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Nessa aula de história da educação, nós
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trataremos da educação popular no
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Esta aula tem como objetivo analisar
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documentos e leis educacionais do
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Nesta videoaula, você entenderá os
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grandes debates parlamentares sobre a
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educação popular e os conflitos entre
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diferentes projetos educacionais e de
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diferentes modos de organização de sala,
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o modo individual, o modo mútuo e o modo
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e as leis educacionais durante o império
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falam da criação de uma educação
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nacional. O ponto chave é a questão da
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exclusão dos diferentes níveis de
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ensino, os métodos pedagógicos debatidos
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e o papel do professor que constava
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desses debates parlamentares.
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ou pós proclamação da independência,
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manteve características de uma sociedade
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elitista e excludente, com privilégio
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sempre para as elites. A precariedade,
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pós a expulsão dos jesuítas, acabou
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deixando uma lacuna gigantesca que não
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foi preenchida tão cedo. Faltava
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infraestrutura. Faltavam livros
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didáticos em português, faltavam
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professores e faltava dinheiro.
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Nos debates parlamentares,
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nós temos a partir da Constituição de
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de debater uma educação em nível
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com o ensino público para todos os
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cidadãos, mas isso havia fe sido feito
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na Constituição de uma forma vaga. daí
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gerar debates. Houve uma lei em 15 de
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que mandou criar escolas de primeiras
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letras em todas as cidades, em todas as
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vilas e lugares mais populos do império.
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Essa necessidade de escolas de primeiras
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letras se institucionalizou em todos os
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municípios com direito a das mulheres à
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escolaridade, desde que separadas dos
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O ato adicional de 1834
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tratou da descentralização,
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estabeleceu a descentralização do ensino
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elementar e secundário, delegando então
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descentralizando e delegando às
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províncias enquanto o ensino superior
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ficou com o governo central, como já foi
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tratado em aula anterior, o que nós
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chamamos aqui de pseudocentraliz
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Três níveis de ensino havia o ensino
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elementar com as primeiras letras ou o
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processo de alfabetização e de
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introdução a conhecimentos primários.
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Ele era variável em duração e é desde um
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até a 4 anos. O ensino secundário tinha
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um caráter propedêutico, ou seja,
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preparatório para o ensino superior. Por
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exemplo, preparar para direito,
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sem sentido próprio e sem exigência
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formal de ter passado pelo elementar
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para o ingresso predominantemente
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particular. E tinha como referência o
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colégio Pedro I. O ensino superior tinha
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cursos isolados, cursos de medicina,
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cursos de direito, também cursos de
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engenharia, não um modelo universitário,
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ele era fortemente voltado para a
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formação das elites que assumiram papéis
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administrativos e papéis políticos.
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Os modos que nós tínhamos de ensino
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passam pelo individual, mútuo e
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simultâneo. Um a um. Vamos ver o modo
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individual ou modo de ensino individual
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era um ensino doméstico, não é? E ele
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passa agora para o ensino coletivo. E
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esse modo individual não é deixa passa a
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ser substituído com adoção de um modo
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simultâneo já em 1830.
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O modo múo, na primeira metade do século
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XIX vai racionalizar o processo de
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ensino, aprendizagem, impondo um mesmo
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módulo de organização pedagógica
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orientado para o princípio de ensinar a
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muitos como se fossem apenas um.
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os modos, né, de ensino que nós temos e
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estamos focando lá no final do século
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XIX, passava pelo desenvolvimento da
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escola pública de massas, que foi se
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para a reorganização escolar. A base era
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a matriz pedagógica constituída pela
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classe. classe respondia eficazmente
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e de modo rentável às necessidades de
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adaptação das especificidades
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do ensino doméstico, praticado
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tradicionalmente na casa do mestre, na
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relação direta desse mestre com seus
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alunos e ao ensino coletivo,
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defendido institucionalmente pela lei de
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um professor no modo lancasteriano
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ou modo múo, trabalhava com um pequeno
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grupo de alunos, com seus monitores.
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Esses monitores, por sua vez, ensinavam
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a um grupo maior, otimizando o número de
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alunos por professor. Isso era
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financeiramente vantajoso, porém exigia
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e professores bem formados, coisa que o
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levou ao insucesso de fato, mas ele
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esteve presente no ensino elementar
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As diferenças que nós vemos entre esses
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três modos individual, múo e simultâneo,
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é no modo individual, as lições são
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dadas individualmente pelo professor. Já
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no modo mútuo, as lições são paralelas,
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dadas por diferentes monitores a
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distintos grupos de alunos. E no modo
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simultâneo, a lição é só uma e dada a um
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grupo homogêneo para a classe.
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O modelo de organização espacial do modo
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de ensino mútuo ou monitorial surgiu lá
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na Inglaterra no final do século XVI com
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Andrew Bell e Joseph Lancaster. Daí o
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nome método lancasteriano,
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elegendo as seguintes premissas.
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Primeiro, tinha um agrupamento de alunos
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com desempenho escolar semelhante,
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atribuindo a cada grupo um monitor.
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aluno de grau mais avançado assumia
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então esse agrupamento e a substituição
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de uma pedagogia de instrução individual
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por uma pedagogia de instrução
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simultânea, não instruindo o aluno
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individualmente, mas o grupo em
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A terceira diferença que nós vemos aqui
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é que a promoção individual do aluno
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através de um sistema de avaliação
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contínuo, ela é realizada pelo monitor
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do grupo e pelos monitores das
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diferentes especialidades como leitura,
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aritmética. E esse modelo possibilitava
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a coexistência de diversos grupos de
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alunos no mesmo espaço, permitindo
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racionalizar o papel do mestre e
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instruindo simultaneamente
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Havia conflitos entre os projetos
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educacionais. Daí surgiu a reforma
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Leôcio de Carvalho em 1879.
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Ele defendeu o ensino livre, sem
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interferência estatal, permitindo oferta
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por instituições ensino ligado a outras
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denominações religiosas não católicas ou
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até a tendências laicas, positivistas e
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o direito até de exescravos serem
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alfabetizados, como não acontecia até
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então. Essa reforma, apesar de avançada,
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encontrou resistências na prática e não
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teve muita materialidade, mas iniciou
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mesmo assim um importante debate sobre
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educação no século XIX. E esse debate
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ocasional, educacional muitas vezes
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esbarrava em interesses privados das
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elites e ganhava centralidade na
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discussão de um projeto para toda a
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nação, de um próprio projeto de nação.
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Os professores tinham um baixo valor,
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não havia uma regulamentação clara sobre
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o que era ser docente. Então, surgem as
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primeiras escolas normais para a
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formação de professores que surgiram
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após o ato adicional de 1834,
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sob a responsabilidade
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provincial. Inicialmente, a profissão
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docente era predominantemente masculina
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a despeito da presença de mulheres nas
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A necessidade de formação
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institucionalizada de um contingente
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docente de mulheres começou a ocorrer a
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na Escola Normal de Niterói e em 1876
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na Escola Normal de São Paulo, aceitando
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mulheres ligadas à construção de um
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discurso da professora mãe.
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O ensino técnico, outra característica,
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teve origem no século XIX, com um
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caráter correcional e moralista para
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órfãos, para marginalizados, mas também
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visava formar mão de obra especializada,
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como os carpinteiros, os ferreiros.
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As elites não assumiam esses trabalhos,
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eles eram para as classes subalternas.
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Na obra de Carneiro Bielinski,
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ele aponta para o significado histórico
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da criação do curso comercial do Liceu
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de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro.
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Fala da sua importância como marco no
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contexto do ensino técnico
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profissionalizante lá do século XIX. O
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acesso à mulher à educação, apesar da
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era para poucas mulheres. Poucas tinham
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acesso devido à sociedade patriarcal. E
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as iniciativas mais avançadas para as
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mulheres surgiram no final do século
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Nessa videoaula, então, você analisou
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documentos e leis educacionais do
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período imperial brasileiro. Tomou
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conhecimento de que houve grandes
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debates parlamentares e a implementação
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de leis educacionais do império.
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Considerou também os diferentes níveis
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de ensino, os diferentes modos de ensino
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e os diferentes modos de organização de
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salas de aula. conheceu com isso os
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modos de ensino individual, o monitorial
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e o simultâneo. Você conheceu ainda a
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reforma Leôcio de Carvalho de 1879
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e como o magistério foi uma profissão
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desvalorizada, daí a formação de
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a o ensino de técnica, eh o ensino
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técnico de artes e ofícios. E um pouco
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você viu também da história da
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consolidação das mulheres no magistério.
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Nos vemos na próxima semana com as
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nossas aulas de história da educação.