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História da Educação - Sobre a educação popular no Império (LIBRAS)

14:32Portuguese (Portugal, Brazil)Transcribed Jul 25, 2026
0:00

Olá!

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Nessa aula de história da educação, nós

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trataremos da educação popular no

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império.

0:19

Esta aula tem como objetivo analisar

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documentos e leis educacionais do

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período imperial.

0:29

Nesta videoaula, você entenderá os

0:32

grandes debates parlamentares sobre a

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educação popular e os conflitos entre

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diferentes projetos educacionais e de

0:42

diferentes modos de organização de sala,

0:45

o modo individual, o modo mútuo e o modo

0:49

simultâneo.

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Os debates havidos

0:55

e as leis educacionais durante o império

1:00

falam da criação de uma educação

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nacional. O ponto chave é a questão da

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exclusão dos diferentes níveis de

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ensino, os métodos pedagógicos debatidos

1:14

e o papel do professor que constava

1:17

desses debates parlamentares.

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O Brasil, pós 1822

1:23

ou pós proclamação da independência,

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manteve características de uma sociedade

1:30

escravocrata,

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elitista e excludente, com privilégio

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sempre para as elites. A precariedade,

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pós a expulsão dos jesuítas, acabou

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deixando uma lacuna gigantesca que não

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foi preenchida tão cedo. Faltava

1:49

infraestrutura. Faltavam livros

1:51

didáticos em português, faltavam

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professores e faltava dinheiro.

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Nos debates parlamentares,

2:01

nós temos a partir da Constituição de

2:05

1824

2:07

a necessidade

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de debater uma educação em nível

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nacional

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com o ensino público para todos os

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cidadãos, mas isso havia fe sido feito

2:20

na Constituição de uma forma vaga. daí

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gerar debates. Houve uma lei em 15 de

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outubro de 1827,

2:30

que mandou criar escolas de primeiras

2:33

letras em todas as cidades, em todas as

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vilas e lugares mais populos do império.

2:40

Essa necessidade de escolas de primeiras

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letras se institucionalizou em todos os

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municípios com direito a das mulheres à

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escolaridade, desde que separadas dos

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homens.

2:58

O ato adicional de 1834

3:01

tratou da descentralização,

3:04

estabeleceu a descentralização do ensino

3:07

elementar e secundário, delegando então

3:11

descentralizando e delegando às

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províncias enquanto o ensino superior

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ficou com o governo central, como já foi

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tratado em aula anterior, o que nós

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chamamos aqui de pseudocentraliz

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Três níveis de ensino havia o ensino

3:32

elementar com as primeiras letras ou o

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ensino primário,

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processo de alfabetização e de

3:40

introdução a conhecimentos primários.

3:42

Ele era variável em duração e é desde um

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até a 4 anos. O ensino secundário tinha

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um caráter propedêutico, ou seja,

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preparatório para o ensino superior. Por

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exemplo, preparar para direito,

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sem sentido próprio e sem exigência

4:05

formal de ter passado pelo elementar

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para o ingresso predominantemente

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particular. E tinha como referência o

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colégio Pedro I. O ensino superior tinha

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cursos isolados, cursos de medicina,

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cursos de direito, também cursos de

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engenharia, não um modelo universitário,

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ele era fortemente voltado para a

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formação das elites que assumiram papéis

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administrativos e papéis políticos.

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Os modos que nós tínhamos de ensino

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passam pelo individual, mútuo e

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simultâneo. Um a um. Vamos ver o modo

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individual ou modo de ensino individual

4:54

era um ensino doméstico, não é? E ele

4:57

passa agora para o ensino coletivo. E

5:01

esse modo individual não é deixa passa a

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ser substituído com adoção de um modo

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simultâneo já em 1830.

5:13

O modo múo, na primeira metade do século

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XIX vai racionalizar o processo de

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ensino, aprendizagem, impondo um mesmo

5:23

módulo de organização pedagógica

5:25

orientado para o princípio de ensinar a

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muitos como se fossem apenas um.

5:34

os modos, né, de ensino que nós temos e

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estamos focando lá no final do século

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XIX, passava pelo desenvolvimento da

5:45

escola pública de massas, que foi se

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consolidando

5:50

para a reorganização escolar. A base era

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a matriz pedagógica constituída pela

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classe. classe respondia eficazmente

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e de modo rentável às necessidades de

6:05

adaptação das especificidades

6:09

do ensino doméstico, praticado

6:12

tradicionalmente na casa do mestre, na

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relação direta desse mestre com seus

6:17

alunos e ao ensino coletivo,

6:23

defendido institucionalmente pela lei de

6:26

1827,

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um professor no modo lancasteriano

6:34

ou modo múo, trabalhava com um pequeno

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grupo de alunos, com seus monitores.

6:41

Esses monitores, por sua vez, ensinavam

6:44

a um grupo maior, otimizando o número de

6:47

alunos por professor. Isso era

6:50

financeiramente vantajoso, porém exigia

6:53

uma estrutura

6:55

e professores bem formados, coisa que o

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Brasil não tinha,

7:00

levou ao insucesso de fato, mas ele

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esteve presente no ensino elementar

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público até 1879,

7:10

1880.

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As diferenças que nós vemos entre esses

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três modos individual, múo e simultâneo,

7:20

é no modo individual, as lições são

7:24

dadas individualmente pelo professor. Já

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no modo mútuo, as lições são paralelas,

7:31

dadas por diferentes monitores a

7:34

distintos grupos de alunos. E no modo

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simultâneo, a lição é só uma e dada a um

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grupo homogêneo para a classe.

7:47

O modelo de organização espacial do modo

7:50

de ensino mútuo ou monitorial surgiu lá

7:54

na Inglaterra no final do século XVI com

7:58

Andrew Bell e Joseph Lancaster. Daí o

8:02

nome método lancasteriano,

8:05

elegendo as seguintes premissas.

8:08

Primeiro, tinha um agrupamento de alunos

8:10

com desempenho escolar semelhante,

8:13

atribuindo a cada grupo um monitor.

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aluno de grau mais avançado assumia

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então esse agrupamento e a substituição

8:22

de uma pedagogia de instrução individual

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por uma pedagogia de instrução

8:28

simultânea, não instruindo o aluno

8:31

individualmente, mas o grupo em

8:34

simultâneo.

8:38

A terceira diferença que nós vemos aqui

8:40

é que a promoção individual do aluno

8:44

através de um sistema de avaliação

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contínuo, ela é realizada pelo monitor

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do grupo e pelos monitores das

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diferentes especialidades como leitura,

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aritmética. E esse modelo possibilitava

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a coexistência de diversos grupos de

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alunos no mesmo espaço, permitindo

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racionalizar o papel do mestre e

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instruindo simultaneamente

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centenas de alunos.

9:14

Havia conflitos entre os projetos

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educacionais. Daí surgiu a reforma

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Leôcio de Carvalho em 1879.

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Ele defendeu o ensino livre, sem

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interferência estatal, permitindo oferta

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por instituições ensino ligado a outras

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denominações religiosas não católicas ou

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até a tendências laicas, positivistas e

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o direito até de exescravos serem

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alfabetizados, como não acontecia até

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então. Essa reforma, apesar de avançada,

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encontrou resistências na prática e não

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teve muita materialidade, mas iniciou

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mesmo assim um importante debate sobre

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educação no século XIX. E esse debate

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ocasional, educacional muitas vezes

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esbarrava em interesses privados das

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elites e ganhava centralidade na

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discussão de um projeto para toda a

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nação, de um próprio projeto de nação.

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Os professores tinham um baixo valor,

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não havia uma regulamentação clara sobre

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o que era ser docente. Então, surgem as

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primeiras escolas normais para a

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formação de professores que surgiram

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após o ato adicional de 1834,

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sob a responsabilidade

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provincial. Inicialmente, a profissão

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docente era predominantemente masculina

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a despeito da presença de mulheres nas

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escolas normais.

11:03

A necessidade de formação

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institucionalizada de um contingente

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docente de mulheres começou a ocorrer a

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partir de 1862

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na Escola Normal de Niterói e em 1876

11:22

na Escola Normal de São Paulo, aceitando

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mulheres ligadas à construção de um

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discurso da professora mãe.

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O ensino técnico, outra característica,

11:38

teve origem no século XIX, com um

11:42

caráter correcional e moralista para

11:46

órfãos, para marginalizados, mas também

11:49

visava formar mão de obra especializada,

11:52

como os carpinteiros, os ferreiros.

11:56

As elites não assumiam esses trabalhos,

12:00

eles eram para as classes subalternas.

12:04

Na obra de Carneiro Bielinski,

12:07

ele aponta para o significado histórico

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da criação do curso comercial do Liceu

12:13

de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro.

12:16

Fala da sua importância como marco no

12:19

contexto do ensino técnico

12:22

profissionalizante lá do século XIX. O

12:26

acesso à mulher à educação, apesar da

12:30

lei de 1827,

12:33

era para poucas mulheres. Poucas tinham

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acesso devido à sociedade patriarcal. E

12:40

as iniciativas mais avançadas para as

12:43

mulheres surgiram no final do século

12:46

XIX.

12:50

Nessa videoaula, então, você analisou

12:53

documentos e leis educacionais do

12:55

período imperial brasileiro. Tomou

12:59

conhecimento de que houve grandes

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debates parlamentares e a implementação

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de leis educacionais do império.

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Considerou também os diferentes níveis

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de ensino, os diferentes modos de ensino

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e os diferentes modos de organização de

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salas de aula. conheceu com isso os

13:19

modos de ensino individual, o monitorial

13:23

e o simultâneo. Você conheceu ainda a

13:26

reforma Leôcio de Carvalho de 1879

13:30

e como o magistério foi uma profissão

13:35

desvalorizada, daí a formação de

13:38

professores,

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a o ensino de técnica, eh o ensino

13:44

técnico de artes e ofícios. E um pouco

13:47

você viu também da história da

13:49

consolidação das mulheres no magistério.

13:54

Nos vemos na próxima semana com as

13:57

nossas aulas de história da educação.

14:06

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