CAMPOLINA, MANGALARGA MARCHADOR E MUARES: A FORÇA DA MARCHA NO BRASIL - RICHARD RECEBE #0066
Sejam muito bem-vindos
ao Richer Recebe hoje um papo muito
legal com três representantes de três
associações
de Moares, né, e também de equinos. Tô
aqui com meu amigo Marcelo do Cavalo
Campolino, fez uma série bonita, ainda
nem terminamos [limpando a garganta]
ela, né? Tem uns pedaços, falta uns
retalhos ainda pra gente terminar. Quero
agradecer aí ao Denilson, representando
a associação do marchador, né, nosso
Manga Larga Marchador, que ganha cada
vez mais espaço, né? Eh, e você, Diogo,
bem-vindo também falando das mulas, né?
Muito importante você estar aqui. São
três raças, né? Que tem que é o tem o
conforto da marcha na no seu DNA. E é
isso que faz muita diferença para quem é
o o cara que gosta de passear, o c eu,
né, que sou o cara que gosta de ter um
cavalo bacana para passear ou uma,
enfim, uma mula, eu gosto daquele de de
cruzar longos espaços de tempo montados
sem sentir os efeitos da montaria, né?
Então, sejam muito bem-vindos. Hoje eu
trouxe vocês aqui, não só pra gente
falar um pouquinho, né, dos caminhos de
cada associação, das raças, né, eh, mas
pra gente falar algo que me preocupa
muito, que essa questão hoje do
julgamento do animalismo, né, que hoje
cada vez mais é uma espada demócrise em
qualquer raça. Todos vocês, apesar de
cada um ter associação e defender, né, a
sua sardinha, e é óbvio, né, que vão
fazer isso, né, que é a sua paixão, mas
vocês três têm em comum um problema.
que é o animalismo, o animal, as pessoas
montarem no, né, no animal, as pessoas,
né, especialmente eh cavalos que se
pressupõe que podem cruzar grandes
distâncias ou, né, mulas podemar grandes
distâncias por serem marchadores, são
muito confortáveis, criam toda uma
polêmica aí, não é de hoje, né, a gente
viu o que aconteceu com o Zé Neto
recentemente aí, enfim, faz dois anos
atrás,
>> mas eh falar um pouco disso que é algo
muito preocupante, né? Eh, a gente vê
cada vez a esses ataques serem mais
comuns e me preocupa o futuro, né? Será
que teremos um futuro onde o cavalo é só
um ser para se observar, né? E o
centauro vai deixar de existir, né? Essa
conjugação homem cavalo, né? Então eu
queria que cada um se apresentasse um
pouquinho, né? um pouquinho da da das
suas raças e aí a gente mergulharse no
meio da conversa, a gente vai
mergulhando nas na no futuro da do do
que é o cavalo, que é o vamos falar
cavalo em geral, né? Porque fica falando
arm, enfim, dos dos equídios, dos
equídios em geral.
>> Quer começar, Marcelão? Sei que já é
prata da casa.
>> Bora, bora. Bom, Campolina e falar um
pouquinho, a sede fica em Belo
Horizonte, né? eh, no Parque da
Gameleira.
Eh, eu sou parte hoje da diretoria de
cavalgadas, né? A gente já é a segunda
que me mantém lá. Eh, a gente fez um
trabalho super bacana, né? Hoje nós
temos planejado todo esse circuito de
cavalgadas que ocorre ao longo do ano. E
é isso que você comentou, né? É, o
cavalo ele é para ser montado.
Essa é a visão nossa da diretoria. Tanto
que eh teve um momento da nossa raça
onde a gente acabou indo para um animal
muito de ser observado em termos de
seleção. E isso hoje dentro da nossa
raça, praticamente não existe mais. É
óbvio que a gente faz a seleção dos
animais com melhores angulações,
melhores eh proporções, né? Mas eles são
animais para serem montados, são animais
de passeio, de cavalgada, de uso na
fazenda. Eh, existe uma vertente pro
esporte também, né, como qualquer outra
raça, né? só ter o treinamento para
aquilo. E eu escutei recentemente, na
verdade, nesse sábado agora, teve até
uma reunião em Campinas
focando um pouco nisso que você acabou
de de falar, né? Eh, infelizmente a
nossa sociedade ela tá mercer dessas
situações, né? Durante muito tempo a
gente não aprendeu a colocar a nossa
opinião, né? Então, hoje com as redes
sociais e com esse eh modelo, se a gente
não colocar a nossa opinião, não colocar
nosso direito, não ir atrás daquilo que
a gente eh acredita que é o correto, né?
Claro que dentro de um preceito de
bem-estar animal, né? Eh eh eu acho que
a gente tem um futuro complexo mesmo,
mas o presente já tá complexo, né? Então
a gente precisa, na verdade, se
organizar, né? como eh quem gosta de
cavalo e e mostrar que o que a gente faz
é bem feito em todas as raças, existe um
direcionamento e isso cada vez mais vai
ser necessário, né? Eh, quem é o teu
hoje o cara que mantém um campin em
casa? Quem é o teu cliente, vamos dizer
assim? Quem é o cara que hoje registra
um Campolina?
>> A raça, eh, acho que a grande maioria
das raças, ela é feita pelos usuários,
né? Eh, o Campolina tem mercados bem
heterogêneos assim, mas é muito forte em
Minas Gerais, né, que é da onde ele
veio, mas Nordeste e mercado de
usuários. Hoje nós temos um grupo menor
de criadores, né? Então, uma raça que
basicamente todo mundo se conhece. Eu
sei, todos os criadores que estão no
Nordeste, eles sabem quem tão aqui.
Então, uma raça menor, onde a gente tem
grupos, né, que conversam e discutem
sobre
>> quantos animais hoje estão registrados.
Tem ideia hoje?
>> Ah, não tem esse número.
>> Você não tem ranking hoje assim hoje da
da
>> as nossas exposições, as maiores
exposições, a gente tem a brasileira e a
nacional, né, que a nacional vai ser em
setembro. a gente acaba tendo na
nacional hoje em torno de uns 400
animais, fora os animais que vão para
leilão, essas outras coisas, que daria
aí uns 500 assim, mas é a nossa média em
uns 400 animais nas maiores exposições.
Nós não somos eh nós já fomos muito
grandes assim no passado e talvez isso
até tenha eh eh se perdido aí, né?
Quando você fica muito grande, você
perde um pouco o direcionamento, né? E
eu acho que isso hoje eu vejo a raça
muito mais estruturada, com
direcionamento
legal, né? Eu eu a minha família é do
Campolina, né? Meu avô criava Campolina,
meus tios criam Campolina e hoje eu crio
campulina, né? São do noroeste do do Rio
de Janeiro, né? E eu tô em São Paulo
hoje. Eh,
eu eu vejo a raça hoje como eu havia
no finalzinho da década de 80, um
pouquinho no comecinho de 90 ali, que
era um animal que a gente tinha, sabe?
Então, eu acho que hoje a gente tem um
direcionamento muito bacana pro animal
de cela, um animal confiável, né, que
traz segurança mesmo para quem tem pouca
equitação, né, é natural que todas as
raças você tenha animais de diferentes
comportamentos, né, e você saber também
direcionar o animal pro mercado de
acordo com quem tá vindo a a raça. né? É
importante. Você não pode pegar um
animal eh para quem eh nunca criou,
nunca montou e tem um animal com com uma
índole muito eh agitado ou muito pra
frente, né? Então a gente tem esse
controle. É óbvio que não são todos os
criadores que pensam assim, né? Tudo,
né? no mercado. Eh, às vezes as pessoas
querem empurrar animal que não vale a
pena, mas eu acho que hoje a gente tem
um um controle um pouquinho maior e o
animal ele acaba eh a gente tem um um
conceito eh é questão de tempo, né? Se
um usuário vem, compra, adquire um
animal, é questão de um ano assim, ele
já sabe se aquele animal era aquilo que
ele queria ou não, né? Só que as pessoas
também melhoram, né? Então assim, uma
pessoa que tem pouca equitação hoje,
daqui do anos ele vai est melhor. Então
aquele animal que há dois anos atrás era
para ele, talvez hoje não sirva mais,
né? Só que uma vez que você adquirir um
animal, como que você vai,
>> né? Sair dele, né? Então
>> é isso é uma coisa que eu no nosso
criatório,
>> mas passa para um filho, né? Isso. A
gente conversa muito. Eu já deixei de
vender animais
>> porque percebi essa essa situação e e
é difícil, não é igual carro que você
sai, troca ali, pega um outro e tal.
Então e e essa conversa ela tem que
existir, né, para até o animal não ser
maltratado, porque, sei lá, a pessoa se
frustrou com aquele com aquela compra,
né? E
>> eu participei aí de, enfim, de alguns
eventos com vocês, de algumas situações
aí. Eu eu gostei muito da relacionamento
assim do do o que a gente não vê na
cinofilia, no na na parte do do dos
cavalos, né, dos criadores cavalos. A
gente, pelo menos eu na Campolina,
depois de falar com as outras raças
também, eu percebi uma e é claro que
existe, cada um tem o seu mercado, tem,
né, você vai querer vender o seu animal,
mas eu vi muita união, né, uma coisa
muito legal do grupo. Isso é muito muito
bacana e promissora aí inclusive pra
própria raça.
>> Os Moares estão vindo, cara. De repente
meu ficou um negócio objeto de tá esse
negócio ficou [risadas] caro demais
agora os bichos valorizado, né meu?
Nunca viu moar de repente se tornou um
troço, né? A mula ficou valorizada, não
sei se ficou chique agora a mula. Antes
a mula era não era um não tem esse
patamar, né? A mula cresceu demais, né?
Agora virou um objeto de desejo, um
objeto enfim, um animal de desejo, não é
um objeto, uma coisa, né? Mas uma um um
animal de desejo e ficou chique hoje,
né? Agora ficou é a mula do patrão, né?
>> Sim.
>> Que que que aconteceu aí nesse mercado?
>> Eu, meu nome é Diogo Biazeto, né? Sou de
Bragança Paulista. Eh, creio eu que de
2006 para cá virou a chave do mercado da
mula no Brasil.
Em 2006, nós fizemos uma viagem pelo
Globo Rural, saímos de Cruz Alta, no Rio
Grande do Sul, e viemos até Sorocaba
montado. É,
>> que era a rota dos trophos que fazia
antigamente. Essa era a rota original,
né? O pessoal saía da Argentina, de
Córdoba na Argentina e eles tinham os
pontos que viravam os pontos de
tropeiros que hoje virou as cidades, né?
que era de Moares mesmo, era tropa de
Moares.
>> Tropa de Moares.
>> Então a gente refez esse caminho por
causa da mídia, televisão, foi feito
livro, tudo. Eu acho que deu um,
resgatou isso. E o Moar ele teve o filme
queimado lá atrás, porque você era
criador. A pior égua que você tinha,
você fala: "Vá, põe num jumento aí,
quisí puxar lenha mesmo, puxar carroça".
Então, deixava eh essa cultura do mar
ser um animal de índole ruim, um animal
muito bravo, por causa disso, que o
pessoal pegava as piores éguas e
colocava no jumento, que o moar ele não
procria. Então ele precisa de duas raças
distintas. Você vai com equino numino
ou um azinino num equino, né? Então o
normal seria o azinin no equíino para
nascer o moar. Quando você faz ao
contrário, você pega um cavalo e coloca
para cobrir como é?
Bardoto. Isso é um nome diferente mesmo.
É Bardoto isso.
>> E depois de 2006, por causa dessa viagem
ficar famosa, o pessoal viu a
resistência da mula, que é muito forte e
começou a criar aí já tinha antes, porém
ficou mais visível, né, em âmbito
internacional. Foi uma viagem muito
comentada, foi 1760 km, 66 dias de
viagem montada.
Eh, eu acho que a partir disso aí
despertou o interesse em quem não tinha
conhecimento e quem tinha só melhorou,
né? Mas não é uma invenção brasileira,
mula não, né,
>> rapaz? Não sei te dizer.
Normalmente, até onde a gente sabe da
história para mim aqui,
>> é os Moares vinham da Argentina
>> lá era o Polo que o pessoal buscava lá e
trazia pro Brasil.
>> Mas eu não sei se Sul-Americana, não
sei. Eu não sei se lá fora, por exemplo,
na Europa,
>> nos Estados Unidos, América lá é é mais
fraco de mula. Eu acho que aqui a gente
tá num eu acho que é um dos lugar mais
forte de mula, eu acho que é o Brasil
hoje, né?
Mas aqui é muito forte.
>> A gente tá exportando já também
>> já tão mandando para lá, porém tá muito
difícil fazer exportação por causa tem
uma não é doença do carrapato, então
eles não conseguem fazer até eu vi esse
pelo Instagram um cara que levou uma
mula do Brasil Estados Unidos, mas
parece que demorou.
>> Ele tem que passar pela Argentina.
Uruguai e Argentina. É esse fez direto.
>> O Brasil ainda não tem essa
>> esse passaporte. tava brigando por isso
justamente por causa de algumas, é,
justamente por causa desse dessa doença
>> que ainda tem aqui em alguns lugares,
anemia e o mormo, né? Embora hoje nós
temos já extinto do mormo, né? Já não
precisamos mais nem dos exames,
>> mas nós não temos mais esse, nós não
temos o passaporte até o ano passado.
Esse ano eu não sei se conseguiu, mas
até o ano passado nós não tínhamos.
tinha que passar pelo Uruguai ou pela
Argentina para poder mandar para os
Estados Unidos. Isso
>> começou no Oriente Médio, cara. Milhares
de anos na antiguidade, os primeiros
registros da sua criação no Oriente
Médio, Mesopotâmia e norte da África.
Povos antigos perceberam que enquanto os
cavalos sofriam com clima seco, os
jumentos não tinham o porte exigido. A
mulaia o melhor dos dois mundos.
>> Sim. Eita p
>> que pega a resistência do mo
superior ao do cavalo.
>> É,
>> então ela recupera mais rápido, porém
não tem a explosão de um cavalo.
>> Então, tipo, você toca o cavalo,
>> é,
>> o cavalo vai até morrer na explosão
dele.
>> O moar ele é muito inteligente, ele
desliga, ele c uma fase,
>> você pode empurrar, bater,
>> é o que chama teimosia do da é da mula.
Não,
>> não é, é inteligência.
[limpando a garganta]
>> É inteligência, mas é o que chamam de
teimosia. É, mas o é muito inteligente,
muito inteligente, que é um bicho que é
muito difícil você ver
>> porque o jumento é um bicho, acho que é
o jumento, ele tem uma raiz mais eh de
seleção natural, vamos dizer assim, não
é? Não.
>> Sim. E ele transmite muito mais o moar,
>> mais a parte do jumento do que dos
equinos. Até esse tempo atrás, um
veterinário veio falar para mim que,
segundo os estudos, puxa mais o equino
do que o moar, mas se você olhar uma
mula, ela é bem mais próxima de um
azinino, de um jumento do que da égua
que ele nasceu. Você olha casco, é
diferente, a orelha vem no jumento, o
pelo vem no jumento,
[limpando a garganta] é tudo diferente.
Então eu acho que
>> na prática é muito mais o jumento tem a
mulas.
>> E quando tem o bardoto? O bardoto ele é
o contrário,
>> porque quase ninguém tem bardoto
>> não. Muita eh o a cruza normal seria de
um jumento numa égua, né? O bardoto é um
cavalo,
>> até porque o jumento é menor e a égua
maior, senão o contrário pode dar
problema também, né? É uma
>> e e o pessoal fala muito, ah, o bardoto
é mais difícil de mexer porque se torna
um animal mais explosivo, né? Aí puxa
mais para pro Equim,
>> puxa um pouco mais energia do Equir.
>> Eh, eu já prefiro até eu tava falando,
hoje eu tô iniciando a dona de uma mula
que ela é um bardoto, uma das mulas mais
bonitas que eu vi até hoje. E os primeir
as primeiras mexida nela deu trabalho,
pulou muito, mas agora eu vou começar a
montar, agora já tá estabilizando. Mas
eu prefiro mais mexer em animal que tem
mais energia. Quem fala, né? Mais fácil
é segurar um louco do que empurrar um
morto. Então [risadas] eu prefiro um
animal mais quente.
>> E aí me conta a respeito o que que
aconteceu com o marchador que deu uma
explosão no marchador, cara.
>> Boa tarde.
>> Hoje hoje vocês são número dois hoje em
termos de hoje no assim atrás do quarto
de milha. atrás do quarto de milha
devido aos outros países, mas no país
nós somos a maior eh o maior rebanho.
Nós temos hoje 807.000 e alguns e
algumas coisas, animais registrados,
vivos. Primeiro me apresentar, sou
Denilson, proprietário do Arasdá. Era
diretor da associação até dezembro. Sou
presidente do núcleo Bandeirantes do
Estado de São Paulo. Hoje fiquei 4 anos
na associação em Belo Horizonte.
>> Serjão, que nos apresentou, né? Sérgio,
cara bacana, né? Sai da tá entusiasmado
com o negócio machado.
>> Ele é muito entusiasmado, né? me liga
direto, a gente sempre conversa, a gente
sempre tá batendo papo. Ele é um criador
de marcha picada, que é um dos
andamentos hoje que está no em extrema
ascensão.
Hoje no estado de São Paulo, nossos
eventos, eh, só no Bandeirantes quanto
nos outros também, 70% é da marcha
picada as inscrições. Então, no Sudeste
tá vindo crescendo muito. Ainda tem
alguns estados, alguns municípios que
ainda é são poucos marcha picada, mas a
marcha picada hoje é uma grande
realidade. Na nacional hoje nós temos
60% batida e 40 mais ou menos de marcha
picada, mas o crescimento é muito grande
das quantidades de inscrições. Picada
cresceu mais, né?
>> A picada hoje é um mercado do
>> comercialmente é o melhor que tem, né?
que é o usuário, que é o nosso foco.
Você tava falando do de qual o futuro
que nós vamos ter nós até o até
dezembro, eu posso falar bem, eu estava
lá durante 4 anos. Nós prezamos muito
pelo bem-estar do animal, mas nós
precisamos também pela índole do animal,
tanto que nós tiramos muitos animais que
de má índole de dentro de pista. E aí
nós temos eh capacitado cada dia mais e
mais os técnicos para dar reorientação
sobre cruzamentos dentro dos aras. são
os técnicos de registro, são muito
capacitados. Animal de má índole, nós
costumamos a informar e orientar a não
fazer esse cruzamento, porque nós
precisamos muito pelo bem-estar do
animal. Animal de muito má índole, ainda
se tem ainda aquela estigma de que tem
que bater para melhorar. E não é isso. O
animal, quanto mais você tratar ele
melhor, melhor ele vai ser.
É isso.
>> É. E aí muito antigamente se imaginava
que não vamos na doma bruta, né? Hoje
nós temos a doma racional. Então você
tinha maneiras de se domar causando
traumas, danos nos cavalos até sérios
para poder domá-los. Hoje não. Hoje
através da doma racional e essa questão
também de internet, como o colega disse,
eh todos têm acesso a informações de
como doma. Então hoje para você pegar um
um apresentador
e ele começar a bater e ele dizer que
daquela maneira que se faz, o
proprietário já tem a informação que não
é mais dessa maneira. Então quando você
não tem informação, você aceita tudo
aquilo que te falam. Hoje não. Hoje ele
tem uma um acesso à informação muito
grande. Então hoje nós voltando ao
Mangalar Machador, nós temos 28.750
e poucos associados. No último mês, nós
tivemos 451
adesões ao quadro. Todos os anos,
aqueles que estão inadimplentes há mais
de 2 anos, nós fazemos o corte para que
não tenha um passivo muito grande.
Então, todos os anos nós eliminamos mais
ou menos uns 2.000 associados que
deixaram de contribuir. Então, a o Manga
Laga Machador hoje nós temos 340 eventos
por ano, então a média de numa Copa de
marcha hoje
>> 340,
tirando a nacional.
É, tirando a nacional,
>> é
>> tirando a CBMs e tirando o criador. Nós
estamos falando eventos regionais. Nós
hoje nós até o ano passado nós fizemos a
escola de arbitragem que formou novos
árbitros. Nós coloc nós credenciamos
mais árbitros para para o quadro porque
nós tínhamos um grande problema, o
excesso de eventos e o número de
árbitros pequenos. Então nós tínhamos
21, 22 árbitros
na nossa época, nossa gestão, entraram
mais quatro ou cinco, que eu não me
recordo bem os números e agora entrou
mais três, quatro. Então, mesmo assim
ainda não eh conseguimos abranger todos
os eventos do Brasil, tem às vezes que
ser cancelado por falta de árbitro. Eh,
e aí nós cansamos de discutir aonde nós
vamos chegar, como fregar
um mercado que está em extrema asessão.
Aí você fala assim: "Pô, mas como que
você tá falando de freiar?"
É, infelizmente
tem gente que vende eh ilusões
e aí tão cruzando
eh animais de maío animais com com
andamento que não são os andamentos que
vai agradar até o usuário só para
produzir,
>> só para atender o mercado,
>> só para produzir.
>> Isso acontece em todos.
>> Esse é o grande problema que nós temos.
Então como freiar? Então, nós tivemos
algumas travas que nós colocamos, né, a
questão de 40 meses para você começar a
apresentar em pistas. Tivemos um pouco
de de pessoas que não gostaram, né,
disso, mas conseguimos preservar mais a
adiar um pouco mais o tempo da primeira
montada. Nós tínhamos muitas lesões no
manga larga marchador, animais
aposentando precocemente, porque o
excesso de velocidade tava trazendo
isso, porque quando ele chega com o solo
com o atrito, com a força, ele causa
lesões nos boletos, nos jarretos, essas
coisas. Então nós tínhamos animais
muitos muito novos já aposentados. Então
isso era um grande desafio da nossa
antiga gestão que tinha Cristiana
Gutierrez como a presidente, eu era como
diretor, representando São Paulo e o
Maurício Perrot também como em São
Paulo. Então nós tínhamos esse grande
desafio que é como parar um mercado em
ascensão, principalmente financeira,
como travar. E aí teve esse essa ideia
dos 40 meses que hoje
>> adiou, vamos dizer o
[limpando a garganta] é porque você
pensa que não, mas 4 meses para você
iniciar um cavalo, dá uma diferença
óssea nele, os riscos de crescimento já
fecham mais, então a o índice de lesão
cai, né? E também a questão do bem-estar
que nós falamos lá no começo foi a
questão do DOPEN. Hoje nós somos muito
rígidos na nacional questão do DOPEN.
Agora eu vejo no mercado de vocês um
pouco antes de vocês eh essa matéria,
esse podcast tá sendo gravado, né? Mas
um pouco antes eu tava com o pessoal da
cinofilia aqui, né? Tava de uma de uma
determinada eh instituição que registra,
né, os cães e tal. Eh, o problema do
animalismo, no caso dos cavalos,
dos criadores, é muito menor do que no
caso dos cães, né? Porque você vem eh,
por exemplo, você tem um mercado, eu não
vou dizer que é informal, porque não
existe
ao contrário do que eu acho que seria o
certo, né? você ter só poder reproduzir
cachorro, por exemplo, tendo um criador
com CNPJ, veterinário, criar regras, né?
Não é? Ah, eu tenho cachorro macho,
fêmea, ah, eu acho lindo eles, amo,
eles, quero reproduzir. E aí você
começa, ah, eu tô com um monte de
filhote aqui, cara. E aquela vira,
aquela coisa que a gente na cinofilia é
péssima, né? Eh, e aí você vê o canil
sendo nego entrando lá, arrombando o
canil, gravando, fazendo toda aquela
aquele missan lá, eh, em canis, onde tem
maus tratos, não sei o quê. Essa questão
do, por exemplo, a gente não vê, no vê
às vezes que nem teve esses dias aí, um
desses delegados tomou um cavalo de um
senhor que tava um cavalo na rua,
coitado, cavalo com score me pareceu
muito bom, mas porque tava usando uma
charrete e tirou umas meninas outro dia
tiraram também, não sei se vocês viram,
as meninas estavam num charrete, cara,
entendeu? Eh, e tiraram porque não pode,
é mausado, não sei o quê, e aquela
coisa, discussão toda. Eh, não tem isso
muito no mundo de vocês, né, do cara
entrar no aras e questão de maus tratos,
né, com cavalo diferente, né? Eh,
>> dentro de aras não, Richard. Mas, por
exemplo, uma coisa que já me marcou eh
eh quem é do Campolina gosta muito da
cidade de Tiradentes, né? E na praça
você tem lá as charretes, aquilo é
histórico ali, né?
>> E agora começaram com o movimento de
colocar umas charretes que são
>> motorizadas e retirar os animais para
eles não ficarem lá parados. Is cau já
tiraram p de cauda fizeram a mesma coisa
e acham isso máu também já tiraram
>> tinha ali um bebedouro inclusive quea
que era ass na cidade transformaram sei
lá o que quebraram eles acham o máximo
isso porque tem aderência né
>> sabe o que que acho que tem que tomar
muito cuidado com isso, né? Cada vez
mais e muita gente que tá fazendo esse
julgamento não tem o conhecimento.
Então o que que eu considero um maltrato
animal normal de carroça? O cara tem que
ter uma base ali, tem que ter um estudo,
tem que ter pelo menos
vivido ou assistido o que que para que
tem aquela charrete, para que que tem
aquela carroça, se tá machucando ou não
tá.
>> Conhecer as tralhas, né?
>> Sim. Agora, muito fácil. Vou lá, você
não pode mais deixar seu animal puxar a
carroça. Que que você vai fazer com esse
animal?
>> É diferente de um pet. Aí o que que vai
acontecer? Acredito eu, vai abrir
frigorífo, vai começar a matar bicho,
porque é um animal que ele custa caro
para você manter. Não é barato se manter
um cavalo, mais caro de se manter hoje
doméstico é o cavalo.
>> Ele precisa de treinamento, ele
necessita. Não é só você pôr numa baia,
ele tem que ter o espaço para ele
correr. É muito mais coisa envolvida.
Então, às vezes você pega uma pessoa que
ele é tão bitolado nisso, ah, o cavalo
não pode carregar peso, o cavalo não
pode carregar você em cima, não pode
puxar uma charrete. Eu eu acredito que
tem que ter uma fiscalização sim por
pessoas competentes que saibam julgar o
que tá acontecendo ali para diferenciar
se é um maltrato ou não. Eh, a gente faz
muita viagem para Aparecer do Norte
Montado.
Os animais nossos são treinados. Vai
ferreiro, vai veterinário, vai um
caminhão levando alimentação. É um
passeio, é um lazer de família, une
pessoas boas com foco de preservar o
animal. Agora você vai lá e bloqueia,
Diogo, você não vai mais poder fazer
viagem. Que que eu faço com os bichos?
>> E dependendo da distância até parece que
tem teto rodío. Eu lembro que aquele o
quando pegaram o Zé Neto, Zé Neto, tinha
um rodí, não sei se ele tinha duas ou
três mulas que ele fazer o rodo.
>> É muito fácil. A viagem nossa eh 30, 35,
40 por dia. É pouco.
>> É. pouco.
>> Eh, a gente fez aquela viagem longa, já
foi determinado quando saímos lá do em
2006, a gente saiu do Rio Grande do Sul
até Sorocaba. Não poderia passar de 40
km dia,
>> não. Você vê quanto que anda um ser
humano é 6 km/h por dia. É por hora, não
é isso?
>> 6 km/h, não é isso? Caminhando. Um ser
humano caminha caminhando 6 km/h.
>> É, se eu não me engano, é de cinco a 7.
um animal no passo a passo, um pouco
mais alongado, não aquele passo a passo,
a gente tem média disso, é 7 km/h,
>> 7 km/h,
>> no passo a passo, sem mais.
>> Então sete você pode andar 40, é isso?
40 km.
>> É, a gente anda de 35 a 40 km por dia.
>> 6 horas de de
>> É, não, tranquilo, tranquilo. É porque
[limpando a garganta] você anda mais, na
verdade, que eu tô falando no passo a
passo que nós pega os cavalos marchador,
as mulas que que tem um condicionamento
para aguentar a marcha. Vixe, você tá
doido. Em uma hora aí sem você judiar,
você anda em torno de 10 a 12 km.
Ô Richard, eu acho que isso daí que ele
comentou é fundamental assim, eh, todos
nós que temos animais que são treinados,
os animais são treinados para nos
aguentar, tá? A grande preocupação,
acho, não sei se vai lembrar no programa
que a gente fez, que eu fiz esse
comentário com você, né? O animal não
adianta ele só ter o porte grande, não
é? o animal grande, mas ele tem que ter
aquela musculatura do dorso lombo forte,
senão ele não vai te aguentar. Então não
adianta você ter um animal grande, sem
musculatura nenhuma. Aí você vai est
montando em cima do da coluna dele, né?
E ninguém, né? Ninguém que cria animal
para montar, é, não sabe disso, né?
Então você nunca vai montar num animal
que ele ainda não tá com aquela
estrutura muscular dele pronta para te
aguentar. E isso assim precisa ser
divulgado, né? Porque eh nós mesmos, né?
Imagina eu, eu hoje tô com 110 kg, né?
Se eu monto num animal, às vezes é um
animal pequeno,
eh, mas muito bem musculado, ele me
aguenta tranquilamente. Não é
proporcional, né, a minha montada com
aquele animal, mas ele vai me aguentar.
Agora eu nunca montaria num animal que
eu vou olhar e vou ver esse cavalo não
me aguenta. Até porque se eu se eu uso o
meu corpo, né, a gente que monta, a
gente usa o corpo também, não é a boca
que que guia o animal, né? É o nosso
corpo aqui. Então, muitas vezes você eh
pode tirar o equilíbrio do cavalo,
entendeu? E ele trupica, ele vai te vai
te derrubar. Então, se você não tiver
direitinho em relação a esse momento de
montá-lo, eh, você vai criar um animal
que rapidamente ele vai ter uma lesão,
aí ele começa a ter, né, as lesões de
coluna vão vão implicar em doença, eh,
dos membros, né, de de boleto, de casco,
tudo. Você vai ver a coluna dele que tá
toda eh doente, entendeu? porque foi
montado precocemente. Então,
>> mas esses cavalos de montaria eles eles
normalmente não ao longo do tempo não
apresentam esse tipo de problema. Os os
de esporte um pouco mais, porque você é
um esportista como todo esportista, o
Neymar tá é um esportista e tá fid você
usa mais, mas um cavalo de de passeio,
né? É, eu não sei, falo pela minha
experiência assim, o cavalo passa a vida
inteira e não não
>> que que acontece, né? Existe o animal de
passeio, aromaria, né? Quem gosta de
cavalgada, é, você sempre vai usar o seu
animal, você acaba montando nele e você
prepara ele para esse trecho, né? Você
nunca vai pegar um animal solto no
pasto, vai montar nele e vai andar sete
dias nele, entendeu? Porque ele não,
primeiro que ele não vai aguentar,
segundo que ele vai ser um problema para
você, que você vai ter que arrastar ele.
Eh, o animal não aguenta, então você tem
que prepará-lo para aquela, eh, tempo,
né, de de de te carregar, né? Agora,
qual é o problema hoje que eu vejo, né?
Isso a gente gosta, eu gosto de discutir
essas coisas assim, porque às vezes a
seleção hoje e a vitrine do animal hoje
são as exposições, são os momentos onde
você pega um animal que ele tem um um
tipo de movimentação e você coloca ele
ali em vários momentos. Às vezes muitas
exposições expõe ele a uma movimentação
que pode realmente levar a lesões, né?
Então assim, o criador muitas vezes pode
cair naquele negócio, ah, eu quero meu
animal super campeão,
mas super campeão, campeão de pequenas
exposições com pequenos animais, muitas
vezes ele não é um campeão igual a um
campeão de uma grande exposição, de uma
nacional, de uma brasileira, onde tem um
número expressivo de animais ali, né?
Então, eh, eu acho que às vezes tem um
pouquinho assim, eh, usar o animal para,
eh, exposição é uma coisa, usar o animal
para uma romaria, para uma cavalgada, é
outra coisa. O a mentalidade é diferente
de quem tá ali, assim, né? E isso muito
tem o dinheiro, né? Eu quero ter o
campeão, tal. E muitas vezes isso pode
levar lesões, né? Então a gente vai
fazendo ações, as associações vão
fazendo ações para que esses animais não
fiquem com lesões muito precoces, né?
Senão você tem um excelente animal que
com 7 anos ele não consegue andar mais.
Isso é péssimo.
>> É interessante. Vocês hoje
como [limpando a garganta] são todos
aqui prezam a marcha, né? Como, né? Eh,
é o grande handicap aí de de das
diferentes raças, mas que tem em comum
isso. Eh, a marcha é também uma
condicionante na avaliação, não é só
morfológica se é bonito ou não o bicho,
né? Mas se ele eh desempenha bem o seu
grande papel de marcha, não é isso? Eu
acho que eu lembro que vocês vocês
também tenha isso dentro das isso daí,
>> né? E interessante no queo tava falando
e que você colocou, hoje se faz um
pré-julgamento sem conhecimento. Então
as pessoas julgam aquilo, o animal que
está sendo montado ou até puxando uma
carroça ou uma charrete, mas não tem o
conhecimento necessário para saber o
preparo, para saber a o tipo de
alimentação, o que que acontece para
aquele animal chegar à aquele ponto, por
exemplo, para fazer essa romaria. Eu
acredito, né, Diogo, que ele deve ter
tido um preparo, ele deve ter tido um
condicionamento físico, ele deve ter
tido uma alimentação diferenciada.
Então, as pessoas que vem só a um
momento não vê aquilo que antecede
aquele momento, porque se visse jamais
teria essa visão. Porque se ela fosse,
por exemplo, num aras vê um um preparo
de um cavalo atleta ou até aquele que
vai fazer uma cavalgada,
eles eles mudariam muito essa visão. Só
que muitas vezes é mais fácil você fazer
um julgamento, tentar acabar com alguma
coisa que já tem eh
anos e anos por trás naquilo, porque o
achismo hoje é muito forte. Eu acho que
aquilo eh tá machucando.
>> Ah, não é os caras que
>> o achismo é muito forte,
>> que nem eh, lógico, tem as exceções, né?
Tem alguns caras que forçam a amizade.
Nós tivemos o caso daquele cara que a
égua não aguentou por excesso de
trabalho. Ele cortou as patas da
crime
isso
nós estamos falando no universo de
quantos mil cavalos hoje nós temos aqui
no Brasil. É como um cara que atropelou
uma família porque bebeu e você então
vai tirar a carteira de motorista de
todo mundo. Você não é padrão.
>> Não é isso padrão. Eu preciso um
segundo, desculpa, um segundo.
Você vai embora, já tá tudo certo. Eu
falo com você. Você vai para Cuiabá.
A Jan. Ah, Jan.
Minha mulher es a Lúci já sabe. Abre
aqui. A Lúci já sabe. A Luci já sabe.
Ela já tá com dinheiro para
abastecimento. Hoje vocês vão dormir no
meio do caminho. Você amanhã à noite
precisa chegar em Cuiabá amanhã.
>> Mas vai pela raposa ou pela bandeirante?
>> Você que manda. Você que você que manda.
>> Você que manda, tá?
>> Nó vai direto para Cuiabá.
>> Vocês vão para Cuiabá. Amanhã à noite
você precisa pousar em Cuiabá. Então faz
teu planejamento de rota para que hoje
você dirija até o X tempo que você
precise e para que amanhã saia cedo e
chegue em Cuiabá e amanhã à noite. É
isso que precisa. Só isso.
>> Só isso. Vai com Deus, vai com cuidado,
tá? Tá com a minha família toda lá.
>> Vou voltar. Desculpa.
>> Vou voltar.
Então, eh, as pessoas têm esse
pré-julgamento. Nós tivemos, acho que o
Diego deve lembrar, Diogo, eh, ficou
proibido um tempo no Parque de
Exposições e Eventos em Bragança,
porque, eh, por causa de uma promotora,
não sei se você lembra disso, lembra?
>> Ela proibiu,
>> é, eu acho que até rodeio também, ela
proibiu por falta de conhecimento,
quando foi demonstrado, inclusive, acho
que ela ainda está lá hoje, né? Não sei,
não tem,
>> é, não, não me recordo, mas quando ela
teve o conhecimento, foi apresentado
tecnicamente, aquilo foi liberado de
imediato os eventos e nós voltamos a
fazer.
>> E aí a turma da mesmo falou: "Ah,
retroceder, não sei, não é que é o
alimentado
a realidade". E que nem nós nós
estávamos falando da nacional, nós
abrimos as portas, o pessoal do do
bem-estar do cavalo ou dos animais
passaram lá conosco
>> eh 15 dias conosco, viram, até nós
ganhamos um selo que não me fale a
memória, não vou tentar falar porque eu
vou falar besteira. Nós ganhamos lá um
célula de qualidade, bem-estar do animal
nesses dias, porque o tratamento de dos
animais, eles eles foram lá e viram
realmente o que é o animal que é
esportista, qual o treino dele, como ele
é tratado, que não há esse espancamento
que o pessoal acha que as as esporas
elas não cortam, aquilo não corta aqui
dentro de pista não pode nem ter sangue,
>> não qualquer tipo de sangue.
animal da pista.
>> Você coloca um papel, acho que a mesma
você pe coloca um papel, ele é retirado
de pista na hora na boca, entendeu?
Machucou a a boca aqui. A saliva tá
melhor cavalo do mundo.
>> Pode ser o cavalo mais conceituado, o
cavalo do do presidente da associação.
Sangrou, sai. Não tem isso daí. Ah, mas
por que sangra? Às vezes uma casca, um
machucado, alguma coisa, uma casquinha
que tenha, raspou, sai.
>> Às vezes ele mesmo tromba a mão no pé.
>> Não precisa o cavaleiro agredir o
animal. Então o cavalo tá lá, ele deu
uma descoordenada, o próprio p dele bate
na mão nas curvas, normalmente ele acaba
se tocando.
>> Ele acaba se tocando. Eu inclusive em
Mococa eu tava numa exposição, uma égua
eh candidata, tava despontando, né? Você
acaba vendo os andamentos, você fala:
"Pô, difícil tirar, cara". Na curva ela
deu uma pedalada, se tocou, se tocou na
hora, o juiz olhou, parou, pôs o papel,
tira de pista. "Ah, mas você é diretor,
não interessa, pode ser o presidente,
sai do mesmo jeito. Sangramento saia".
Ah, mas não foi culpa do cavaleiro, não
foi culpa de ninguém. Só que para
preservar o bem-estar do animal
[limpando a garganta]
se retira de pista. Não tem tipo, vai
lá, lava e volta. Não sangrou, sai, já
vai para o veterinário. Veterinário já
medica, já faz o que tem para fazer e
aquele animal vai para dentro da coxeira
e ele não sai mais para qualquer tipo de
retorno à pista. Então, e a se se as
pessoas começassem
a conhecer um pouco mais, seria mais
diferente.
>> Culpa de vocês
>> é que a gente não apresenta, né? A gente
não tem organização de mostrar isso.
>> Estão preocupado muito na criação. Eu
falo isso mesmo por coisa com a agora
negócio. Falei a culpa é de vocês. Vocês
deixaram o vago um espaço para que essa
turma entrasse, ocupasse e falasse em
nome de vocês.
>> Mas você sabe, Richardinho, eh faço um
pouco da culpa nossa, mas um pouco da
culpa também é do desinteresse, porque é
muito mais fácil você ganhar mídia
criticando do que você falando bem.
Então o desinteresse, porque sempre foi
aberto as associações, tanto no Pega, eu
tive contato lá com o pessoal do PEG, do
Campolina, todas as associações são
abertas e os aras, todos os aras estão
abertos. Eu não conheço nenhum aras, eu
conheço bem lá o Gigio lá. Eu acho que
pode ter certeza ou no Marcelo que se
vier alguém do bem-estar é convidado, é
muito bem-vindo para passar, conhecer.
Só que não há o interesse da pessoa sair
de dentro [limpando a garganta] do
escritório
e ir lá conhecer. É mais fácil entrar
numa rede social,
comentar aquele fato que aconteceu do
que você ir realmente a fundo. Então eu
faço culpa nossa, mas também um pouco do
comodismo e da facilidade de ganhar uma
mídia através da crítica. Eu eu vou dar
até uma um corte aqui só para
nós não perder o ponto que a gente falou
assim, foi a culpa nossa. Aí eu vou te
explicar agora você entender o que que
[limpando a garganta] aconteceu.
>> Passa para mim água, por favor.
>> Meu pai tá ali fora ali. A hora que você
falou, entra um. Eu falei: "Entra meu
pai". Que que meu pai falou? Você
lembra?
>> Vai você que fala melhor.
>> É,
>> então os criadores antigo, meu pai não
mexe com isso aqui, ó. Então não tem
essa defesa. Hoje essa geração que
entrou do ai não pode, não sei quê, é
muito mais o celular. Então toda hora tá
filmando e mandando. Então você vai,
chega num cara de idade, meu pai, faz um
vídeo explicando. Ah não, não quero
mexer com isso. Ele acabou de fazer isso
agora. Não [limpando a garganta] vai lá.
Eu não, eu não sei falar. Então, eh,
esse pessoal que é o do mimimi que tá
batendo, eles começaram antes na mídia
do que nós. Então, tanto mangal Machador
Camp, não interessa a raça dos equídios.
O pessoal antigo não tinha acesso à
internet. Meu pai tem 68 anos, ele não
gosta de mexer, ele faz os vídeos, ele
vende os maiores pela internet, mas ele
não sabe falar tecnicamente. Então aqui
também vocês já são mais instruído,
médico, eh, porém acima deles não vieram
nessa defesa lá atrás, porque eles não
tinham essa visão do que um cavalo puxar
uma carroça era um crime. Eh, eu tô na
quinta geração de tropeiro. Meu pai
tocou cavalo pra estrada, tocou boi pra
estrada, é, foi de Bragança Parati,
levava a tropa para vender. Então, a
gente nasceu, a gente sabe o que a gente
tá fazendo, o que a gente tá falando,
porque a gente vive isso. Eu tô na
quinta geração. Então, meu bisavô, meu
avô, todo mundo mexeu com isso. A gente
tá no mesmo segmento, então a gente
consegue saber se o animal tá preparado
pra estrada ou não. Lembrando também
quem tá falando de um cavalo, de uma
mula, o animal de médio porte hoje ele
pesa seus 350 kg.
>> É
>> de médio porte. Você pegar os bichos
forte mesmo, é 500 kg.
>> 500 kg.
>> Os campulinos puxa até mais peso, é mais
pesado a a estrutura óssa dele, porque é
maior do que o manga larga marchador
>> e as mulas também. Então são animais que
têm um preparo físico para aquilo. Ele
voltando lá no passado, vamos falar de
coisa de 100 anos atrás, não existia
carro, caminhão, era como que era feito
o transporte.
>> Sim. no lombo de boi, de burro de
cavalo. As guerras lombo de boi, burro
de cavalo.
>> Eh, muitas das cidades nasceram através
do troperismo. Pessoal iam trazendo
animais, iam parando, aquilo virava uma
vilinha, um bairro e virou cidade.
[limpando a garganta] São Paulo, aqui
mesmo, você puxar no registro, eh, não é
muito tempo, não. Não existia caminão de
lixo. Quem fazia o transporte de lixo,
coleta de lixo era nas carroças. Eh, meu
pai tem um pequeno acervo lá, onde a
gente tem isso daí que ele viveu isso.
Tem carta de carroceiro. Você tinha esse
conhecimento ou não?
>> Não.
>> Pro cara ter a carroça para ele andar na
cidade,
>> uma habilitação.
G é interessante você lá no G. É
interessante você ir. A questão dos
Moares tem uma história muito complexa,
muito bacana lá de você conhecer.
>> Lugar bom. É um lugar bom para você ir
lá. Pode ir que você vai conhecer. da
mula tá ali. Por isso que eu queria que
ele é, só que eu falei, ele não sabe
falar, não gosta. Então eu vou junto com
ele que daí
>> vocês estão onde?
>> Bragança Paulista.
>> Não, eu vou pra Bragança. Que que eu vou
fazer agora em Bragança? Vamos, vamos
falar depois. Tem alguma coisa que eu
vou fazer em Bragança?
>> A gente tem 200 mulas.
>> Acho que é os caras que vão. Tem javali
lá.
>> Ah, lá tem bastante.
>> É, então tô indo gravar. Nós vamos, já
vou combinar com você porque é um dia
inteiro e o eles vão sair para caçar o
javali à noite. Eu vou acompanhar, eu
não sou caçador, mas vou acompanhar a
caça do javali, mostrar isso. Vou
visitar vocês em Bragança. Então
>> pode lá ver se já tem uma data marcada,
acho que é dia 11 de agosto. Já marcar
isso aí pra gente combinar. Eu eu até
falei, né, eh,
esse tempo atrás com um amigo meu, se
entrar tanto esses mimimi, que não pode
mais o cavalo, não pode mais não sei
quê, vai ficar bem próximo do javali. A
gente não tem predador pro cavalo.
>> É,
>> exatamente.
>> Aliás, eu vou fazer esse comentário que
é muito pertinente. Isso é como o
trabalho, eu tô fazendo uma matéria
agora que vai sair, vai explodir daqui a
pouco, porque eu tô batendo de frente
com o negócio do jumento, né? Porque o
jumento perdeu sua função no nordeste,
tão largados, sendo atropelados,
>> a China tá comendo, aí os caras tão
pegando os jumentos lá,
>> tem um frigorífico na Bahia, matando,
>> estão matando, tão comendo porque não
tem mais, não tem mais se vent aí no em
Jericuaquara, essa turma do animalismo,
né? Fui lá até num num desses podcast
vegano, achei que o cara fosse me dar a
chance, né? Porque o podcast era eu era
convidado, a gente vem para escutar, né?
Para escutar, né? Também. E o cara não
deixava eu falar. Eu falei: "Mas [ __ ]
todo mundo já sabe da tua opinião, o
podcast é seu, deixa eu dar uma versão
diferente das coisas, né?" E aí, ele era
um dos caras que nunca viajou para lugar
nenhum, mas Jericoara, ele foi para
justamente junto com mais uma turma de
uma veterinária que é do animalismo, um
desses fórum animal aí que eu, né? Tô
sempre ligado que eles estão fazendo,
acabar com o jumento, porque o jumento,
coitado, não podia transportar a mala do
turista do estacionamento até o até o
hotel. Coitado. Jo, imagina carregar uma
mala para fazer. Carregou muito mais que
isso, mas beleza, né? O lombo do
Nordeste, né? O lombo, foi, o nordeste
foi construído com jumento. Beleza, não
tem mais serventia, o animalismo não
deixa mais usar. Que que eles fizeram?
Tiraram dos caras e hoje eles estão lá,
tem no no Parque Nacional tem 800
jumentos
>> e não é lugar para jumento. Parque
Nacional,
>> Parque Nacional, Parque Nacional é
proibido por leite animal exógeno a
fauna silvestre. O jumento não é da
fauna silvestre, tá lá. Que estão sendo
devorados por cães selvagens que também
não deviam estar lá. Cães que são
domésticos, mas que virar salvajados e
que estão devorando. Tem uns pedaços de
jumento. Eu vou fazer uma matéria sobre
isso agora. Tô coletando só informações
com as veterinárias locais. O que o
animalismo é isso, não dá solução para
nada. Pegaram, tiraram do cara do dono
que tava cuidando. Acho que sem
perguntar pro jumento
>> que que ele prefere.
>> Eu quer voltar lá. Ele fala: "Pelo amor
de Deus, lá eu tinha hora para comer,
para beber água, para descansar. Aqui eu
tô tô num ambiente selvagem, sendo
selecionados, né, né, de forma selvagem
aqui, né? E então isso isso mostra um
pouco d aonde para onde vai o
animalismo, não dá solução para [ __ ]
nenhuma, entendeu? Eh, e e na verdade
tira muitas vezes um animal de uma
condição que tá melhor para pior.
>> Para onde vão? A pergunta que você f
para onde vai esse animal? Vai, vai
morrer, vai,
>> vai morrer e da pior possível vai ficar
ali no mato ali.
>> Vira um problema sanitário em alguma
situação, né?
>> Nas periferias da cidade, por exemplo,
no lixão. Exatamente. E não é, eu duvido
que quem gosta de cavalo gosta de ver um
animal se alimentando num lixão ou
qualquer pessoa, qualquer bicho, né? Eh,
ou ser humano. Então, assim, a discussão
ela tem que ser muito mais ampla, né? Eu
acho que é é o momento da gente ir
começando a se organizar, a falar mais
sobre isso, porque realmente eh eu acho
que ele foi assim cirúrgico ali na nessa
colocação, né? Eh, se a gente não se
organizar para esse mundo digital atual,
eh, nós não vamos conseguir mostrar eh
como nós somos organizados, né? É, é, eu
duvido que quem gosta de cavalo ou de
mula vai querer um animal sendo
maltratado. É, a gente não aceita isso
mais, né? Em qualquer situação dentro da
minha da minha propriedade, se eu tiver
alguém que eu descubra, né? Então,
assim, que às vezes pode até acontecer,
mas se a gente descobre, tá fora, não é
não é para lidar com o animal, entendeu?
Então assim, até o o emocional de quem
lida com o animal, hoje em dia a gente
tem que tomar cuidado, porque aí tem um
outro problema nisso, né? Muitas vezes
eh você tá contratando pessoas que eh eh
ou tão passando por alguma situação, tão
fazendo uso de drogas e por aí vai. E aí
quando você vê, ele tem um comportamento
que não tem nada a ver com aquilo que
você e acredita, né? Então, até esse
olhar é importante a gente ter porque
acontece como em qualquer, né, qualquer
ambiente, né? Você tem dentro de um
hospital, às vezes tem funcionários que
estão usando medicamentos e tal e vão
ter comportamentos que não são corretos,
né? E aí são os pares, né? Quem tá ali
no meio, que é pegar, ó, isso aqui não é
assim, não pode ser assim e tal. É
questão de se tratar, né? a pessoa tá
tendo algum problema ali que precisa ser
tratado, então vamos tratar, vamos
ajudar aquela pessoa, porque o que ela
tá fazendo tá errado. Então é essa é uma
condição que a sociedade tem que se
organizar porque senão não tem jeito.
Agora ir, né, contra os eventos, contra
é um absurdo.
>> Você pega, você pega hoje numa
cavalgada,
isso é interessante. Quantos quantos tem
que que não estão com a família? Muito
pouco,
>> muito pouco. É um lugar que reúne
família.
>> É. Aí você me fala, você vai maltratar
um animal que a sua filha ou seu filho
ama?
>> Não.
>> Você vai espancar ele. E o custo para
comprar? E o custo para tratar?
>> Tem e é um valor, é um é um ativo,
querendo ou não. É um, é um você rasga o
seu dinheiro, você queima.
>> Então,
>> não faz sentido.
>> Eu não é isso que eu quero chegar. Se
faz um pré-julgamento sem ter
conhecimento. É.
>> Ah, mas os grandes aras tem tem
condições. Tá bom. Vai naquele que só
tem um cavalo, experimenta dar um tapa
num cavalo dele que você vai ver. É mais
fácil ele te botar para fora. Porque
aquele cavalo muitas vezes ele faz parte
da família. Eu tenho algumas pessoas que
quando a gente vai fazer cavalgada, acho
que vocês passam por isso também, que o
cavalo ele vem todo cheio de pompa, vem
com vem com, né, trancinha. Por quê?
Porque a pessoa ela transmite aquele
amor naquele momento para aquele cavalo.
Ele tem que sair bonito, ele tem que
sair arrumado. Quantas os homens ou as
mulheres
>> tem orgulho de
>> tem orgulho. E outra, se você olhar, vai
para uma cavalgada, o cavalo ele vai,
ele vai muito bem trajado, vai muito bem
traiado, tudo. E qual a diferença do ser
humano quando vai para uma festa? Exato.
>> Ele põe a melhor roupa, ele põe melhor
tudo. E aí ele trata o animal da mesma
maneira. Ele tem que sair de lá com com
as traias, né, com as argolas polida,
não sei o que lá. O cavalo tem que tá
bonito, tem que tá escovado. Aquele
cavalo com a clina se passa, se gasta
bright, se gasta fortunas para deixar um
cavalo impecável, bonito. Por quê?
Porque ele vai sair com o seu amigo, com
com aquele companheiro de todos os dias.
Às vezes de cavalgado, tem gente que
cavalga todos os dias. E tem que sair
bonito. Ele não vai sair feio. Porque
muitas pessoas vão olhar um cavalo feio,
uma égua feia, vão falar assim: "Nossa,
aquele cara tá andando um animal feio."
Então ele se preocupa com que vão pensar
daquele amigo dele.
>> É.
>> É diferente daquele que que aquilo que
nós falamos daquele caso, mas foi bem
citado por você, porque um cara bebeu,
você vai pegar e vai tirar a habilitação
de todos. Então você não pode
generalizar. Então isso, ah, você vai
numa exposição e o peão tá lá montando e
põe ele lá na marcha, não sei o que lá.
Tá bom. Deixa eu te falar para você.
Você sabe quanto ele é preparado, como
são tratados dentro das aras. Muitos
deles são tratados melhores do que
muitas pessoas. Muita gente não é
tratado daquela maneira, não é isso?
Quando vocês têm os moares lá de
excelência, como que você tem que
tratar? você trata com a melhor cama,
com a melhor alimentação, com a melhor
ração, com o melhor medicamento, com a
melhor suplementação que você tem. Então
ele vira um atleta para ele estar
naquele momento de 40, 1 hora ou talvez
5 horas numa cavalgada. Ele foi
suplementado, ele foi tratado, ele foi
treinado, se perdeu tempo, se investiu
muito naquilo. Então você não tem esse
negócio de você pegar e colocar qualquer
coisa dentro de de um de uma de um de
[limpando a garganta] algo que vai tirar
ele da zona de conforto e vai colocar
ele num num grau de extrema. vai
musculatura dele de você ter que tirar o
melhor dele. Não, ele já vem sendo
preparado para aquilo. Ele é um atleta,
>> né? Então ninguém vai. Eu disse da
cavogada e disse agora das pega e acaba
extrapolando porque o animalismo
trabalha assim. O animalismo pega um
péssimo exemplo que acontece. Vocês
sabem disso?
>> Sim. Sim. Lógico.
>> Pega esse exemplo, dá nome para esse
exemplo, transforma, dá o nome cavalo
Pocotó e vamos salvar o Pocotó. E o
Pocotó acaba representando todo o
segmento
>> de algo que acontece, cara. Acontece em
todos os segmentos, acontece maus
tratos, acontece natural. E esse que tem
que ser a a tem que agir isoladamente
com aquele indivíduo que realizou
aquilo, não.
>> E o que eu vejo muito é eh
principalmente o que que a gente vê a
pessoas mais simples que usam o cavalo
no seu dia a dia como uma ferramenta de
trabalho que tem menos dinheiro e cavalo
é um bicho caro para manter. É um bicho
mais caro para manter. É veterinária é
cólica, é é o feno, é a ração, é o o
adestramento, é botar o bicho para
andar, precisa de espaço, precisa de
baia, precisa do ferrador. Cara, o bicho
mais caro que tem para manter hoje é o
cavalo, né? Fala assim, os caras falam
assim, ô, o cavalo é caro? Falei caro,
caro. Vocês vão ver quando chegar na
casa de vocês. Aí vocês vão começar a
falar o caro, porque é todo mês é aquela
despesa, entendeu? Cavalo, o cara divide
hoje em 25 parcelas e paga, mas o cavalo
vai ser o resto da vida que você vai.
São 20 anos que você vai ter que pensão
pro resto da vida. pro resto da vida,
papai. Então, eh, mas eu vejo que às
vezes o cara, eu, eles, eles pegam esse
um, um cara coitado que é aquele, às
vezes o cara que trabalha papel, que
trabalha com papelão que não sei o quê,
o cara realmente o cavalo tá mais
judiado, mais magro, mais [ __ ] não
sei o quê. Aí você fala, ó, tá vendo, ó?
É assim que trata. E vocês pagam a conta
desse indivíduo que realmente não tem
condição, um cara simples e e realmente
o cavalo não tá nas melhores condições.
Aí o segmento acaba sendo, né,
extrapolado. E muitas vezes também eu
acho que o segmento acaba, porque se
você olha no ar, os cavalos são muito
bem cuidados em qualquer lugar, não é
que nem cachorro que nem eu falei, não.
O cachorro tem muito canil vagabundo,
que o cara realmente é um criador que
cria bicho essa gaiola, mas o cavalo não
dá para guiar numa gaiola, né? Então,
eh, eh, eu vejo que no segmento do
cavalo, do cavalo é diferente. Os
cavalos são são bem cuidados, mas onde
pega também esporte, tá? Por quê? Ah,
porque tem é o quê? A vaquejada que o
cara vai cavar aí o a cavalo acaba
levando que o negócio é com o boi que é
derrubado, mas a o cavalo que acaba
participando acaba entrando nisso. É o
Então os esportes acabam também sendo
atacados. E quem julga isso? Ministério
Público que é normalmente um juiz numa
primeira instância que nunca viu, é um
cara que vive na cidade o resto da vida,
nunca precisou, nunca viu, nunca teve
contato com cavalo, não entende o que é
um cavalo e tá ali julgando, mas ele tem
a caneta na mão, né?
>> Então, eh, por isso que eu você você
diz: "Ah, as notícia ruim corre". Sim,
mas se a gente começar a inundar
a internet está prestigiando muito. As
pessoas não têm, elas elas procuram
coisas legais para ver. Se vocês
começarem a fornecer material bom, bom,
as nossas playlists aqui, elas são
milhares de visualizações. Quando eu vou
mostrar, tudo bem, só um canal já
consagrado. Mas assim, as pessoas estão
procurando hoje Instagram distribuir
para caramba, fazer vídeos curtos de um
minuto,
>> mas eu
>> e inundar a rede social com isso.
>> Porque eu falei, nós estamos atrasados
perante esse pessoal do mimimi.
>> Então eu eu já venho defendendo isso há
anos. Eu venho falando e venho mostrando
o que tem. Só que hoje, que nem fala,
né, o os cortes são muito perigosos, né?
Esse tempo atrás, eh, antigamente o
pessoal colocava corrente no pé das
mulas para ajudar a alongar a marcha e
realmente funciona. Só que quem não sabe
realmente causa danos ao animais, ao
animal.
Eu eu dou curso de doma e um dia lá eu
tava explicando pessoal, eu não uso mais
a corrente, mas é assim, assim, foram um
vídeo de 5 minutos. Eu falei, ó, a
corrente no pé é apenas para dar o
balanço. Então, mulher vai na academia,
não usa aqueles pezinhos no pé. Uhum.
>> Os lutador não usa para que para dar
mais mobilidade. E no animal não é
diferente. E por que se usa a corrente?
A corrente ela é biarticulada, então ela
se mola, conforme o animal anda, os elos
vão se mexendo e vai. No entanto,
tentaram fazer os pesos fixos, machuca
muito mais com a corrente, mas por ser
uma corrente, quem olha tá agredindo, tá
com corrente no pé, não tá preso porque
vai ficar algemado. Não, mas aquilo é
uma parte do treinamento,
>> leva coisa da escravidão, leva coisa do
É, aí vai para outro.
>> Aí eu fiz esse vídeo de uma mula, um
vídeo de 5 minutos explicando o que que
leva a machucar o animal. Excesso de
tempo com a corrente no pé. Você vai
treinar numa pista de areia, o animal
tem pelo, areia, terra, o barro gruda
lá, aí a corrente acaba esfolando e
criando aquela assadura. Então eu falo,
se você vai usar isso aqui, você lava a
perna do seu cavalo antes, faz o uso de
15 a 35 minutos e tira e lava de novo,
que não pode deixar. Antigamente não
deixava de um dia pro outro, três dias,
o animal começa a arpejar, já perde a
movimentação, de vez lançar pra frente,
ele ergue. Então tudo isso pegaram,
fizeram um corte, eu falando e pegaram
uma mula com o pé sangrando com a
corrente, emendaram no meu vídeo, meu,
mas virou um bom, eu tive que apagar o
vídeo,
>> mas no vídeo eu tava explicando
>> pessoal não usar e se fosse usar o onde
eram os pontos negativos que machucavam.
Cortaram o vídeo falando e isso
viralizou. Então a internet ela dá voz a
todo mundo, né? Você pega,
>> é você, mas aí você tem que usar as
ferramentas que você tem que tem que
usar com inteligência. Tem coisa que
você não adianta abordar. Você vai
abordar aquilo que a mensagem positiva
que você quer que chegue. Coisa muito
polêmica hoje. Não vale Obrigado. Não
vale a pena você
>> sim
>> trabalhar. Tem que tomar muito cuidado
porque ela pode ser realmente
>> distorcida, né? Já aconteceu comigo
também.
Eh, cara, já fui enfiado em cada coisa
que eu falei por como os caras tiveram
coragem. E e o pior assim, você entra
com uma ação contra
>> eh os caras e você perde hoje. Hoje não
adianta intercão, porque essa primeira
instância tá tão tomada por essa turma
do amor venceu.
Essa turma que que o cara tá dando
ensino em casa melhor do que ensino
público e tem um cara que diz que não tá
aprendendo funk. Então o juiz
recentemente essa turma que tá jogando
em primeira instância, tem muita gente
que tá tomada, né, com essa ideologia,
né? Quer dizer, tá e e mas com com eh
com distorção,
>> né? Eh, cultural, inclusive, né? Eh, por
hoje 87% das pessoas vivem na cidade. O
mesmo problema que vocês tm no agro. O
agro brasileiro é o melhor agro do
mundo. Você pode viajar em qualquer país
do mundo. O o cara que tá no agro é um
herói e o cavalo é meio é meio agro,
meio pet, né? O cavalo tá no meio de
duas coisas, né? Porque ele é uma
ferramenta de trabalho, mas ao mesmo
tempo é um animal que você tem para
dentro de casa, vamos dizer, não dentro
de casa que nem um cachorro dentro que
agora o cachorro tá na cama, mas como o
cachorro era, tá no teu quintal aqui eu
tenho, né? Os meus cavalos tá aqui na
minha, no meu quintal dos meus cavalos,
né? Assim como meus cachorros, né? e ele
tá no meio desses dois mundos. E hoje as
pessoas perderam completamente o contato
e a noção do que é o campo, do que é a o
o a grande parte das provas foram
tiradas do campo, né? O laço, a
vaquejada, é porque o cara tá usando lá
no campo, no dia a dia. E aí os caras
que eram melhores é o cara que hoje tá
competindo lá. Mas é é o uso do campo,
né?
>> Sim. Eu, e é muito legal a gente falar
também, não foi nós, essa geração de
agora, que criou o cavalo pro esporte ou
que criou o cavalo pro transporte ou pro
Isso é dos nossos ancestrais, sei lá de
quantos anos atrás. É,
>> então é essa cultura que nem da
vaquejada é uma cultura deles, ó. Você
pega o pessoal que vai para Aparecida
outro dia, o cara fala: "Ah, por que que
você não vai a pé para Aparecida?" Mas
meu avô ia montado, então a gente pegou
essa essa cultura e tem o prazer de ir.
A gente cuida do animal para ele fazer
essa viagem.
>> Não é o cara que não vai Aparecida, que
nem religioso é, entendeu? Mas não é o
cara que vai Aparecida, é o cara que
perdeu a religião, perdeu a família e
não tem nada, nenhum laço com nada e
perdeu o conhecimento e tá julgando cono
e
>> é porque você vai para manter a tradição
também, né? Não é só chegar lá em
Aparecida, é o caminho, é o é o é são as
pessoas que estão junto com você, é o
convívio, né? E
>> é um convívio super bacana
>> e fazer a função do cavalo e do moar,
né?
>> É
>> porque que nem quantos quantos é animais
f tem registrado? Vamos pegar só uma
associação.
>> 87 mais de 807.000
>> 807.000 só no Manga Larga Marchador.
>> Quase 1 milhão de cavalos, cara.
>> É. Aí vamos lá.
>> Registrados, né? Que não tem registro.
>> Caval. Esse cavalo a partir de hoje não
pode mais montar. O que que vai
acontecer com ele?
>> Solta pra rua.
Não tem função. Então função do cavalo
para você andar. É o que tá acontecendo
com com os jumentos que você tá falando.
>> Vai fazer o que? Imagina que vai virar
isso
>> e tá cada vez pior, né? Principalmente
pro agro. Vou contar o que aconteceu lá
em casa tempo atrás. Meu pai quase
enfartou lá.
Recebemos uma denúncia eh de degradação
do solo.
Aí foi lá, multaram
porque os animais estavam bebendo água
num córogo de água.
>> É.
Meus animais não podem passar lá, não
pode pisar que degrada do solo. Aí eu
falei, mas o animal não tá aqui primeiro
que nós ele não tem que ter acesso à
água. Tem, mas aqui não pode passar.
Lá tem um corredor onde os animais
tinham acesso à água e depois tinha umas
pedras que ele passava por trás e ia pro
outro pasto. Eu tive que isolar essa
parte, não pode dar água pr os animais
lá que é da natureza. Eu falei, beleza,
então eu vou tirar a água, eu tenho que
pôr num coxo, que é muito melhor ele
tomar na natureza a hora que ele quer ou
tenho que pôr no coxo. Não, tem que pôr
no coxo. Só que daí você tem que ter
outorga para você poder tirar a água do
rieirão para pôr água paraos seus
animais. Então, cara, tá tá fechando o
cerco de um jeito que são umas leis que
eu acho que tinha que ser revisada, que
tinha que ser revista por alguém que tem
um conhecimento do campo. Como que eu
falo para você, viu? Não pode beber água
no rio,
>> não tem condo campo e de natureza.
Porque hoje cada vez mais a gente vê
inclusive os órgãos ambientais
>> julgando as coisas sobre o ponto de
vista emocional e não técnico
científico, tá? Emocional. Isso é muito
perigoso, né?
>> É, tu tem que ter [limpando a garganta]
uma balança, né? Eu pera aí. Não pode,
não pode. Mas como que eu eu não vou dar
acesso à água pro meu cavalo? Seu cavalo
tá no pasto ou onde passa uma água por
dentro? Não pode. Eu tive que isolar,
tive que plantar. Sei se foi 38, 48
árvores no lugar e o animal não pode
mais passar lá. Aí eu tenho que tirar
água e pôr no coxo. Um absurdo, né? Um
absurdo o animal.
>> Mas o javali deixa que ele, ele pode
beber aquela água. O javali pode beber
aquela água.
>> Deixa o javali lá porque o javali também
não podia caçar. Não pode caçar porque
Saturna também que é contra isso é
abolicionista também não pode matar o
javali. É leva pra casa. [risadas]
>> Você tá com dó de javali? Adote um
javali.
>> Leva pra sua casa um javali.
>> Deixa eu aproveitar dois minutinhos, né?
fala do nosso parceiro da Caspersk que
com apenas R3,90. É isso.
>> R3,95.
>> É uma vergonha, cara. Um ano de proteção
para você quando a quando a Claro e a
Vivo ficam ligando para você que eles
querem vender os teus planos, aspas que
VPN protege você. Não entram esses
caras. Cinco dispositivos onde você pode
colocar um antivírus. Você pode entrar
lá na Wi-Fi, né? Você gosta de um
Wi-Fizinho gratuito, tem um cara lá
esperando você para poder roubar os teus
dados, porque toda a nossa vida tá aqui
dentro do celular. Tudo que você faz no
banco tá aqui. Aí você entra e esses
caras são especializados justamente
nisso. Ficam só nessas áreas públicas
onde o Wi-Fi é gratuito só para entrar
na sua vida. Caspersk é um antivírus que
protege, não deixa esses caras entrar.
Cinco dispositivos móveis, R$ 43,90,
um ano
>> e ganha um de 1 GB da internet. Pô, já
pagou a conta. Tá aqui o Qcode. Não dá
bobeira porque você vai se arrepender e
faz, aliás, depois eu quero também dar
esses caras. Tem tudo a ver com Defense
prova. Vou depois dar um presente para
cada um aqui. Eh, agradecer a Basic
também que tá com a gente, sempre me
vestindo, né? Você vi que minhas roupas
não tem marca nenhuma. Eu gosto de
conforto. Eu ainda tenho que pagar mais
caro para usar a marca do cara. Meu, que
absurdo. Então, pague menos, use a mesma
qualidade com uma roupa que não tem
marca. É a você que faz a sua marca, tá?
Então, Basic também nosso parceirão,
assim como o nosso parceiro aqui da PAL,
nosso energético predileto, predileto da
nas aventuras. Inclusive, vai ter África
esse ano e vai ter Pantanal, se quiser
viajar comigo também. E são o nosso
parceiro Pixau. É o nosso parceiro das
nossas aventuras.
Palu, pega aqui no meu energético. Tá.
Pensou que eu ia falar outra coisa, né,
Marcelão?
[risadas] Rapaz,
parece que eu ia falar outra coisa. Eh,
bom, voltando à carga,
você diz os velhos não tá. E agora os
novos, né, essas gerações mais novas
estão já cientes vocês enquanto, né, na
dentro da associação de vocês, que é que
vocês estão fazendo? Eu vou falar porque
tô não tô me vendendo não, mas eu fiz a
parceria, eu vou lá de graça, vou lá
fazer uma matéria com vocês. Mas o que
que a Campolina fez com a gente? Pegou,
a gente fez uma série, acho que 12
programas, alguma coisa assim, mostrando
a questão, mostrando a família,
mostrando, né? Eles falam, eles vendem a
ideia do cavalo da família, então
mostrando os passeios em que reúne a
família toda, mostrando todo essa esse
cuidado, esse amor, né? É um hoje nós
temos 10.000 caras hoje dentro da
internet fazendo conteúdo, mostrando o
que que vocês enquanto associação, como
é que vocês estão divulgando isso? Vocês
têm um plano? Vocês do marchador, vocês
da da dos moales, das mulas, como é que
estão trabalhando essa questão?
Incentivam isso? Eh,
>> sim. Eh, eu e meu pai tá trabalhando há
muitos anos isso, mostrando o caminho
certo. Eh, que nem o Danilson falou
antigamente da a respeito da doma, doma.
Então, a gente já
>> praticou a doma bruta. Eu vim pra doma e
eu mesclei, peguei um pouco do caipira e
um pouco da doma racional e fui pros No
Moares. Eu mostro isso aí diariamente no
meu Instagram, é como fazer, não precisa
machucar. Hoje a gente aprendeu a lidar
melhor. Os moares eles é um pouco mais
difícil de mexer do que os equinos.
>> Ele é mais difícil.
>> É mais difícil porque ele tem muita
força, muita resistência e é muito
inteligente. E qual que é o maior
problema do muito inteligente? Tanto vai
pro caminho certo quanto pro caminho
errado. E parece que pro caminho errado
tem mais facilidade de malandro.
>> Ele é malandro. Quer dizer,
>> e qual que é o a questão dos moares aí
que eu falei logo no começo, eles já vem
com o filme queimado? Porque antigamente
nas fazendas eles pegavam as piores égas
para cruzar com o jumento para virar uma
mula de carroça, uma mula para puxar
lenha. Então a gente tá quebrando essa
história que foi deixada, tá deixando a
para trás, tá mostrando o que vem de bom
no melhor e tá ensinando também o
pessoal que gosta de mexer com mula,
qual é a diferença. Então aqui duas
raças diferente, equinos e equinos,
porém um manga larga marchador é um
campolina fechado. Então no aras dele é
muito difícil se ir lá e ter um paulista
ou ter um campolino. E mesma coisa com
ele que ele é criador de campino.
>> Isso quero falar disso depois. Eles não
colocam outra raça. E os moares, que são
raças distintas, né? É produzido em cima
de um azenino com ecuíno. Porém vem um
jumento espanhol, vem um jumento pego,
um jumento nacional, em cima de uma égua
campina, manga larga, angloárrabe, quem
milha,
>> mano. Estão colocando em cima de persa
agora que tá saindo uns troços
maravilha, umas máquinas. Eu tô para
comprar um agora, tô namorando. Ó,
>> então
>> cacau. E o cacau
>> aí? Aí o conhecimento tem que ser muito
grande. Você tem que ter umas 10 cartas
na manga pr você conseguir ver a
diferença.
>> É, [limpando a garganta]
>> não é que o Equino não é fácil, mas que
nem eles tm uma receita na domaor
a
>> em cima da genética é mais fechado, que
é difícil sair um fora da curva louco
lando
>> o leque de vocês é muito grande.
>> É. Agora os moares ele é uma raça muito
aberta, né? Muito aberta. pro pessoal
entender, você tem diversas raças de
jumento que podem servir, como você tem
diversas raças equínas que podem servir
como uma como uma com uma receptora,
enfim, com a com a
>> a égua. Então você tem uma combinação,
>> é, você tá juntando ali instintos
diferentes de animal, né?
>> É.
E na eh você chamou atenção disso, eu
acho interessante porque o Campolina já
tem um um bom tempo, isso, mas na última
nacional isso veio até mais forte e
claro, por causa do movimento das mulas,
né? Eh, a gente tem um selo que é o selo
juca, que é quando o jumento pega, cobre
>> a égua campina,
>> então, né? O ju de jumento e c de
campina, né? Isso eh é claro que não tem
nada a ver com o Ministério da
Agricultura, é um selo interno, né, da
associação, mas a gente tem isso e tem
grandes criadores de Campolina que
adoram mula muito tempo, assim, eh, né,
um cruzamento sempre foi feito, mas que
hoje tá em evidência, né? Então, uma
mula bonita, eu acho que muita gente
para para admirar, né? Porque realmente,
>> mas hoje em dia, eu acho que foi uma
construção que esses caras fez, porque
era o era o era o trabalho
>> do peão, era o animal do peão, né? Mas
é, é porque hoje se cruza os melhores
cavalos com os melhores jumentos,
>> que é diferente do dele, porque você
sabe que a dele, a raiz dele era do só
dos bambá, não é isso? O Campolina era o
cavalo, quem tinha Campolina era o
cavalo do coronel. É, era o top, né? Mas
essa estrutura dos moares, ela vem
abrangendo quase todas as raças, porque
lá atrás o avô, o bisavô que já mexia
com isso, eles faziam isso, tipo, a pior
égua, põe no jumento,
>> que viu, não vai dar uma marcha, mas vai
dar uma tração muito forte, que é mais
forte que o cavalo para puxar uma
carroça, para puxar uma lenha. Eh, então
o o transporte antigamente era feito na
maioria das vezes no longo de mula do
mais muito mais do que toda mula marcha.
Não, não da égua gela da égua e do
jumento. Tem eh tem jumento que
transmite demais a o andamento, tem
jumento que transmite a má índole, né?
Então também tá acontecendo isso. Deus
falou, tu já tá tirando esses animais
que são ruins. Agora o os moares tá um
pouco mais difícil de chegar no patamar.
Até todo mundo não gosta que fale isso.
Da associação do Mangarga, do Campolino,
do quarto de Milha, por é muita raça
envolvida. É,
>> então não tem uma associação dos Moares,
tem associação do jumento pegação,
Diego, de quantos, qual que é o plantel
hoje?
>> Não, não consegue fazer o controle que
nem vocês conseguem porque é catalogado.
O qu de milha hoje acho que 99% dele é
documentado.
>> O Manga Larga ainda não tá nesse
patamar, senão já tinha passado.
>> O Campolino também não. Então os Moares
também não. Então tem uma associação que
registra os Moares, porém a árvore
genológica é muito aberta. Quando o cara
compra hoje ou um um marchador ou um
Campolina,
eh, o cara que o citiante, ele tá, ele
quer o documento ou não?
>> Essa é um ponto importante assim, né?
Eh, a maioria não,
porque eles vêm a a vezes como ter um
custo a mais, né? Eh, e ele é um muitas
vezes e e não é uma raça, mas né, um
cruzamento que é muito feito. É, é o
marchador com o Campolina,
>> né, que é o conhecido mangolino, né?
>> Ah, mangolino. Tá.
>> Eh, então isso existe, sempre existiu,
né? Então, eh eh quando você leva
somente custo, né? eh, pro usuário, ele
não quer aquilo. A campina fez um
ainda tá e em andamento isso. Eh, a
gente não cobra para fazer a
transferência dos animais, porque ele
comentou um um uma situação que é
importante, né? A as
associações hoje elas são um cartório,
né? Então é importante na hora que você
compra você ter um documento da compra,
né? Hoje os animais são chipados, eh,
você sabe qual é a filiação, eh, até
para você emitir um documento, né, um
GTA, por exemplo, você tem isso. Aqui em
São Paulo, a gente tem um sistema que é
todo digital. Então, você consegue fazer
isso de forma simples. A partir do
momento que você tem aquele documento,
aquele animal é seu. Se eh alguém perder
robô, o cara passa o chip ali, ele o
documento tá no seu nome, né? E isso
qualquer veterinário consegue ler esse
esse chip, né? Eh,
mas durante muito tempo, acho que até os
leilões que não são eh eh feitos pelas
associações associações, eles não fazem
com que o comprador eh pegue o
documento. Então, a gente tá fazendo
esse trabalho, é um trabalho difícil,
mas o mercado de você não ter o
documento é grande. É muito grande.
>> Grande. É interessante. Eu tinha outra
visão, porque o nosso, todos querem
documento, a grande maioria querem
documento dos dos animais, porque
acho que criou uma a uma estigma que o
registro vale bastante, a genealogia
vale bastante. Então, eh é interessante
ouvir esse comentário seu, porque nós
estamos diferentes.
>> Hoje a grande maioria querem o
documento. É, a gente fez esse papel
para poder resgatar isso, porque maioria
quando nós abrimos o livro, nós fizemos
o livro aberto,
>> cara, nós tivemos uma adesão maluca,
maluca, de pessoas, acho que chegou ir
lá em Bragança, no livro aberto,
>> de pessoas querendo colocar o documento
num animal sem registro,
>> que ele tinha as características do
Mangalaga Machador, ele tinha o
andamento do Mangalaga Marchador, mas
não tinha registro. Tanto que tá para
para encerrar, né, o taque e tudo, a
questão do [limpando a garganta] livro
aberto. E tem gente que tá maluca ainda
querendo colocar mais animais para
poder acertar, né? Só que não vai abrir,
só vai só vai abrir realmente para
aqueles que já estão escrito, não vai
abrir para novamente para todos que
queiram. Um valor alto, era alto, se eu
não me engano, era se
[limpando a garganta] passasse era 4 ou
5.000 para o garanhão e dois 3.000.
Cara, tem que tá muito certo de querer.
>> E cara, nós tínhamos fila. Da última vez
que nós fizemos em Bragança, deu acho
que 70 animais, 80 animais para
registro. Em Jundiaí deu a mesma coisa.
Eh, num dia lá quase que não deu para
para analisar tudo. Então, ia os
técnicos que analisavam. Então, eh, essa
essa parte eh é interessante porque são
duas vertentes. E eu até acho que esse é
um movimento que foi sucesso dentro do
marchador, né, do Manga Larga, eh, que
eles conseguiram trazer as pessoas que,
eh, tinha um animal, que achava que
tinha, né, benefício de se colocar o o
registro e fizeram esse modelo de
trazer, né, o usuário para dentro da
raça. Então é isso aí. Esse é um
movimento Campolina totalmente contra.
Eh, nunca abriu o livro, né? Lá atrás
era livro aberto, depois que fechou não
tem livro aberto. Eh, que é um pouco
diferente do TCE, né?
É quando o próprio ministério acha que
precisa fazer algo para se colocar uma
ordem ali no que dentro do TAC nós
tínhamos essa parte do livro aberto,
então tinha que acertar para fechar o
Tso.
>> Isso. Porque e em algum momento a
sociedade cresceu tanto que se perdeu
nisso, né? O Campulina, como ficou menor
nisso daí, nunca abriu o livro e não
teve essa demanda. Então, quem vai
comprar, se tem registro, é um animal
mais caro. Ah, não, mas eu quero ter o
campina. Ah, você não vende seu
registro. Então, existe esse mercado.
Todo dia me ligam, ó, me vendo. Não, eu
não vendo sem o registro, mas aí sou eu
como criador, entendeu? Nem que eu dê o
registro pra pessoa, mas eu dou, faço
questão de de passar com o registro. Mas
existe esse mercado forte ainda.
>> É, não. Sim. É que eu falo que há duas
vertentes no meio do cavalo é legal. Por
isso que por isso que é legal você criar
esse bate-papo aqui. É bacana porque nós
estamos falando do do Equino e do Muar.
>> Três realidades diferentes,
>> totalmente diferentes, né? Que nós
conseguimos apresentar e colocar numa
mesa para um bate-papo, um debate. Eu
acho que isso que é o mais interessante
do cavalo. Quantas rodas de bate-papo
nós temos em botecos, às vezes numa
esquina, às vezes eh numa mesa? nós
temos sobre o cavalo. Eh, aqui ninguém
falou qual que é o melhor, qual que é o
pior, mas falamos do que é o cavalo.
>> E no final vocês vem assim que eh talvez
é a oportunidade que a gente tem de vir
num programa
visibilidade, né? E a gente falar sobre
o que a gente faz no nosso dia a dia,
né? Que é o é o jeito de você chegar
nesse público, né? É, hoje em dia acho
que tem muitos criadores que são, né, a
gente brinca até criador de Instagram,
né? Então assim, eles eh deixam de, por
exemplo, adquirir, eu assim, a a o maior
conhecimento que existe é o conhecimento
popular. Eh, você sentar de um lado
igual o pai dele, ficar ali um final de
semana inteiro escutando o que ele tem
para falar. [ __ ] não tem preço isso.
Eh, é a cultura popular brasileira, né?
A gente valorizar o que é nosso. A gente
fica consumindo o que é do americano, do
não sei o quê. Agora a gente consome dos
chineses também e tal, mas cara, e a
nossa cultura, cara, isso faz parte da
nossa essência. Então, eu acho que a
gente precisa valorizar isso, né? Eh, e
cada região tem a sua forma de fazer
isso, né? Agora, quando você começa a
colocar, né, que o próprio Ministério
Público
tá vindo contra isso de uma maneira
forte, né, tem que ter um movimento
organizado porque fica muito difícil,
né? E eu acho que vocês eh eu eu vi isso
acontecer no no nos cães, não achei que
ia chegar nos cavalos, mas vai chegar e
vai chegar no boi. É assim, o animalismo
trabalha assim, tá? Ele começou com
cachorro e gato e ele vai evoluir, tá,
senhores? Vai evoluir. Vocês podem
escrever.
>> Imagina você não poder matar o boi para
comer.
>> Você vai, mas vai evoluir. Não, mas tem
pessoas que não gosta de comer carne. Aí
ela
>> vai evoluir. Não, e a menor melhor parte
das pessoas. Só que infelizmente as
pessoas que comem carne estão aderindo
isso também sem pensar que elas comem
carne. É que nem um cara que gosta de
cachorro e tá aderindo esse adote, mas
não compre. Se não tiver o criador daqui
a 15 anos não tem mais cachorro porque o
adotado vem castrado. E tem que castrar
mesmo o adotado. Por quê? Porque é um
cachorro que não tem raça definida. você
tem que manter as bolas do cachorro que
tem tem uma genética. Esse sim, não
precisa reproduzir, mas precisa manter
essa genética. Enfim, é uma confusão de
amor e de espiritualidade e de
transcendede. Que as pessoas misturam
muito, mas é o que tem que tomar
cuidado. Eu queria colocar uma pedrinha
no sapato também por uma coisa que é
muito importante, que eu sofri na minha
pele aqui e então foi um caso,
foi bom que aconteceu aqui porque teve
repercussão e então eu eu comprei uma
mula, um burro maravilhoso
e eu comprei de um amigo e não fiz. Como
o cara é vizinho aqui, eu falei: "Tá,
traz, traz o burro para cá". É meu
vizinho. GTA?
Não, não fiz não foi GTA. Foi não, fiz
fiz GTA e não fiz o exame.
>> Resolvi fazer de todos os meus cavalos.
Entrou o veterinário novo aqui. Ele
falou: "Vamos fazer exame de todo
saúde". Deu, apontou anemia esse burro,
>> carambou anemia. Apontou anemia.
>> Isolei ele e como fui eu que né?
Procurei, mas ele é é é é obrigatório,
né? O laboratório se aponta anemia, ele
tem que ir, né? Então
>> é que testar, né? Então viajar queriam
já vir aqui sacrificar. Aí eu falei:
"Não, meu direito de reteste." Então
vocês aí veio
>> qualquer órgão de secretaria do É,
enfim, tem um nome eda, né?
>> Ueda
>> o pessoal da Ueda bloqueou seis meses
minha propriedade, vieram até aqui, eh,
e colheram eles mesmos de todos os meus.
Aí eu já tava com o cu na mão, né?
Imagina todo meu plantou meus cavalos
aqui e do também do burro. E levaram
para lá.
Deu negativo em todos,
>> inclusive no
>> inclusive no burro. Deu negativo no
burro.
>> Muito falso, positivo.
>> Eu podia
Eu podia ter deixado quieto.
Desimpediram minha propriedade.
[limpando a garganta]
Eu por conta própria, na dúvida, falei:
"Quero retestar de novo". Eu em outro
laboratório. Terceiro,
deu positivo, burro de novo.
>> P
vieram aqui, sacrificaram mal. Eu eu
esse negócio da
>> tá, então assim é algo para se pensar e
se discutir.
>> O mormo tinha muito falso positivo,
muito essa sua história aí ela é contada
por várias pessoas,
>> mormo, mormo, vários animais. tem um
teste positivo, vem faz um segundo e não
é, mas eles eles no primeiro positivo
eles já eles já têm a autonomia de
>> sa
>> sacrificar.
>> Eles já tem autonomia de sacrificar. Eu
pedi um reteste, deu um negativo e se eu
fosse pelo teste que foi feito pela
Ieda, pelo edad, enfim, eh, eu não teria
que sacrificar. Eu podia até ter ficado
quieto, falar: "Vou deixar quieto". Mas
como assim? É uma coisa que me preocupa.
Eu eu nem sei exatamente se ele teria
condições nessa região. Acho que nem tem
contaminação entre eles.
Nem tem essa.
>> Eu não tenho o estudo para isso, mas até
onde a gente sabe existe vários animais
aí em fazendas grandes que tem anemia e
vive o resto da vida.
>> Vive o resto da vida.
>> E tipo, eu acho uma maior judiação do
mundo ter que matar um bicho que tá
salvado para mim um bicho maravilhoso,
dócil,
>> porque se não transmite por mosquito,
maioria é agulha que faz a a
transferência. O animal ele consegue
viver no ambiente dele ali, você ter que
sacrificar um bicho.
>> Nessa região não tem um mosquito, tem um
determinado mosca aqui, acho que pique,
que é que transmite que poderia
carregar. E não tem nessa nossa região,
que o caso seria é realmente já sabendo,
eu poderia isolar e o veterinário sabe
que não tem que tem que usar uma agulha,
aliás, entre nós, tem que usar
descartável de qualquer jeito. [risadas]
>> Não, independente disso aí, tem que usar
descartável.
>> Isso já é
>> já é, né, prática. E então assim, mas eu
gostaria de acender porque assim como o
meu deu um falso negativo,
poder pode dar um falso positivo. Muitos
animais podem ter sido sacrificados,
muitos
>> com recomendação do EA sem ter tem ter
tem tem que ter sido sacrificado. Então
acho que a gente merece uma atençãozinha
especial.
>> Hoje hoje nós não estamos mais nós nós
estamos livres do do mormo, né? É,
>> nós não estamos nem tendo que ter mais o
exame. Mas quantos animais morreram por
causa de de testes que foi dado moro
positivo de mormo e não tinha?
>> Muitos morreram.
>> Eu vejo muita, eu tenho um veterinário
aqui que tem uma uma clínica bastante
grande aqui na no caminho para Sorocaba
aqui. Eu esqueci, eu levo lá sempre meus
meus cavalos lá quando tem problema.
Muito boa clínica, é um hospital mesmo
para veterinar para para cavalo. E ele
ele assim é feroz nessa discussão do
Morum. Ele fala: "Você não sabe o que se
esconde atrás disso".
>> É. Isso é uma uma grande injustiça, uma
coisa assim, eh, não, se eu não me
engano, posso falhar, Mato Grosso
Pantanal tem muitos animais lá que são
infectados lá de de mormo e de anim.
Não, então o cavalo pantaneiro, a raça
pantaneira é a grande pantan.
>> Ele já criou até anticorpos defensivo
dele mesmo para e se mantém vivo, cara.
Saudável aí você vai lá e mata todos
esses bichos aí. para mim
>> tem muito ainda ser discutido. Eu eu eu
eu queria eh não sei se vocês têm alguma
consideração especial ainda para fazer
este momento. Eu eu queria para mim foi
um orgulho ter trazido
três associações diferentes, três
representantes de associações diferentes
aqui. Eh, e eu vou dizer para vocês que
é muito mais fácil trabalhar com cavalo
do que com cachorro, porque eu não
consigo trazer três associações de
cachorro [risadas] aqui.
Não senta na mesma mesa, vão se matar,
um fala mal do outro. E eu e aí eu digo
e eu tanto que eu tô tratando, eu tive
hoje de manhã uma da associação que eu
que eu entrevistei que eu, né, que
trouxe um podcast e vou ter outra hoje à
tarde, inclusive tive o cuidado de
marcar horários bem distintos,
>> mas
>> para nem se encontrarem, entendeu? O que
é uma pena pra criação.
>> Sim. É falta de união. E o poder do
cavalo é esse. É a gente gostar de tá no
ambiente, todo mundo que tem o mesmo
pensamento, unir a família.
>> Caval o cachorro.
foi o primeiro animal a ser domesticado,
né, o lobo, né? E desde o começo ele foi
comprado porque era uma troca. Eu te dou
comida, se me dá segurança. O cavalo
não.
>> A história do cavalo, o cavalo levou o
homem mais longe.
>> Sim.
>> O cavalo transportou o homem conquistar
territórios. Ele ele a gente atravessou
continentes montados num cavalo. A
história do cavalo é uma história muito
bonita, muito pouco contada e e que as
pessoas que não eh não, como é um animal
grande, nem todo mundo tem acesso,
cachorro todo tem acesso, né? Eh eh as
pessoas não compreendem o cavalo. Cavalo
é um ser inigualável, cara, né? E ele
faz isso, ele une as pessoas mesmo de
associações, cada um. Claro, você vai
dizer, eu prefiro a mulaí, vou ser o
Campolina, vou ser o marchador, não
importa, mas ele une as pessoas. Eu vou
entrevistar agora esse cara que para mim
foi aquele car é um é um brasileiro que
cruzou dos Estados Unidos. Ele vai vir
aqui daqui duas semanas, ele vai estar
no Brasil, vai vir aqui, esqueci o nome
dele, mas ele atravessou os Estados
Unidos até,
>> você lembra o nome do cara? Vai pegar o
nome dele? Eh, até aqui o Brasil. Ele é
brasileiro, fala inglês perfeitamente,
acho que mora agora nos Estados Unidos.
E ele atravessou, ele diz assim:
>> "Felipe Mazerate".
>> É Felipe
>> Mazerati.
>> Maerati é isso. Maete, acho que o
cavaleiro dessa e esse cara ele conta a
história dele é de arrepiar, mano.
Como cada casa que ele chegava, ele
falou: "Não importa se você é um galer
ficam até emocionado, porque a gente que
ganha uma cavala é [ __ ] Se você é um
gaúcho ou se ou você é um um tropeiro,
ou você é o que importa". Mas a o cavalo
ele une as pessoas, cara. Abre muitas
portas.
>> Massete, né?
>> Felipe
>> Felipe macete. É isso mesmo. O cavalo
une pessoas e une gerações. E não existe
um animal que tem esse poder.
>> É, nós tem que lutar para isso não
acabar, né? Porque faz quantos milhares
de anos que esse negócio vem vindo
>> agora? Tá indo pro lado ruim devido a
essas pessoas que que só criticam, né?
mas não tem o conhecimento, não, não
sabe até onde é uma agressão e até onde
é um passeio, é um trabalho. Então tá
polarizando, né? Tudo é errado, tudo não
pode, tudo você tá judiando, mas não tá
vendo a história atrás da daquilo para
táar com o cavalo ali, o que aconteceu
para chegar. Tua tralha chega perto do
teu cavalo. Teu cavalo sabe que vai
passear. Que nem o cachorro. O cachorro
sabe que vai passear. Ele já entra no
que ele gosta dessa dessa atividade, ele
gosta dessa troca,
>> né? Se não gostasse, ele tinha jogar o
cavalo pro cavalo. Joga o cavaleiro
fora, cara. Se não tivesse essa, é
assim, eu
>> ele tem total poder tirar de poder para
te tirar de cima. A força dele é muito
superior ao do homem. E o o próprio ser
humano ali que tá mexendo com o cavalo,
se ele não ali, ele desiste rápido.
Então, na na tanto no marchador quanto
tenho certeza do que eu tô falando. Não
são pessoas que duram muito tempo com o
cavalo. Aqueles que não, aquele que
judia, aquele que não é a favor do amor
do cavalo, que conecta com o cavalo, ele
não consegue ficar muito tempo. Além de
dar gasto, dar trabalho, é a criança.
Ele vai comer o que você vai dar. Você
leva ele para passear, você passeia com
ele junto. Se ele desviar de alguma
coisa, você tem que tá atento, você tem
que guiar nele. Ó, calma, é aqui, é ali.
Transportar no caminhão, fazer um exame
de anemia para você levar numa prova,
num passeio, numa cavalgada, até no
trabalho dentro do seu sítio. Então, se
ele não tiver conexão com o cavalo, ele
não fica tanto tempo cavalo, ele
abandona, compra um quadriciclo e vai
tocar o barco ali.
>> Mas se ele não for do meio do cavalo,
ele não fica. Já cansei de ver pessoas
de poder adquisitivo muito grande entrar
com a potência danada, passar dois anos,
cadê o cara?
>> Sai,
>> abandonou.
>> É
>> porque eu é trabalho 24 horas, não tem
sol, não tem chuva, não tem feriado,
>> você tá doente, tá, mas tem que comer,
você vai lá, se você não for, você liga
para alguém tratar. Então eu acho que
quem é contra isso tem que ver esse
outro lado nosso que a gente move
montanha. Muita gente deixa de comer
para tratar do cavalo. Eu cansei de em
prova de margem com meu pai. Aí meu pai
falava, acordava cedo, vamos tomar café,
vai ver as mulas, ou vamos almoçar, não
vai lá ver. Ou tá sol, vai lavar.
[limpando a garganta] Então é é bem
maior do que eles conseguem enxergar em
cima do cavalo. Ah, tá em cima do carro,
tá judiando. Não, o cara antigamente
não tinha manta apropriada, hoje tem
manta de neoprênico, cheia. Hoje a
tralha é maravilhosa. O negócio evoluiu
muito e [limpando a garganta] o pessoal
tá com com essa mente poluída lá do
passado que antigamente não era nem que
judiava, era o que o cara tinha.
>> É,
>> o carro dele era o cavalo, a carroça, o
transporte dele, então ele usava aquilo
lá. Porém, hoje acredito eu que já 90%
já mudou essa cabeça. Então hoje o cara
quer a melhor manta, ele quer a melhor
cela, ele quer a barrigueira que não
machuca o animal, que não aperta demais.
Ele procura um ferreiro especialista eh
na ferragem que hoje virou que nem um
médico, né?
>> Cada médico tem sua especialidade. Então
hoje você chama um ferreiro, é difícil o
ferreiro de cavalo querer ferrar burro.
>> É,
>> você pega o cara que ferra o quarto de
milha, ele não ferra o marchador.
>> É, exatamente.
>> São poucos. São, é lógico que
>> é porque tem tudo a ver com a andadura
do própria ferradura. O ferrejamento tem
o andamento, você pode alterar o
andamento,
>> ele pode tanto ajudar quanto atrapalhar.
>> É,
>> então, eh, hoje em dia evoluiu demais,
então, quem nos critica, procure
>> por se informar,
>> entender mais, sim, vai, vai se
informar. E que nem tava falando que
hoje tá todo mundo indo assim, até mesmo
quem tem o cachorro tá criticando o
cachorro, quem tem o cavalo tá
criticando. Acho que é meio que o efeito
manada, né? O cara ele não tem o
discernimento,
ele acho que tem pouco conhecimento.
Então eu começo a falar mal do Mangalar
Marchador, você não tem a cabeça boa,
você vai junto e a gente começa a
criticar. Então muita gente tá
criticando. Ele até gostava, porém ele
não tem a opinião formada. Ele vai pra
opinião daquele que aparece primeiro.
>> É o que aparece primeiro e que parece
mais mais amor que, né? O cara mais do
amor é do venceu. É tudo
>> para falar mal é fácil, né? Você senta
do lado de alguém, começa a criticar e,
ó, vai dando corda, né? Vai botando
lenha na fogueira, o negócio vem
aflorando, né? E às vezes é tudo num
desvio de raciocínio que não tem nexo,
né? Então, quando você junta pessoas
diferentes e conversa amplamente, por
isso que assim, infelizmente as decisões
em sociedade deveriam ser assim sempre,
né? se colocar paraa sociedade, escutar
todos os lados e depois se tomar uma
>> diferentes pontos de vista para que a
gente possa discutir o
>> Isso. Eu acho que assim, as pessoas de
bom senso sempre agem assim, né? Mas
não, hoje você vem com uma força às
vezes, né, como de Ministério Público,
tal, e bloqueia aquilo lá para daí você
sim criar um movimento de provar que
não, o que você faz tá certo. Então você
tem que provar que aquilo é o correto ou
tá dentro do do contexto do, né,
bem-estar eh animal, tal. Então, é viver
a nossa sociedade atual, né? Ela é
assim, tá se transformando nisso, né,
infelizmente, né?
você comentou aí eh que se a gente teria
alguma coisa para colocar. Eu eu queria
assim, porque eh
nós somos nós estamos num momento pós
pandemia que a gente não pode deixar
isso de lado. Eh, eu acho que nunca a
gente passou por uma situação dessa,
onde as pessoas se trancaram dentro de
casa, foram proibidas de se cumprimentar
e de se relacionar, por mais que a gente
tenha esse lado digital aí forte, né?
Eh, o ser humano depende do ser humano,
né? Eu eu quero estar do lado de alguém
e eu acho assim, não existe outro animal
ou não existe outro meio que agregue
mais paraa doença social que está aí,
né? As pessoas estão adoecidas,
depressão, eh, várias, né? Não vou
entrar em detalhe, mas a sociedade tá
cada vez mais doente, buscando
alternativas às vezes que são
superficiais.
E eu acho que o cavalo tem um poder de o
cavalo moar nesse meio rural nosso tem
um poder de tratar a sociedade que a
buscar como solução para isso, sabe?
Porque essa relação nossa com a
natureza, não é só o cavalo em si ou só
o moar em si, mas você está na natureza,
você eh ter o convívio com outros que
pensam igual ou agem igual, estão a fim
de preservar a natureza e outra, tomar
um sol, conviver com pássaros, fauna.
Eh, é um contexto maravilhoso que eu
acho que eh dentro do que a gente vê de
tratamento, né, eu que vivo dentro de
hospital, eh é muito barato se tratar
indo pro meio rural. É,
>> eu vi uma uma reportagem, eu li que até
hoje não conseguiram fazer uma máquina
que transmita o passo a passo do cavalo,
que ele estimula, se eu não me engano,
todos os músculos do corpo.
>> Sim. Não, esse menino que você acabei de
dar tchau aqui é meu filho.
>> Hum.
>> Não falava até os 7 anos de idade.
Primeiro contato realmente que eu tive
com ele visual e e de de e eh de
identidade, onde realmente ele se
comunicou comigo, foi em cima de um
cavalo. Quando ele olhou as orelhas do
cavalo mexendo, ele olhou para mim e foi
primeira assim contato assim visual. Meu
filho tem eh nível dois de autismo, né?
E foi em cima de um cavalo, pai.
>> Ah, o ecoterapia, né?
O cavalo é uma ferramenta maravilhosa de
energia única, cara.
>> Então como
>> vão trabalhar isso aqui agora de volta
>> como que que querem tirar esse poder,
né? Que é uma dádiva de Deus aí da gente
ter acesso a isso, que não é difícil,
né? Porque mesmo que o cara ele não
tenha eh dinheiro para est no meio, mas
acredite, se for no seu vara, se for lá
vai ser muito bem recebido, vai ver os
animais. Se ele for numa exposição que
também já tá quase acabando, né?
Aquele a Expoagro, né? Hoje tem muitas
provas de marcha, mas antigamente o
rodeio tinha tudo, né? Até lá tinha raça
do São Paulo que tiraram aqui o parque
de água branca. Quanto cavalo eu comprei
na água branca?
>> Nós vamos tentar fazer um evento lá.
Ficou inviável financeiramente fazer um
evento lá. Eu conheço quem tá com a
concessão. Eu vou começar.
>> Não, eu conheço. Nós pegamos. É que ah,
o custo, além do custo, a as exigências
acabou sendo inviável.
>> Uma pena.
Os caminões não podem ficar em volta
mais. Aí você tem que deixar o caminão
longe, entendeu? Tem um monte de detalhe
era maravilhoso.
>> Você lembra? O parque do trote era
também maravilhoso assim para quem
lembra de lá era bom.
>> Meu pai viveu muito mais isso do que eu
até. Você sabe por que Bragança, o
Parque de Exposição é conhecido como
posto de monta?
Porque antigamente os cavalos garanhão,
tipo Bretão, Campolino, Mangarga,
Marchador, lá tinha os garanhões
>> e você não tinha capacidade de comprar
um cavalo para você criar uma égua. Você
ia lá e pagava uma taxa pro estado.
Aqueles animais eram do estado, você
levava sua égua, ele cruzava e você
levava sua égua para fonta por causa
disso. É interessante
>> histórias, né, cara?
>> Monta natural daí no
>> monta natural. Antigamente, mas tinha os
cavalos lá para você utilizar. Olha,
vários pagava uma taa estado e lá tinha
jumento e isso em vários lugares. Tenho
certeza que aqui também era assim. Então
o a maioria dos recintos foram criados
assim, tinham o os garanhões de raças
diversas, você levava seu animal, você
escolhia aquela que lá ia lá pagava a
taxa, cruzava e embora.
>> Agora eu acho que não tem não tem animal
que assim e equídeo, que seja e eh que
os caras gostam mais de enfeitar do que
as mulas, né? Os cara gosta de inventar
uma mula, não gosta não.
>> Gente, eu agradeço a presença de todos
vocês aqui.
>> Deixa só fazer uma consideração final
aqui,
>> por favor. Deve.
>> Eu quero convidar todos os amigos também
e aqueles que estão nos assistindo. Nós
teremos agora o da parte do da segunda
quinzena agora de julho, a nossa
nacional. Serão 16 e poucos cavalos
dentro do Parque da Gameleira.
Transmissão ao vivo. Convido a todos
para conhecerem o que é o cavalo de
prova e para verem os tratamentos. dia
vai ser
>> segunda quinzena, acho se eu não me
engano, dia 17 de julho, eh, pelo canal
da BCCMM no YouTube. Convido você, os
amigos já são convidados, eles sempre, a
gente sempre às vezes se encontra em
pista, a conhecer os bastidores de uma
prova. Então, eu, como presidente do
núcleo, te faço esse convite para você
fazer talvez uma matéria do que é o
bastidor. Não, dentro da pista, dentro
da pista já é o final, mas fazer o dia a
dia de quando chega. Legal
>> o tratamento, amanhecer lá, como é, como
cada animal que está dentro do parque,
como é,
>> eu vou fazer isso em Barretos agora. É
interessante. É interessante para que as
pessoas possam ver, como você mesmo nos
disse, a questão da divulgação, melhor
do que todos nós aqui que não somos
conhecidos é pegar alguém que é
conhecido para divulgar realmente o que
é isso, como eles são tratados, para que
as pessoas que não conhecem e às vezes
escutam um artista ou alguém que não
gosta, não sabe, não tem conhecimento e
começa a falar dos animais, os maus
tratos, conheça através também da do que
é realmente, né?
>> A Luisa Mel entrou contra o Zé Neto e
perdeu, né? Não sei se vocês sabem
disso, né? Entrou ser retrat ou não?
>> Não, comigo não. Não, comigo não. Não
teve, não teve muita muita coisa não. Às
vezes até a gente fez coisas juntos aí,
ela de um lado, de outro. Ela, ela não
é,
>> a Luía Mel não é o pior dos problemas,
tá? Nós temos problemas muito maiores
que Luía Amel. Aliás, deixa eu
aproveitar e dizer que eu sou
pré-candidato a deputado federal, OK?
pelo estado de São Paulo, tá? Não
preciso dizer o que que eu vou defender,
né? Minha pauta, não precisei agarrar
uma pauta. Essa pauta já existe há muito
tempo, né? O Marcelo sabia disso, né? Já
que tava tava falando disso. Então,
assim, só para vocês entenderem, eh,
já sabem onde nós estamos, já sabem o
que que eu vou defender e o que que eu
vou brigar. E não tô indo sozinho não.
Nós temos outros caras em outros estados
porque o que nós queremos é, já vou
dizer ir para ser estarmos na comissão
de meio ambiente. Nós queremos tomar
conta com profissionais nas comissões de
meio ambiente, porque é onde grande
parte desses problemas inclusive acabam
surgindo. Tenho visto hoje,
infelizmente, coisas do meio ambiente
discutindo o que tem que fazer com
cavalo, com não é questão do meio
ambiente, isso não é problema de meio
ambiente, isso é mistério da
agricultura, isso é mapa, não tem que
ter a ver. E aí quando o meio ambiente
começa a tocar nessas coisas, começa a
degringolar tudo, porque aí começa a ser
eh o meio ambiente foi tomado por eh
romantismo e por emoção e tem que ser um
órgão técnico. É muito importante ter um
meio ambiente técnico no Brasil, como já
foi outrora um dia, né? Então, só para
deixar isso claro, quero dar um presente
para todos vocês. Vou dar um presente de
coração. São parceiros nossos, mas são o
melhor que tem no mercado, tá?
Esse cara para citronela
não sei se eu uso, mano. É simplesmente
o que tem de melhor da Will. Us, eu uso.
>> Deve ser o mais vendido, né? Não, porque
o que funciona, cara. Eu já tentei nos
mais barato.
>> Us. Não, esse daqui é
>> [ __ ] o com o bicho, meu. Queima o
cavalo, queima o pelo. Então não
adianta. Tem que ser um produto que
realmente funciona, tem durabilidade.
>> Quero oferecer também o nosso cavalo
forte, então o winner da citronela da
Winner, o melhor que tem. E o cavalo
forte é um suplemento também top demais,
tá? O pessoal da vaquejada tá lá hoje os
cabeça lá tão tão
tão funcionando muito bem. Um baita de
um suplemento também, um parceiro nosso,
a gente só trabalha com os meior, tá?
Ah, deixa eu dar também. Deixa nós temos
para dar para eles, né?
>> Tem.
>> Cadê? Pega lá para ver se vale a pena,
cara. Esse baita produto também, cara.
Eh, esse produto, esse aqui é um é um
para car contra carrapato e mosquito.
Você sabe que 75% das picadas dos
mosquito é sobre a roupa, né? É
científico isso, né? E esse é um produto
que é uma fórmula americana, a Defense
Pro laboratório brasileiro, né? O ax
laboratório brasileiro. Defense pro se
aplica sobre a roupa, sobre a bota, as
coisas. O carrapato nem sobe, pode
esbarrar naquele naqueles não sobe, não
sobe, não sobe. É 24 horas de garantia,
né? para que o o os carrapatos e contra
carrapato mosquito, pelo menos em cima
da roupa eles não vão subir. E carrapato
sobe pela roupa. Você tá andando ali, dá
aquela esbarrada naquele filho de [ __ ]
ficar só os micinzinhos só esperando
aquela bolinha, só esperando você
encostar já era 100% garantido, tá? Eu
vou vir dar um desse para cada um de
vocês
aqui também. Deixa depois ele traz, a
gente manda a bala. Senhores, parabéns.
>> Obrigado
>> pela eh pela forma de condução de vocês
e pela forma da abertura do diálogo, não
é? Vocês depois cada um vai puxar a
brasa pra sua sardinha, é óbvio, né? Com
as suas paixões, mas o cavalo é um só.
>> Ele pode ser marchador, ele pode ser
campina, o equídio, né? ou pode ser uma
mula, mas é a paixão que nos une e que
nós temos que brigar é pelo direito, né,
do centauro, né,
>> essa relação saudável que só a gente que
tem cavalo sabe que é uma que quem tá na
cidade tá julgando algo que não conhece,
desconhece, né? Parabéns. Eu vou colocar
todos os Instagrams aqui da das e de
vocês, né? Vou pegar depois os
Instagrams pessoais aí de vocês, dos que
tanto dos aras, né? como tem das
associações, no caso das duas
associações no núcleo Bandeirantes, né,
e também da da do Campolina para que
você para que a gente possa divulgar e
quem tiver interesse vai buscar, vai
beber da fonte, papai. E quem tiver mais
interesse agora em saber como é a coisa,
a gente vai est vou estar em breve ali
no Campolines. Se eu conseguir agora,
não sei se o prazo é curto, eh, para est
na nacional agora no segundo semestre,
se vou no segundo quinzena de julho,
depois me ser presente para você também.
>> Presente para você e presente para você.
Mas eh dia 11 de agosto eu vou estar em
Bragança. Gostaria de visitar vocês.
>> Vamos ver vai ser um prazer.
>> E depois se não der nessa oportunidade
vamos armar outra história
>> durante o agora o segundo semestre nós
vamos ter vários eventos. Inclusive nós
estamos concorrendo
>> para trazer o CBM de marcha picada para
São Paulo novamente. Então eu acho que
daqui uns dias nós vamos ter uma
notícia. Estão brigando.
>> É,
>> é contra o Brasil todo. Mas talvez esse
é muito interessante também, fora os
outros eventos, né? Nós vamos, eu já tô
com o teu contato, não tô? A gente tava
se falando não. Então nós vamos trocar
contato e aí de agora em diante eu
gostaria de saber o que tem. Eu tô te
devendo.
>> Vamos terminar essa série do Campolina.
Acho que falta dois criadores, né?
>> Três.
>> Três pra gente matar. É que tem um
Nordeste. Eu tô indo pro Nordeste agora,
viu? É a hora. Agora é agora em julho.
Tô indo. É a hora.
>> Eh, Pernambuco, né? O teu
>> Pernambuco.
>> Temos que ver então isso aí. E
>> né? Bragança Paulista.
>> Bragança. Bora.
>> Bragança. OK. Muito obrigado. Deixem aí
seus comentários e você que é amante dos
dos cavalos também, vamos inundar essas
páginas de like aqui e fortalecer cada
vez mais a nossa relação com esses
animais maravilhosos e magníficos.
Obrigado aí por todos aí. Valeu,
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