TRETA e PARADISE: as novas temporadas valem o hype?
Olá, Brasil. Olá você aí de volta ao
paraíso.
>> Ah, por causa de Paradise,
cara. A gente vai falar um pouquinho
dessa segunda temporada, mas eu acho que
a maior treta que nós vamos falar hoje é
a segunda temporada de treta
>> que tá muito boa. A gente recebeu antes,
já assistimos alguns episódios, não vai
ter spoiler de nada de Perise, a gente
fala sempre tudo por cima, né, sem dar
spoilers. Que mais? A gente vai trazer
dois livros que a gente leu, que tem
mais ou menos um tema parecido,
>> tá? Próximo.
>> Cada um leu um. A gente vai fazer a
treta de livros. [risadas]
>> E acho que tá bom por hoje, né?
>> É. E vamos ver o que que
>> vamos ver o que acontece. Tem uma coisa
que a gente precisa contar que a gente
já assistiu ao filme do Michael, Michael
Jackson, mas a gente não pode falar
nada. A gente vai falar só então na
semana que vem a gente faz um episódio
especial Michael e tretas da vida do
Michael, sei lá, vamos ver o que surge.
>> Mas aí [limpando a garganta] a gente
conta essa semana que vem. Então vamos
começar avisando que minha bateria não
tá funcionando e outro carregador tá por
aí e a gente precisa gravar. Então vai
ser freestyle, viu? Não sei de nada,
>> não sei nome de ninguém. [risadas]
>> Vamos ver o que acontece. Mas vamos
falar então de treta primeiro, que
voltou com a sua segunda temporada, que
é uma série antológica, né? Então, a
segunda temporada não tem nada a ver com
a primeira, a não ser que tem uma treta
e você reparou
>> que é uma treta entre classes sociais de
novo, né?
>> Sim, sim, sim. A primeira temporada de
treta é um cara que ele é um um
construtor, um empreiteiro, né? É por aí
mais humilde, que se ferra, dá muita dó
dele. E uma empreendedora, né? Que tem
uma marca que tá prestes a ser vendida,
super chique, né? E aí, então são esses
dois mundos eh se colidindo
>> literalmente.
>> É a segunda temporada
>> partida não tem.
>> Sim, exato.
>> Não gosto de usar literalmente errado,
tá? Eu tenho agonia de quem usa
literalmente errado. Porque que que
significa literalmente? Quando uma coisa
é feita no literal. Então quando você
fala, deixa eu pensar uma coisa. Ah, e
aí fulano morreu literalmente. É porque
a pessoa bateu as botas e morreu.
>> Sim,
>> né? Então, ai gente, quase morri
literalmente. [risadas] Não faça isso.
Já comecei o programa causando. Não sei
se é uma coisa J, se é dos jovens, isso
que tudo literalmente pior. Não, o pior
que eu acho que nasceu com a gente.
>> Os millennials.
>> Millenials começaram a usar.
É,
>> sinto muito, James, não é culpa de
vocês.
>> E era até, se eu não me engano, o Ted
Mosby era um que também ele não, ele
advogava
a favor de não usar mal literalmente.
>> É, por exemplo, você falar assim, fulano
bateu as botas literalmente, é que ele
pegou um pé e o outro e fez assim,
>> ele não morreu.
>> Perfeito. [risadas]
>> Então é um, esse é o lance do,
literalmente, desculpa. Aí bateram o
carro, brigaram e tudo mais. Aí agora na
segunda temporada a gente tem uma moça
que trabalha num um resort, é um clube,
>> é um clube de campo, né? Um um cant
clube, né? Que é é o jeito mais
conhecido assim.
>> A Deia fala no não inviabilize, quando
tem condomínio de rico, ela fala pombal
dos ricos.
>> Esse é um tipo de pombal dos ricos, só
que é tipo um clube, tem golf, né?
>> E a mocinha trabalha lá. E tem um moço
que ele não é o maior ricaço do lugar,
ele também trabalha lá.
>> Sim.
>> Só que ele tem uma casona, então ele é
um trabalhador premium, né?
>> Só que o que é interessante é que
justamente essa luta de classes é entre
duas pessoas trabalhadoras.
>> Sim.
>> Então isso torna até mais interessante
porque ele se acha que, né? Ele acha que
ele tá bombando e tal e não é bem assim.
É, é um pouco, você falando agora, faz
eu perceber que a primeira temporada
também, porque a moça que é a
empreendedora, ela tá prestes a vender a
marca dela por um conglomerado maior.
Então, então também é uma coisa de briga
de classes, mas também fala muito sobre
ascensão social, porque ambos os lados
da treta também estão lutando para
subir, para alcançar um novo status,
para serem vistos, né, de de outra
forma, né? Mas eu eu gostei muito da
primeira temporada de treta, mas o que a
gente viu até agora da semana da da
segunda temporada me fez ficar rypado de
que provavelmente vai ser melhor.
>> Eu tô achando. Ela tem uma energia white
lottos também por ser nesse lugar meio
clube, aí tem os ricos. Aí ele tem estão
organizando as coisas, aí chega uma nova
dona, né, que comprou o lugar, então
eles estão querendo agradar essa velia
lá também. Então tem esses pequenos
trâmites que lembram um pouquinho essa
vibe Watchlotos. Então acho que vocês
vão gostar, quem gosta, né, de
Watchlotos. Mas eu também eu achei a
pauta mais interessante do que a pauta
da primeira.
>> É o jeito que ela o jeito que ela
desenvolve.
Não sei assim o o quanto se tem alguma
coisa ali que faz a gente ter um
pouquinho mais de empatia por todos os
personagens, né? Porque é isso, assim,
ninguém ninguém é 100% bonzinho assim,
sabe? E acho que a moral de todos ali é
questionada, sabe?
>> É, na primeira temporada também. Também
também.
>> É, então acho que o que tem tem o tema,
né? É semelhante disso das classes e de
ninguém ser super da famosa zona cinza
também de não inviabilize quem assiste.
Eu tô fazendo muita propaganda, né, para
>> não tá tudo bem,
>> eu amo. E outra coisa que tem em comum,
acho que é o tom cômico, né? Porque tem
coisas que são tão absurdas que ficam
engraçadas. Hum.
>> Então eles sabem trabalhar muito bem no
roteiro, nas atuações, algumas cenas,
algumas coisinhas que você às vezes ri
de constrangimento, às vezes é um
negócio assim, fala: "Não, não faz isso,
que situação". Então, muitas coisas de
bom humor e outras bem engraçadas assim,
que eu acho que valoriza a série. E esse
clima que vai sendo construído de
suspense.
>> Sim,
>> porque parece que cada hora vai
piorando, vai piorando e em algum
momento essa bomba vai explodir, né? Tá
virando uma bola de neve. E esse clima
de suspense, de coisa que tá piorando é
muito interessante como eles constróem,
né? Eh, uma coisa que eu percebo em nas
duas temporadas de treta e numa outra
série da 24 também, eh, que é Irma VEP,
>> que tá na HBO Max.
>> Amo.
>> Mas ao mesmo tempo que todas essas
séries elas mantêm a gente engajado,
querendo saber o que vai acontecer, eu
não acho que são séries de Bind Watch
assim, sabe? Sério que você vai assistir
cinco episódios de uma vez só. Eu veria
facilmente. A gente viu dois seguidos no
primeiro dia.
>> Por mim a gente tinha visto mais, mas
acho que eu não lembro por que a gente
não poôde ver mais.
>> É porque eu acho assim, é, são todas são
muito complexas assim. Eu acho que tem
muita coisa acontecendo e eu gosto de
dar uma degustada assim, sabe?
>> É, irmã VP, eu acho que precisa de
degustar mais.
>> É,
>> essa eu acho que dá para ver ver
seguinte.
>> Talvez, talvez. Não é,
>> eu gosto
>> dá, mas eu acho, por exemplo, treta,
apesar de talvez pelo pelo cenário ali
onde a história acontece, dá para fazer
um paralelo ali com White Lotus, mas eu
acho que ela tem uma complexidade que é
dela, assim, sabe? É, então é isso,
assim, acho que cada episódio ele para
mim ele me dá um, ele me satisfaz assim,
não sei,
>> não satisfaz, mas eu quero saber.
>> Eu acho que o elemento de be watching,
né, da maratona deles, é porque eles vão
criando essa tensão e aí você fica,
gente, que que mais que pode acontecer?
Que mais que fulano vai fazer? E eles
vão jogando pistas eh de coisas, por
exemplo, não quero dar um spoiler, mas
sei lá, ah, tem um documento tal em cima
da mesa, aí você fala: "Ah, esse
documento aí, quem que vai pegar? Que
que vai?" Sabe assim, não é spoiler, mas
sabe assim, eles vão colocando umas
coisas que
>> ao longo dos episódios e você quer
saber, você precisa, né, ver o resto.
Então, acho que é mais no sentido de te
deixar curioso. E [roncando] nem sempre
tem um super cliff hanger, né, aquele
final bombástico, mas é isso, é a
construção do episódio inteiro te faz
querer ver o próximo. Eu achei os
roteiros excelentes e tô muito curiosa
para terminar que a gente não conseguiu
terminar ainda.
>> Sim.
>> E eu fiquei hypada.
>> Eu queria levantar uma coisa que eu
pensei agora.
>> É, é, talvez que é o lance, né, por a
gente falou, né, de alguns produtos da
24. Eu acho muito engraçado, como já é
uma coisa muito clara para muitas
pessoas, eh, uma produção A24, um estilo
A24, mas a 24 ela não é uma produtora,
né? Ela é muito mais uma distribuidora
do que uma produtora em si, né? ela pega
os projetos e faz ele acontecer, mas não
é um um pouco diferente de que talvez
era, sei lá, a embling que virou
DreamWorks depois ou enfim, acho
engraçado como são projetos que eles se
encerram muito em si, são muito fora da
curva, tal, tem uma um coisa,
principalmente no começo, que bebe ali
do cinema independente, é uma coisa bem
feita, que não é feita com um orçamento
gigante, né? Eh, mas sei lá, tem é isso,
tem uma coisa em comum e sendo que é uma
distribuidora.
>> É, é perfeito.
>> A seleção dos projetos que eles querem
trabalhar é muito bem feita, né? Hoje em
dia eles estão abrangendo mais projetos
um pouco diferente, porque quando a
gente fala hoje em dia A24
>> Uhum. Já vem uma coisa na sua cabeça, já
vem um Mid Summer,
>> já vem um filme doido, uma coisa
independente, uma coisa com mais baixo
orçamento. Hoje eles estão abrindo esse
leque mais, mas mesmo assim a curadoria
deles é muito bem selecionada, muito bem
feita, né?
>> Sim, sim, sim. Revelaram, né? Muitos
diretores, muitos realistas.
>> O próprio Teta, Ced 24, por exemplo, né?
É uma coisa que talvez não fosse antes e
agora tá,
>> eles estão abrangendo esses projetos.
Eh, eu gosto das iniciativas deles de
séries no no geral. Assim,
>> que séri mais você lembra,
>> cara? Os dois tretas, eh, irma, se eu
não me engano, Suarm é deles.
>> Hum. Tem muita vibe.
>> Tenho quase certeza. Deixa eu dar uma
olhada.
>> Que é aquele da menina que é fã da
Beyonce, né? Que não fala que é Beyonce.
>> Isso. É. É isso mesmo. É da 24 em
parceria com Amazon Studios.
>> Perfeito.
>> Isso. [limpando a garganta] E criada
pelo pelo Donal Glover.
>> Ah, era isso, eu lembrava.
>> É, então é isso, pô. Só série [ __ ] né?
Vamos falar então de outra série [ __ ]
Paradise na primeira temporada chocou
muito não só a nós
>> eh, como todo mundo, assim, foi uma
série que começa falando que é um
presidente, que morreu. Aí tem o agente
secreto dele ali, que é o Sterling K
Brown, que está fortíssimo.
A gente revu o trailer da primeira
temporada antes de ver a segunda, falou:
"Caraca, ele tava forte, eu não
lembrava, né, cara? tá grande. E aí a
série parece que vai ser uma coisa, uma
trama de presidente, não sei que e daí,
puff, abre todo um universo que aí eu
vou ter que revelar sobre a primeira
temporada somente, que na verdade meio
que aconteceu um fim do mundo, uma tipo
de apocalipse, e as pessoas se
esconderam num bunker gigante feito pelo
governo.
>> E por isso que é o paradise, né? Tudo
perfeito, é tudo feito da melhor maneira
possível, até o tempo eles controlam.
Aham.
>> E aí vira todo um outro tema série, né?
>> É. Então aí agora antes da gente começar
a falar mais de Paradise, para mim é
mais fácil esse Bind Watch de Paradise
do que de treta, sabe? Eu acho que eu
acho que Paradise ela e não é sobre
melhor ou pior assim, mas eu acho que
Paradise, por exemplo, eu eu ali eu tô
olhando a história, eu quero saber o que
vai acontecer. Assim, eu acho que uma
produção igual treta, não sei se também
é o é o viés da gente fazer o que a
gente faz e tudo que a gente tá
procurando ali na produção, mas eu não
para, tipo, eu não fico pirando nossa a
solução de fotografia ou nossa atuação
de X Y Z é uma coisa entretenimento, eu
consigo, eu esqueço e eu vou assistindo
aquilo. E que é um mérito também, não as
as coisas elas não ficam chamando
atenção para si, sabe? É engraçado, eu
acho que isso depende mais de como eu tô
no dia,
>> tá? do que do produto. Às vezes.
>> Entendi.
>> Claro que às vezes tem coisa que você
fala: "Nossa, isso que fotografia que te
te puxa para uma avaliação, né, ou sei
lá, um erro de continuidade". Quando eu
virei continuista, gente, era impossível
assistir a qualquer coisa,
>> porque eu olhava, ah lá, o livro andou,
o livro voltou, não sei. Eu ficava o
tempo, eu assistia um filme, eu vi o
microfone em cima, eu vi, eu via tudo de
errado, o cigarro, a roupa.
>> E aí até eu relaxar minha mente de novo,
foram meses, meses, mesmo eu trabalhando
ainda com continuidade, eu fui
conseguindo separar o que era assistir a
um filme, a uma série e trabalhar,
>> porque parece que o tempo todo eu tava
avaliando, assim, era muito chato.
>> É, é isso. Eu acho que Paradise, a minha
mente, ela fica mais relaxada.
Exatamente o que você falou,
>> focando na história,
>> ela fica mais focada na na história.
>> Mas o que que te chama atenção em treta,
por exemplo?
>> Cara, eu acho que ela é
ela é um nível muito alto em aspecto
técnico, em atuação também. Não é que a
atuação de Paradise é ruim, mas é isso.
Assim, eu acho que ela ela é uma coisa
mais de desligar a mente e e sabe, ficar
ali naquele mundo fantástico, sabe? e,
enfim, as soluções que ela vai trazendo
para aquele mundo que a gente tá
conhecendo agora na segunda temporada,
né, que é, enfim, como tá a Terra, né?
Mas sei lá, eu não não vou comparar
treta com a série que eu vou falar
agora, mas para mim treta tá mais
próximo de The Crown, que para mim é uma
série impossível de você assistir cinco
episódios de uma vez só.
>> É difícil,
>> sabe? Porque tá falando de história, tá
falando de muita coisa ali, sabe? Eu eu
acho que ela que é um nível de densidade
mesmo assim, sabe? Tipo, acho que
Paradise ela ela levanta questões muito
interessantes, o e si, né, o e se esse
mundo tivesse desse jeito e tal, mas eu
acho que ela me dá uma anestesiada maior
para conseguir assistir, sabe, vários
episódios num dia só, sabe?
>> Tá, eu discordo, concordo em discordar.
>> Comenta aí o que que
>> defendo o seu direito [risadas] de
>> É muito
>> muito luministas, né? Tchau, [risadas]
parabéns. Vamos, vamos falando. Comenta
aí se vocês concordam com o Beto ou não.
Eu entendo o que você quer dizer, que
treta é mais denso, parece mais
psicológico, né? Você fica meio
>> Mas eu conseguiria maratonar
tranquilamente as duas não ten problema.
Mas acho que eu sou uma pessoa
maratonável,
>> tá? Não, mas eu tô a gente já matou
muita coisa num série do
>> meu. A série do color
>> sim
>> é maratonável, por exemplo.
>> É, pois é. É pesado, mas a gente
assistiu em um domingo.
>> Não, de primeira temporada de de color
nem é ficção, tá gente? Documentário.
>> Primeira temporada de Deu muito, tudo
bem, episódios curtos também,
>> mas a gente assistiu de noite em
Ribeirão. Meus pais foram dormir e a
gente ficou de madrugada mesmo.
>> É, é que eu acho que o, eh, enfim, pra
gente não ficar se alongando muito nesse
tema. Então, meu último argumento. Eh,
[risadas]
eu acho que eu acho que treta o os
episódios eles terminam e eles deixam
aquela coisa de você ficar pensando no
que você acabou de ver.
>> Então,
>> sabe
>> isso, mas isso é um outro tema, não é?
Bom, é o mesmo tema. Tem filmes que
quando você sai do cinema as pessoas te
perguntam: "E aí?"
>> Não quero falar.
>> E tem filmes que não dá para você, você
precisa digerir.
>> É. É. Tem filmes que melhoram conforme
você pensa sobre eles e tem filme que
daqui uma semana você olha para trás e
fala: "Hum, azedou".
>> É,
>> tem muito isso e eu acho que a série
quando você maratona, às vezes você não
tem tempo de digerir.
>> Exatamente.
>> Acho que é isso que você tá falando, que
treta é uma série legal de você levar
para digerir uma noite,
>> que o White Lots, por exemplo, que eu
acho muito massa, incrível, mas eu não
acho que ela faz a mesma coisa, sabe?
de é isso de você precisar digerir esse
episódio e pensar de pit uma [ __ ] série
com muita, né, atuações incríveis e tal,
mas é isso. Eu consigo assistir quatro
episódios porque você tá imerso naquela
loucura tal do,
>> né, do do que tá acontecendo daquele
universo, sabe? É, inclusive acho que a
gente pode falar mais dos temas de treta
depois daqui depois que a gente falar de
Michael ou daqui umas semanas, porque
todo mundo vai ter assistido e a gente
consegue destrinchar, porque, por
exemplo, tem um tema muito importante no
primeiro episódio que a gente não tá
revelando aqui, né? É assim como The
Drama, por exemplo, algumas pessoas
reclamaram, tipo, acho que uma menina
reclamou
>> que ai, vocês levaram com muita leveza e
e o tema do filme na verdade é super
pesado. Falei: "Claro, não posso dar
spoiler."
>> No dia da estreia a gente, os filmes
estreiam quinta, a gente põe na sexta
>> treta. Não sei se vai estrear quinta ou
sexta dessa semana, mas enfim. Eu não
quero falar o tema principal do negócio
antes de vocês verem. A gente quer
debater por cima para chamar vocês para
verem. É, é como se a gente tivesse
debatido o trailer de Drama, né, que é
meio o que chama, o que é o gancho ali,
né, para você.
>> É, mas a gente contou que a gente
gostou, os motivos que a gente gostou,
sem falar, isso é uma arte, viu?
>> Falar das coisas sem dar spoiler, uma
coisa que eu aprendi ao longo dos anos,
que é muito difícil às [risadas] vezes,
>> eh, para fazer uma crítica sem dar muito
contexto assim, mas enfim. Então,
falando de Paradise, que a gente tava
falando que nessa segunda temporada a
gente na primeira viu lá dentro como
tava esse bunker e tal, e aí tem um
personagem que sai querendo resgatar
alguém e agora na segunda temporada a
gente começa vendo como tá fora.
>> Sim.
>> E a gente vê uma personagem nova que é a
personagem da Sheilyen Moodley, que eu
achei que ela é muito [ __ ] né? Ela é
uma ótima atriz e o jeito que ela é
iniciada no primeiro episódio é um
episódio só sobre ela, não aparece
ninguém da temporada passada, nada.
>> Então a gente vê o ponto de vista de
alguém que não tava no bunker, o que
aconteceu quando o mundo acabou e
literalmente o que aconteceu no céu, né?
O que como foi o momento? Teve um
tsunami, né? Uhum.
>> E a gente vê a sobrevivência dela e,
cara, é genial porque ela trabalhava em
Graceland, que é a casa do Elvis, que
depois virou um museu.
>> E ela fica lá hospedada,
morando naquele fim de mundo com as
coisas do Elvis pela casa.
>> E eles construíram a casa inteira, cara.
Muito, muito legal.
episódio.
>> É uma coisa, eu eu quero falar isso só
para não esquecer, mas depois a gente
volta para essa parte de Gracel. Uma
coisa que eu adorei que você falou
quando a gente terminou o os dois
primeiros episódios é o quanto não faria
diferença a ordem que você assiste eles.
>> Daria para começar assistindo o segundo
episódio depois pro primeiro ou daria
para assistir o primeiro episódio e pro
segundo? Até me lembro. Tem uma série da
Netflix que é assim que você não
precisa, a história ela é conectada, mas
você não precisa con série inteira.
endoscópio, acho que é o nome dessa
série, se eu não me engano. É, não
assisti também que tem o Jean Carlos
Esposito tal, pode tentar ver.
>> Não foi tão rypada, né? Acho que por
isso que a [limpando a garganta] gente
desistiu.
>> Mas às vezes tem ouro escondido em coisa
que não foi rypada. Às vezes é mais
campanha do que qualquer coisa, né?
>> É, mas na época eu lembro que eu queria
ver e passou depois. Alguém assistiu?
comenta aí se vale a pena e aí de
repente a gente assiste.
>> Boa, boa.
>> Sim, eu achei que inclusive o primeiro
episódio deveria ter sido o segundo e
depois o da Sheilyen Boodley, que eu
adoro que quando a gente volta para trás
no tempo e vê outro personagem fazendo
outra coisa. Eu amo esses episódios em
The Bear, tem episódio assim,
>> eh, clássicos, Breaking Bad,
>> não, Lest of Us tá fazendo isso com uma
temporada inteira porque é o que
acontece no jogo, né? Então você vê tudo
de uma perspectiva e aí depois você vai
voltar olhando outra perspectiva, né? A
gente falou disso hoje, aliás, né? Eu
gosto muito quando faz isso ou mostra um
microcosmo da vida de alguém separado.
Eu adoro esses episódios.
>> É,
>> eh, eu fiquei na dúvida porque o segundo
episódio a gente já vê o personagem do
Sterling.
>> Uhum.
>> Em outro momento aí também não vamos
explicar muito, né? Que ele tá na parte
de fora. Um pouco de flashback. É isso
>> sim.
daria para ele ser o primeiro episódio,
mas depois eu fiquei pensando que eu
gostei tanto dos dois que tanto faz. Eh,
porque o episódio da Sheilin é muito o
drama ali da vida dela e como a gente
não conhece ela, parece um filme, né?
>> É um uma história que tem um começo,
meio e um quase fim.
>> Eh, então você fica muito envolvido ali.
E já o segundo episódio é uma personagem
que a gente conhece, a gente quer saber
o que aconteceu com ele e tal. e também
uma parte da história que é importante,
eu acho, pro pra motivação dele, né?
Porque é toda a premissa da segunda
temporada vai ser esse contraste da, né?
Preciso chegar lá por conta disso, disso
e disso, sabe? Então ele é muito útil
também. Eu acho que uma coisa que eu
tenho muito elogiar pro pros dois
episódios é você contar tanta coisa em
um episódio ali de 45 minutos, sabe? O
primeiro episódio é isso, é um filme
inteiro. Você conhece um pouco do
passado dela, entende como ela foi
trabalhar em Graceland, como acabou o
mundo e e pô, [ __ ] [ __ ] [ __ ] Lindo,
lindo.
>> É roteiro, assim, aula de, sabe, aula de
básica de roteiro, de do que funciona,
de motivação, de de dilemas, de drama.
Muito bom, muito bom mesmo.
>> Sim. E aí essa segunda temporada acaba
revelando um outro tema que aí também a
gente pode conversar mais pra frente
quando todo mundo tiver assistido, a
gente discute, de repente faz uns
episódios com spoilers pra gente
discutir mais a fundo. Mas assim,
>> eu adorei essa série, me surpreendeu
muito. Eu fiz um puble na primeira
temporada, inclusive chegou o orçamento,
né, tipo, ai Carol, que a gente queria
falar com você de uma série. Eu nem
sabia que essa série existia quando
chegou esse e-mail. Sim.
>> E grata surpresa, quando a gente foi
assistir a série, eu falei: "Ah, eu
quero fazer públ todo dia, sabe? Eu
amei, né?" Então é muito bom
>> quando tem assim, né? Quando encaixa.
Então, muito feliz que para estar de
volta. Duas séries muito boas de
assistir, de maratonar, de como você
quiser fazer, mas é tão bom ter uma
série boa para ver, porque eu tava
sentindo falta esses dias. É
>> porque beleza, a gente táa vendo depit,
inclusive falta o finale.
>> Falta o finale.
>> Falta o finale.
>> Essa semana
>> vai sair. Talvez quando esse episódio
sair já vai ter saído, mas a gente não
viu ainda.
>> É, saiu o episódio novo de invencível
que eu preciso ver que você tá
>> invencível. É, [risadas]
>> mas sabe quando você sente falta de ver
uma coisa que você quer
>> é
>> assistir? Eu tô eu tô sentindo muita
falta de filme de suspense
>> que me lembre Seven,
>> tá? que me lembre zodíaco, que me, sabe
aqueles filmes clássicos [ __ ]
>> Tô sentindo falta disso.
>> Humum.
>> Alguém tem uma indicação?
>> Comenta aí
>> boa.
>> Vamos falar dos livros que a gente andou
lendo para acabar.
>> Quer ir primeiro? Bom, eu finalmente
terminei de ler Vivo Povo Brasileiro do
João Baldo Ribeiro. Eu tinha lido tipo
mais de 2, mas aí por conta de coisa da
vida eu parei e finalmente voltei. E
cara mim assim um dos melhores livros
que eu vi na vida
>> é acontecer
>> do melhor um dos melhores livros que eu
li na vida, que eu falei que eu vi na
vida
>> que viu e leu.
>> É. Pois é. Bom, a sinopse basicamente
ele ele passa pela história do Brasil,
assim. Então o livro ele ele começa em
1800 e pouco, mas ele volta para 1600
ali, 1500 e pouco na verdade, e ele vai
progredindo até chegar em 1977,
né? Eh, então para contexto o livro é de
1980 e ele ganhou ele ganhou jabuti em
84, se eu não me engano.
>> E aí cada capítulo é num ano vai
pulando,
>> ele vai ele vai pulando e são coisas
diferentes que acontecem assim a
premissa para ele começar a contar essa
história do Brasil. E o João Baldo
Ribeiro, ele é baiano, né? E ele
escreveu esse livro em Itaparica, que é
onde muita das coisas que se do do livro
se passam. Mas a premissa dele é uma
alma que antes ela encarnava em bicho,
tal, nanã. Só que ela começou a encarnar
em gente e ela decidiu sempre encarnar
no Brasil. Então ela encarna numa Índia.
Aí ela ele encarna na na alma de um
alferes, que seria assim, é meio que um
soldado que tá lutando ali pela
independência. E aí essa alma vai,
>> então, tipo, quando pula o tempo, é a
alma que já tá em outro corpo no ano.
>> Aí não necessariamente, ela meio que ela
puxa o fio da meada, só que aí chega uma
hora que ele não tá falando: "Ah, a alma
tá aqui, a alma tá ali". Ela já tá, ela
se ela falou de um personagem num
capítulo e depois pulou uns anos, aí tá
falando de alguém e o Só que aí você
sabe, ah, ele é sobrinho daquele
personagem ou enfim, sabe?
>> Mas tudo é puxado por essa alma. Então
>> é a hora que você começa a decorar todos
os nomes, você começa a entender onde
que essa alma tá ali dentro, conectando
dentro da história, né?
>> E e soluções que ele tem assim mesmo até
da linguagem, o vocabulário ele vai
evoluindo conforme os anos vão passando
também.
>> [limpando a garganta]
>> Então, as expressões, eh, se é uma
pessoa que é da elite, que é um
aristocrata, então a fala ela é toda
rebuscada, toda difícil, você tem que ir
no dicionário para entender o que que
aquela pessoa tá falando. Se é uma
pessoa simples, eh eh a escrita ela
imita a oralidade, então o jeito que a
pessoa fala, sabe? Tem umas soluções,
né? como como o filme se passa o filme,
ó, devia ser um filme, uma série, eh
como o livro se passa na Bahia e acaba
explorando muito a cultura do lugar. Tem
uma hora que um personagem, por exemplo,
ele ele tá ele tá na Guerra do Paraguai,
só que ele ele vem da Bahia e um
capítulo são todos os orixás discutindo
como que eles vão ajudar a ganhar
guerra. Então,
>> meu, é muito bom, muito bom. Acho que
mexe com todas a todos os dilemas e
todos os contrastes que é a cultura
brasileira, o que significa ser
brasileira, assim, é incrível. Eu
comprei esse livro, acho que sei lá, na
na semana que o João Baldo faleceu, ele
>> é porque esse livro não é novinho, não,
ele tá aqui em casa.
>> É, esse livro eu comprei ele em 2014.
>> Nossa.
>> É, mas é isso assim. Então eu começava
aí, desencanava, tal. Eh, mas aí eu
finalmente quis terminar porque um
podcast que eu sempre escuto é o Calma
Urgente, que é o podcast do Gregório
Vivier com Torturra e Alessandro Rufino.
E eles têm um clube de cultura, clube de
leitura, e eles falaram que eles iam
ler. Eu não faço parte, mas eu falei:
"Cara, acho que é um sinal para eu
finalmente ler o o livro". E gente,
>> eu tô curiosíssima agora.
>> É, vale a pena demais. assim, eh, o
paralelo que eu posso fazer, não, não é
exatamente igual assim, mas se você
gosta de senhas de solidão, acho que é
um bom paralelo, assim,
>> a gente vai deixar linkado para quem
quiser comprar o nome certinho para
vocês pegarem, porque às vezes a gente
fala assim, não dá para saber o que que
é, né? Então, a gente vai deixar
>> na descrição. E eu trouxe um livro que a
gente leu uma parte concomitantemente.
>> É,
>> é. Ao mesmo tempo.
>> Sim. Eh, e que tem a ver um pouco,
porque esse livro como se passa, né,
desde 1500 e tal, então ele passa por os
indígenas, escravidão e tudo mais. E
esse aqui se passa em 1700, que chama
Nada digo de ti, quem ti não veja, de
uma autora brasileira, Eliana Alves
Cruz, que eu quero ler tudo que essa
mulher faz, ela é perfeita. Eu amei esse
livro, um dos melhores livros que eu já
li real desse ano, com certeza. Top três
desse ano. Acho que top um. Tem que
lembrar que é mais que eu li. [risadas]
Então se passa em 1700 no Rio de
Janeiro, que naquela época era um dos
polos, né, do Brasil, que recebia as
coisas no Porto e tal. E tem uma família
rica que tem uma questão lá em Portugal,
então eles trazem eh várias especiarias,
coisas para vender aqui no Brasil e tal.
E é o período de escravidão. Então tem
todo um elenco que é o pessoal que é
escravizado
e tem as pessoas que são da elite. E no
meio disso tem uma personagem que é a
Vitória, que é uma mulher trans que era
escravizada e conseguiu comprar sua
liberdade. E ela é meio que uma
sacerdotisa, então ela manja de umas eh
ah uns rituais, umas coisas. Aí às vezes
alguém vai lá e fala: "Ah, sei lá, tô
sendo enganado, quem tá me enganando?"
Aí ela ajuda a descobrir, ela sabe, é
toda cheia das magias, mas mesmo sendo
uma pessoa super requerida, ela sofre
muito preconceito, sofre, contudo por
ser uma mulher trans e por ser uma
exescravizada, tudo mais. Então, a
história começa ali num ponto que ela
tem uma relação com um rico que não pode
contar para ninguém que ele fica com ela
e tal e ele é apaixonado por ela e a
gente começa a desenvolver a partir
disso. E aí, gente, tem uma hora que o
livro começa a ficar tão interessante
porque aí tem ação, eh, e tem as tramas
entre os parentes lá do povo rico e aí
eles viajam e aí eles citam alguns
indígenas de Cuiabá, que é a minha
cidade. Eu falei: "Vai Cuiabá, os
indígenas entram numa treta lá porque
eles não gostavam nem dos portugueses e
nem dos escravos".
>> Hum.
>> Porque os escravos geralmente estavam do
lado dos portugueses destruindo as
terras e as coisas. Então tem um um
conflito lá. Então assim, gente,
>> sério, que livro lindo. No final eu tava
assim, [roncando] quero ler de novo,
quero esquecer e ler de novo, sabe? Nada
digo de ti que a gente não veja, que tem
um pouco a ver até, né, dos períodos de
escravidão, Brasil. Tem, é o puro suco
do Brasil, assim, portugueses e as
pessoas ali tentando sobreviver,
tentando fugir, tentando comprar a sua
forria. Olha, lindo assim, acho que até
um livro legal de ler, quem tá no ensino
médio, sabe,
>> que tá aprendendo sobre tudo isso. Vale
muito a pena. E tem mais, tem mais uns
livros pra gente ler esses dias e a
gente traz para vocês aí no futuro. Acho
que tá bom por hoje, né? É isso. Acho
que a gente tem que agradecer sempre o
engajamento de vocês, tudo que vocês
comentam, os pontos que você levantam, a
gente lê tudo, as observações que vocês
fazem.
>> Então, comentem aí o que que vocês
acharam desse episódio, que outras
séries e filmes vocês querem que a gente
fale aqui e o que vocês esperam que a
gente fale de Michael, o que que vocês
querem saber que semana que vem nós
vamos revelar tudo que o filme traz e o
que o filme não traz.
>> Nossa, é papo, hein? É muito papo.
Então, até semana [risadas]
já pensa como você vai começar, hein?
>> Da semana que vem. Responsabilidade,
>> tá?
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