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Qual é a diferença entre "Eu Ideal" e "Ideal do Eu"? | Christian Dunker | Falando nIsso 49

4:57Portuguese (Portugal, Brazil)By Christian DunkerTranscribed Aug 12, 2026
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[Música]

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Bem-vindos ao nosso canal YouTube com o

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falando nício de hoje com a pergunta de

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César Augusto Santos Amorim e estudante

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de psicologia que quer saber das

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diferenças entre eu ideal e ideal do eu.

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Ele disse que pode ser uma pergunta

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boba, mas eu realmente não acho. É uma

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pergunta que já arrancou muito o cabelo

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dos psicanalistas, né? especialmente

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pelas dificuldades de tradução no texto

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eh onde essas noções aparecem, né? é o

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texto introdução narcisismo, eh, onde o

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Freud fala do ir idear, o eu ideal, que

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é uma instância que remete aquilo que

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nós gostaríamos de ter sido, aquilo que

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eh teria sido o nosso lugar no desejo

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dos nossos pais, nas expectativas da

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sociedade, naquilo que o outro espera da

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gente. O eu ideal eh corresponde a uma

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figura do narcisismo. é uma figura na

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qual essa divisão que existe entre o que

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a gente ser entre ser o eu e a imagem de

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nós mesmos teria sido assim

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desaparecida, de tal maneira que nós

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completaríamos e responderíamos ao que o

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outro espera da gente. Então, o eu ideal

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é, no fundo, nós como um objeto, um

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objeto para o outro, aquilo que completa

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a expectativa que o outro tem sobre nós

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e que achamos que uma vez feito isso, a

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nossa divisão, a nossa castração, a

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nossa angústia, ela vai cessar, né?

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Então, é para esse lugar que a gente

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recorre diante da angústia, é para esse

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lugar que a gente recorre diante do

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desamparo. O ideal do eu é uma instância

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secundária, né? Ela ela é formada a

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partir do complexo de édico e tem que

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ver com uma substituição simbólica

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justamente desse narcisismo mais

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primário, né? Ela diz para para pra

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gente o que a gente deve ser como um

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ideal, tomando algo, alguém, uma ideia,

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né, um valor como ideal para poder

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autorizar o nosso próprio desejo. Se o

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eu ideal é uma instância sumamente

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imaginária, o ideal do eu é uma

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instância simbólica. Ela diz, é como eu

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devo me aproximar, como eu devo ser para

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poder desejar, para poder eh desejar

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aquilo que com quem eu me identifico,

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né? Eh, então com as instâncias

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parentais, o ideal do eu é uma é uma

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espécie de substituto dessa cena

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inicial, né, em que nossos pais e nossas

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mães são

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seres suprimos assim em bondade, em

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poder, em autoridade e que em algum

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momento a gente tem que reconhecer que

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eles também são apenas humanos e

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substituí-los por outras instâncias que

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os representam, professores, mestres,

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figuras que a gente admira para fazer

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essa substituição, a figura fundamental

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em operação é o ideal do eu, né? Eh, é a

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partir dele que a gente monta as nossas

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estruturas de admiração que vão ser

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fundamentais para nossa maneira de amar,

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né? amar alguém é no fundo eh colocar

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incluir essa pessoa no espectro do nosso

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ideal de eu. Ele seria uma instância eh

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deformação da nossa moralidade junto com

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o superior. Enquanto o superior diz isso

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não pode ou isso tem que o ideal do eu

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eh apresenta-se para nós como formador

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dos nossos ideais reguladores. Aquilo do

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qual a gente tenta se aproximar, aquilo

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pelo qual a gente se orienta, o nosso

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horizonte. Portanto, o ideal de eu nunca

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se alcança e a função dele é justamente

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essa, né, de permanecer pra gente como

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um farol, como algo que ilumina o

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caminho do nosso desejo. Agora, a nossa

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tendência neurótica é tentar, em

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momentos de crise, principalmente, fazer

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com que o ideal de eu se satisfaça com o

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eu ideal, que se acasale com o eu ideal.

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Isso são então as montagens narcísicas

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que a gente vai encontrar no

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funcionamento de massa, no funcionamento

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de grupo, nos apaixonamentos, nas formas

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eh rebaixadas de se humilhar e de servir

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ao outro para que essa distância, enfim,

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seja suturada ou então eh suspensa.

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Ainda com relação a essa distinção, eu

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recomendaria um livro e na verdade a

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tradução de um dos seminários Lacan

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feita pela minha amiga Cláudia Berliner

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e o seminário seis, o desejo de sua

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interpretação, onde no contexto da

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formulação de um conceito chamado grafo,

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o Lacan vai se deter long

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ideal do eu e eu ideal. Fica então aqui

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a dica. Seminário seis, o desejo e sua

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interpretação de Jac Lacan.

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para receberam falando nisso,

4:50

toda quarta e domingo, inscreva no

4:53

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