E

57:12

essa enzima pode ser produzida por

57:14

bactérias. Essa enzima pode ser

57:16

produzida por diversos

57:20

diversos microorganismos, tanto na

57:23

síntese de alimentos quanto no lumen

57:27

intestinal. Então, conhecer mais sobre

57:30

este descarboxilase talvez seja um dos

57:33

grandes propósitos deste curso, mas

57:34

também saber muito mais sobre

57:37

mastócitos,

57:39

porque eles também são fábricas de

57:42

estamina, mediadores do processo de

57:45

degranulação deles. Muito obrigado a

57:48

todos, muito obrigado a carinho, muito

57:50

obrigado, Ju. E toda terça e quinta de

57:53

julho e agosto estaremos aqui

57:57

gratuitamente para todos vocês. E claro,

58:00

se fizer sentido, venha fazer conosco

58:02

uma grande certificação com aulas

58:04

robustas, com entrega de prescrições de

58:06

condutas médicas e de condutas

58:08

nutricionais. Muito obrigado a todos,

58:10

fiquem com Deus, tenham uma boa noite,

58:12

beijo no coração e até quinta-feira.

58:16

Ciao.

58:18

>> [roncando]

More transcripts

Explore other videos transcribed with YouTLDR.

Get the TLDR of any YouTube video

Transcribe, summarize, and repurpose videos in 125+ languages — free, no signup required.

Try YouTLDR Free