Você não gosta da regra… ou não sabe pra que ela serve? | #109
Você não gosta de regra ou você só não
sabe porque ela foi criada?
>> Uh, Robertinha, eu apostaria contigo e
nós vamos provar. Ó, igual advogado. Eu
tenho uma tese e eu vou comprovar que
você gosta sim de regras. O ser humano e
a sociedade gostam de regras. Acontece
que a gente tem que entender como elas
funcionam aí
>> e para que que elas foram criadas, né?
>> Aí sim a gente vai ter pessoas falando
que gostam das regras.
>> Vamos falar sobre isso hoje.
>> Agora. Meu,
>> eu sou a Roberta Anton. Eu sou Rogério
Valentim
>> e esse é o conversa de se roda vinheta.
>> Roda vinheta.
>> Ah, é tão bonitinho essa hora que a
gente roda vinheta, porque daí a gente
vinheta aqui. O
>> faz uns esquemas lá, a gente fica preto
e branco aqui. K k. Esse é o momento que
a gente dá umas risadas e ele pega.
R, por que que é tão difícil pro ser
humano seguir regras?
>> Não, eu não, eu não, eu não sei se o
difícil é seguir a regra, Roberta. Eh,
existe na ciência de ensinar existem
algumas vertentes, né? Tem a pedagogia e
a andragia, né? Pedagogia, pedagogia é
do grego, pede é criança, né?
>> E gogia o estudo, é o, é o ato de, de
estudar, aprender, ensinar, enfim. E
andragogia de andragos, né? Adultos,
adultos aprendem de uma forma, crianças
aprendem de outra forma. Por isso que
criança aprende muito mais fácil do que
adulto.
>> Por quê? Porque o cérebro ainda tá em
formação,
>> ele tá totalmente, é uma esponjinha
absorvendo, né? Quando que fica chato?
Quando vira adolescente, não é?
Adolescente que começa a questionar
porque ele já acha que sabe muito. Aí
ele questiona e começa, ele tá, ele tá
naquela intersecção de virar adulto, mas
ainda é criança. Criança aprende mais
fácil. Ela tá to.
>> Não que questionar seja ruim. O problema
é a rigidez mental de não conseguir
absorver que tu não sabe tudo.
>> Exatamente. Aí quando na fase adulta, o
que que acontece? Por que que é mais
difícil aprender como adulto? Porque pro
adulto, se não fizer sentido, se ele não
entender o porquê, se ele não entender o
propósito, ele se recusa à informação. E
isso não é necessariamente um problema.
Isso é falta de conhecimento. E a gente
precisa entender quando a gente tá
ensinando alguma coisa para um adulto,
quando a gente quer que um adulto faça
alguma coisa, o melhor caminho. Eu não
sou psicólogo, hein, gente. Eu tenho eu
tenho liberdade aqui filosófica para
falar. Eu eu mas eu não sou psicólogo,
né? Eu tô falando sobre as minhas
experiências, as minhas observações e um
pouco de ciência do que eu estudo.
Então, eh, quando você dá orientação
para um adulto, quando você troca com
ele propósito e ele entende o porquê que
ele vai fazer aquilo, a chance dele
executar e fazer bem feito aumenta
muito. Agora o que acontece, Roberta, e
é que em geral, e você sabe do que eu tô
falando, você vai explicar isso pras
pessoas, mas se eu vou perder um tempão
desse explicando, eu faço sozinho, né?
Primeiro que eu não é perder tempo, é
investir tempo. É igual você montar uma
máquina, você demora um tempão montando
uma máquina, você falar: "O tempo que eu
vou montar essa máquina aqui, eu mesmo
faço essas pecinhas". Não é esse o
pensamento. Se você pensar que a máquina
é um setup e depois você vai botar essa
máquina para produzir, então você vai
ficar 30 dias montando, depois ela faz o
trabalho em, sei lá, 20, 30, 40% mais
rápido, nos próximos 30 dias você vai
ganhar todo esse tempo que você investiu
no setup e depois imagina o resto.
>> É onde a perda de tempo virou
investimento.
>> Exatamente. Então não é perda de tempo,
é investimento de tempo. você encarar
sobre um outro ângulo, você vai investir
um tempo ensinando e vai coletar frutos
do aprendizado no futuro, não muito
distante. Então, a produtividade vai
aumentar, o jeito que a pessoa vai fazer
é diferente e tal. Ah, Rugio, mas mesmo
assim tem gente que a gente fala, fala,
fala, não aprende. Então, pera aí. Aí a
pessoa tá no lugar errado, fazendo a
coisa errada ou não se adaptou à sua
cultura, não é a pessoa certa para fazer
a atividade, aí a gente faz
>> ou a gente não tá sendo claro
>> ou a gente não tá sendo claro o
suficiente. Então,
>> o fato é, quando a gente tá falando de
trabalho, a gente tem que lembrar que
adultos não funcionam com porque sim,
né? Ah, por que que eu tenho que fazer
isso? Porque sim. Porque sim não é
resposta, né? A gente aprendeu isso na
na infância, né? Rô, eu quero que a
gente tr E aí, essa é a parte que eu
mais gosto desse foi demais porque você
trouxe uma coisa que eu amo. Amo fazer
amo falar. Exatamente. Mas eu quero
trazer, gente, qual é o impacto real que
uma regra não explicada ou mal explicada
traz numa na cultura da empresa.
>> E aí eu sei que o Rogério tem 365.252
1252
exemplos, mas me impactou muito, o o
negócio do avião e eu queria muito que
tu trouxesse.
>> Você viu L? Quero mandar um abraço pro
Lito aqui. Não sei se ele já viu a
gente, se ele conhece a gente e tal, mas
marca ele,
>> marca ele. Ele é demais. Ele explica um
monte de coisa bacana. Eu gosto de de
aviação, eu gosto do processo da da do
cuidado e do amor ao processo. Queria
muito ver um podcast teu e do Lito.
>> Nossa, eu ia amar o desafio. Se o lito
ves, né,
>> né? Nossa, eu ia amar. Ele ia explicar a
nave e eu ia fazer as analogias no dia a
dia. Ia ser muito bacana, porque eu amo
as analogias, né? Eh, o avião é uma
máquina de salvar vidas, né? E se a
gente encarar isso do jeito certo, você
vê a excelência com que isso é feito. E
hoje de manhã, Roberto, tava atendendo
um cliente que fabrica peças de avião.
Você não tem noção de como é a cautela e
o cuidado que os caras empenham numa
fábrica para fazer as peças.
Rogério, o avião é uma coisa que a gente
não, o ser humano não consegue fazer
sentido porque é uma máquina de não sei
quantas toneladas
>> e ela voa
>> que voa,
fica no ar.
>> É isso aí. Então, Rô, o vamos pensar no
no impacto da regra, né? A gente tem
algumas regras na aviação, por exemplo,
que as pessoas acham um saco. Ah, por
que que eu não posso ficar com o banco
da da do meu assento inclin o encosto do
assento inclinado quando a gente tá
decolando e pousando? Por que que eu não
posso ficar, por que que eu tenho que
levantar? É, é o ideal, né? Levantar a a
janelinha, a
>> janelinha, a a aquela aquela cortininha
de plástico que fecha a janela.
Exatamente. Tu deu um outro, Rogério,
também que tu falou da aviação.
>> Falei do do celular quando atrapalha.
>> Isso, exatamente. Por que, Rogério?
Explica
>> então. Ó, eh, eu vou explicar o porquê,
mas a nossa intenção aqui não é que você
entenda porque tem isso no avião. É para
você entender a analogia e a história
que a gente conta quando a gente tá
falando de regra. Então, chega lá
comissária e fala: "Olha, atenção, eh,
coloca o seu banco na posição vertical
porque a gente vai decolar e tal". Então
ela não tem muito tempo, porque na
aviação o tempo é muito controlado, ela
não tem muito tempo de falar. Mas
imagina só se você soubesse o seguinte:
se o seu banco tiver na vertical e o
banco do vizinho da frente e o de trás
na vertical também, isso significa que a
gente tá liberando espaço pras pernas.
Para quem voa sabe que quando o banco da
frente deita tira um pouco do espaço da
perna, né? A decolagem e o pouso do
avião são os grandes responsáveis pela
maioria dos acidentes aéreos. Então, os
momentos mais críticos que podem
provocar um acidente aéreo é o momento
da decolagem e o momento do pouso.
Então, se você tiver uma emergência no
momento da decolagem, no momento do
pouso, eles têm que preparar o avião
para ele estar mais favorável para você
eh agir numa situação de emergência e
salvar a sua vida. Então, se o banco
tiver na posição vertical, você vai ter
mais tempo para eh executar a sua rota
de fuga. Você vai ter espaço para sair.
Por isso que eles falam: "Coloca a
mochila enfiada no banco da frente,
coloca a mochila em cima." Já pensou se
a mochila tá no seu pé, você se enrosca,
cai, as pessoas vão te pisotear numa
situação de emergência e você vai
morrer?
>> E é segundos,
>> a gente tá falando de milésimos de
segundo de tomada de decisão que tu tem
que ter, né? Agora que eu tô te dando
essa informação, não faz muito mais
sentido pr você, ao invés de você
reclamar e falar: "Pô, mas por que que
eu tenho que mexer na minha cadeira?
Olha só, é pr salvar vidas,
>> inclusive a minha.
>> Eu espero que nunca aconteça um
acidente, que a gente se envolva, mas se
acontecer, a gente tiver envolvido, que
a gente esteja na melhor posição para se
salvar. E isso vale para tudo, assim
como a janelinha. na janelinha tem que
tá aberto, porque nesse momento de de
situação crítica, você vai conseguir ver
o que tá acontecendo fora. E se por um
acaso tiver pegando fogo, você vai saber
para que lado tá o fogo, você vai fugir
pro lado contrário. Então a janela vai
te permitir ver entre outras coisas, né?
Eu gosto de fazer a analogia do avião
porque quando tem um acidente aéreo é um
desastre enorme. Morre muita gente,
muita gente se machuca, é um negócio
horroroso, né? Então a gente vai nos
extremos para fazer a analogia e
explicar de uma forma que emocionalmente
a pessoa se impacte e ela possa entender
o que a gente tá falando.
>> E na verdade se a gente tá falando de
avião, é não é um erro, né? O Rogério
sempre diz isso, né? Não é um erro que
derruba um avião, né? E não é um erro
que derruba uma empresa. E você veio,
Roberto, olha, em vários lugares isso é
muito simples de entender. Uma vez a
gente tava conversando aqui, né, e
tinham gente e a gente tem que se
preocupar com outra coisa. A gente
sempre tem que contar a história. A
gente sempre tem que est explicando
porquê. Não é porque você explicou uma
vez que as pessoas entenderam. A gente
esquece que na empresa tem rotatividade,
que entra e saem pessoas. E as histórias
e e as histórias e as explicações elas
podem ir se perdendo.
>> Elas se perdem.
>> Então aqui no EAG, por exemplo, a gente
tem um lance muito simples. Aqui não
pode usar rasteirinha. Eu não sei se
todo mundo sabe que é uma rasteria, mas
é um chinelinho aberto que as mulheres
usam, que faz muito calor sem a
>> sem o que prenda o seu pé ao calçado
>> dentro do calçado. Presilha de trás ali.
>> Pô, que empresa chata, meu.
>> Você trabal, você trabalha num lugar que
é calor, na beira na, pô, o mar tá a
dois a dois quarteirões aqui da gente e
tal. E aí um dia conversando com a
Roberta, ela me questionou disso, né? E
aí eu eu parei para pensar, pô, falta a
gente contar mais vezes a história. E
por que que eu tenho isso? Eu tenho uma
preocupação com a segurança. Nós temos
degraus, nós temos a entrada e a saída
do elevador, o pessoal desce de escada.
E numa situação há muito tempo atrás
numa outra empresa nossa, que é a Luma,
a Vivi, que é uma uma colaboradora de
carreira bastante antiga, caiu da escada
porque tava usando uma rasteirinha. Eu
peguei um trauma enorme. Que sorte que
ela não se machucou.
>> Uhum.
>> Mas já pensou? Enganchou. o a
rasteirinha ficou no degrau e ela caiu,
ela caiu no chão, ela voou, não se
machucou por muita sorte mesmo. Então eu
peguei esse trauma, independente do
ambiente que a gente tá, a rasteirinha
não é segura pro ambiente de trabalho.
Eu tenho isso comigo. Então eu explico
isso pr as pessoas, só quando eu falo
isso, aí as pessoas falam: "Ah, agora
entendi". Então tudo bem, se é por isso,
vou usar uma sandália com com coisa. E a
gente mostra os desenhos e tal e a gente
procura explicar sempre, mas isso se
perde. Isso aqui eu tô falando de uma
bobagem, Roberta, mas a gente já gravou
o episódio do vista-se pra empresa,
então a gente tem um um código de de de
conduta para se vestir. Poxa, todo mundo
acha normal o advogado usar termo e
gravata. É um ambiente, ele precisa de
um ambiente formal. É formal, é sério, é
um processo, né? Então
>> ele passa uma mensagem ali também, né?
>> Tem essa mensagem também, né? Então tudo
tem um motivo, tem um porquê. A gente
como empresário, como CEO, como guardião
de cultura, tem o nome que vocês
quiserem, a gente precisa tomar esses
cuidados, porque é a nossa imagem,
>> é a nossa preocupação, é a forma com que
a gente vive, é a segurança das pessoas.
Então você fala assim: "Ah, numa
fábrica, numa fábrica é normal usar
macacão, porque na fábrica podem
acontecer coisas e tal, mas independente
do tipo de investimento, eles estão
gerando coisas de segurança o tempo
todo. É tampa que vai numa máquina que
não existia antes. Eh, é um monte de
coisa que pode acontecer, né? Na
construção civil se usa capacete. A a
lógica e o óbvio parece que fica muito
mais claro, mas como a gente diz, o
óbvio tem que ser dito. Se você chegar e
vai receber uma pessoa na sua empresa,
ela é uma construtora, cabe a você
explicar também porquê do capacete.
>> Eu já fui fazer visita em imóvel e na
hora que o cara entrega o capacete, ele
explica todos os detalhes do por o
capacete, como que é aquela construção,
o que que acontece. Parece muito óbvio,
mas se cair uma pedra, mas não é só se
cair uma pedra. Tem várias situações. Se
você tropeçar, o capacete sai da sua
cabeça, porque ao mesmo tempo que ele
bate, ele também tem que soltar para
você não se cortar. Enfim, tem um monte
de detalhes e a gente precisa explicar
porque se as pessoas entenderem elas vão
fazer com gosto. Se fizer com gosto
funciona melhor
>> e deixa de ser uma imposição e passa a
ser, pô, é uma segurança. Estão pensando
em
>> ela repassa pro outro.
>> Ela repassa pro outro. Deixa eu te
contar essa curiosidade aqui.
>> Vou te contar um negócio. Sabe por que a
gente faz isso aqui? Porque uma vez
alguém já se machucou. Exatamente. Mas
legal isso que tu falou, Rô, porque
existe a regra necessária. Por exemplo,
a regra da rasteirinha é uma regra
necessária, ela é uma regra de
segurança. E existe a regra da a
burocrática
>> também, né? Então existe empresas
trabalham em em regras. Daí a gente tá
falando de governo, a gente tá falando
de regras que existem muito antes da
gente.
>> Exatamente.
>> E as pessoas ficam chateadas de ter que
seguir essas regras às vezes por não
entender porque a regra existe, né? Ã,
agora ouvindo o Rogério falar do
macacão, é interessante, né? Ah, é uma
fábrica, então beleza. Quem trabalha com
as máquinas tem que est com o EPI, né?
Os equipamentos de segurança. Mas por
que que quem trabalha no administrativo
também tem que fazer os os treinamentos?
Se vai lá na no chão de fábrica, que a
gente chama, tem que botar também por
segurança. Se a moça do administrativo
for com colar, o maxicolar dela,
>> já pensou
>> lá na no meio das máquinas, o cabelo
solte,
>> ela não trabalha lá na máquina, mas numa
eventual visita, ela tem que saber todos
os procedimentos de segurança e tem que
executar os procedimentos de seguranço,
tem que tirar as coisas mesmas. Por quê?
Porque é pela segurança da pessoa, né?
Ah, mas a empresa tá mais preocupada,
gente. A empresa tá preocupada com a
segurança da pessoa. Ninguém quer passar
>> por uma situação de desse tipo de
situação que alguém se machuc.
Exatamente. E aí não é, ah, por maldade
que a empresa exige as coisas.
>> A gente tá falando, a gente foi pro lado
da segurança aqui porque é é mais fácil
de entender e isso pega todo mundo. Mas
quando a gente tá falando de regra, de
forma de trabalho e tal, isso faz parte
da cultura da empresa
>> também,
>> né? às vezes o o formato com que você
cria a tua cultura, você vai ter que
criar umas regras para que essa cultura
se imponha, funcione, para que ela dê o
resultado. Então a gente tem que
entender que para isso funcionar faz
parte explicar.
>> A gente tem regra de uso do microondas,
por exemplo.
>> Ah, mas o que que tem? É só chegar lá e
colocar assim, mas tem um monte de gente
para usar. O teu direito acaba onde
começa o direito do outro.
>> É, vai trazer um bloco de gelo para
descongelar. Exatamente, né? Lembra que
a gente tinha eh o lance, né? A gente
procura ter um ambiente bem leve, bem
bem acolhedor. Então a gente tem um o o
espaço aqui para as pessoas trazerem as
coisas e colocar na geladeira. Cara, tem
que criar regra para usar a geladeira
porque senão fica desconfortável. Isso é
viver em sociedade. Ah, mas por que que
não pode pôr 10? Se você pôr 10, o outro
colega não consegue pôr a uma dele.
>> A galera tem uma hora de almoço. Se tu
botar 10, o colega já perdeu
>> já não consegue, entendeu? Então, eh, a
gente tem que criar as regras de
convivência por conforto, inclusive,
porque quando todo mundo entende, todo
mundo segue, a gente gera conforto pra
comunidade, que é a comum unidade, né?
Todo mundo tem que estar junto
participando e isso tem que funcionar. E
é nossa responsabilidade explicar isso.
Quanto mais história a gente contar,
quanto mais a gente explicar o nosso
propósito e o porquê de cada coisa, mais
a gente vai ter eh companheiros,
aderência e os companheiros de mensagem,
né?
>> Uhum. a gente vai ter os parceiros de
mensagem. A mensagem vai ser levada de
uma forma eh mais calorosa, mais
intencional.
>> E é assim que tu conseguiu transformar
regras impopulares em regras que as
pessoas até defendem, né? Hoje a gente
consegue ver isso no nosso dia a dia,
nos corredores. A galera de novo, o a
cultura espele, mas a a cultura
>> atrai.
>> Atrai também, né? E Rô, tu já tu
consegue te lembrar?
>> Quer ver um negócio? Deixa eu contar
uma. Eu te cortei, mas eu quero contar
uma, né? Uma vez eu tava conversando com
um rapazinho numa loja de surf, sabe?
Loja que vende roupa de surf.
>> Então essas lojas são mais descoladas e
tal, é mais à vontade, né? Então você,
se você for em lojas de surf, você vai
ver que o vendedor tá usando as roupas
que a loja vende.
>> Para mim faz total sentido isso, cara.
Você tem que consumir aquilo que você
vende, né? Você trabalha num
restaurante, você come a comida do
restaurante que você trabalha. Faz
sentido para você? Não faz. Então eu
tava conversando com o menino, pensa no
menino que atendia bem, Roberto, pô, ele
sabia todos os detalhes, sabia o negócio
da roupa, olha, olha onde eu vou chegar
que você vai entender. Cara, aquela
empresa, ela tem um propósito. Depois
perguntando para ele se ele trabalharia
num outro lugar, se ele se via, ele
atendeu tão bem que eu queria fazer um
convite para ele. Eu já tava doido para
fazer um convite para ele. Ele falou:
"Meu, sabe por que que eu trabalho aqui?
Porque essa empresa ela combina com o
que eu gosto. Eu gosto de surfar, eu eu
gosto de falar de surf. Aqui eu vendo
equipamento de surf, eu me visto do
jeito que eu sou e faz total sentido.
Então, olha só, é uma cultura que atrai
o cara certo para ela. Se não for esse
cara, quem que vai tá lá? Quem que vai
explicar melhor sobre um equipamento,
uma roupa, um negócio do que o cara que
usa, do que o cara que faz, do que o
cara que se sente bem? Ele tava feliz da
vida. para ele, aquele trabalho faz
parte da rotina dele e ele tá ali
fazendo com vontade, ele gosta, ele
entende, ele tá seguindo um propósito.
Agora, expanda isso pras outras
possibilidades que você tem na sua
empresa, na sua casa, né? E e faça uma
adaptação. Então, para exemplificar, né,
o o Atry e o Spell, cara, um engravatado
jamais vai trabalhar numa loja de surf
se ele não for num surfista que curte e
tal,
>> ele não vai estar feliz, né? vai
funcionar a a são são extremos, né, mas
não vai funcionar. Então é isso aí, a
gente tem que pensar no jeito certo de
est com as pessoas certas para fazer o
movimento funcionar.
>> Uhum. É, a minha pergunta ia ser
justamente o o contrário, né? Tu trouxe
um exemplo de uma pessoa que conseguiu
enxergar o propósito dela antes, né? E
ela não ela não vai questionar muitas
coisas porque para ela já faz sentido.
>> Faz total. Mas como é que tu faz roprar
quando tu vê que existem as regras? A
gente tem aquelas regras que são
seguidas naturalmente, mas a normalmente
nas empresas tem aquelas regras que que
que a galera bate mais. Normalmente as
regras que são implementadas depois,
>> sim,
>> né? Porque quando tu entra na, pelo
menos aqui no EAG, todo mundo sabe muito
bem qual é o tamanho do desafio, o que
que vai lhe dar, né? E como é que faz,
qual é a melhor forma? Eu tô te
perguntando, eu sou do employer branding
e eu sei que tu vai responder,
>> mas enfim. Eh, eu eu acho que uma das
coisas mais importantes, né, são os
modelos. A gente tem rotinas, né,
Robertinho, a gente tem rotinas e
rituais, né? Eh, a gente tem os rituais
de alinhamento. É um ritual, gente.
Ritual não é só coisa de religião e tal.
É o ritual, a gente tem um ritual de
alinhamento. Aqui a gente faz one a one,
a gente faz reunião semanal, a gente faz
reunião mensal e tal. Então, se pensar
em feedback, em alinhamento, fazendo
isso de propósito, organizado dentro de
uma rotina, a gente tem oportunidade,
porque às vezes a pessoa chega e ela dá
a impressão pra gente de que ela curte o
nosso movimento.
>> Uhum.
>> E ela mesma acha que ela curte, aí ela
começa a viver. A gente já ouviu coisas
assim: "Ô, mas vocês fazem exatamente o
que vocês falaram? Por que as empresas
não fazem?" Não, não faz.
Falei: "Então é, a gente ensina a fazer,
a gente tem que fazer do tipo, se cobre,
a gente tem um lance que, meu, aqui a
gente lê muito, a gente estuda, a gente
é uma empresa de treinamento, as pessoas
precisam estudar. Aí quando o cara chega
aqui que ele é pressionado por,
>> a gente precisa se atualizar também,
>> é por atualização, por estudar um pouco
mais, tal, fala: "Pô, mas tem que
estudar?" É, tem. a gente falou desde
antes. E aí às vezes acontece da pessoa
entender que é isso mesmo e ela entende
a importância e até se empolga, né?
>> E ela se empolga e começa a colocar isso
mais na rotina dela e ela fala: "Pô,
isso aqui faz sentido para mim, isso
muda minha vida, isso é bom para mim". E
aí ela vai evoluindo com isso. Às vezes,
putz, meu, achei que eu gostava, mas eu
não gosto,
>> eu não quero. E aí acontecem duas
situações. Tem aquela pessoa que fala:
"Meu, não é para mim". e sai. E tem
aquela pessoa que reclama, essa que
reclama é obrigação de ofício, de
gestor, a gente identificar. E aí o
feedback ou corrige ou aquele lance, né?
Sempre duas opções, né? Treinar e
demitir. Ou a gente alinha com a pessoa
e ela vai entender que é isso, ou a
gente tem que demitir. Ou a pessoa sai
ou a gente demite porque não vai
funcionar. Se ela não vai se adaptar
aquela rotina, aquele modo de operar,
aquela cultura, vai ser ruim para ela
também. A gente tem que ter a obriidade
de saber, vai ser ruim pra pessoa. Você
imagina você ficar falando pra pessoa
que ela tem que ler o tempo todo, ela
não gosta de ler, ela não gosta de
estudar, ela não gosta de trazer um
plano de ação diferente pra gente mudar
ou ela vai ficar reclamando da regra da
empresa, ela vai ter que entender.
>> E aí a
>> E às vezes mesmo a pessoa entendendo,
ela não quer seguir aquela regra.
>> Então é isso que eu ia falar. Às vezes a
gente pensa assim: "Putz, que saco, essa
criatura só reclama". Gente, isso é um
nível de consciência que as pessoas vão
chegar talvez em algum momento da vida,
mas tem pessoas que já chegaram lá por
desenvolvimento e tem pessoas que estão
chegando. É por isso que a gente vive
com com essa com essa discrepância de de
pessoas, né?
>> Isso aqui tem que ser uma meta nossa,
inclusive, né, Roberta? Porque quanto
mais gente errada a gente tira da nossa
empresa e coloca no mercado e traz gente
certa, mais gente certa tá no mercado
para ir pr para outra empresa que tá com
gente errada lá e deveria estar com a
gente certa. A gente tem que ir gerando
esse equilíbrio, cara. Todo mundo tem
uma preferência.
>> O errado para nós aqui, a pessoa errada
pode ser a pessoa certa para
>> po a pessoa. Exatamente. Quando a gente
fica segurando a pessoa que não é a
pessoa que tá tá feliz aqui, ela tá
infeliz e não tá produzindo pra gente
também. Mas se ela tivesse no lugar
certo, é igual a gente trazer um cara
que é o cara que ama a loja de surf para
trabalhar aqui com nós, não vai
funcionar. Ele ama estar lá. Ele tem que
tá lá lá o lugar certo para ele ser
feliz e aquela empresa vai ser mais
feliz com ele também. Uhum.
>> E o inverso é verdadeiro. A gente tem
uma pessoa que não é o cara do sur, que
não vem e aí a gente tá tirando ele
daqui, não vai ser o certo. Melhor é a
gente equilibrar esse ecossistema e aí
tudo vai funcionar melhor. Mas a gente
tem que est atento para esse tipo de
coisa e tem que fazer a coisa certa. Pô,
aí no final eu vou responder que a gente
é adulto, a gente faz o que tem que ser
feito, a gente cuida das coisas para
fazer elas funcionarem. Só o
conhecimento sem aplicação não adianta
nada.
>> E aí trazendo a resposta da pergunta,
né? Por que que as pessoas não seguem
regras? Porque elas não entendem a
regra. É por isso que a gente
>> porque elas não concordam com ela. Elas
têm que ir para uma regra que faz
sentido para elas.
>> Exatamente. Depois que tu tem o
conhecimento, tu já não consegue perder
mais ele, né? Então a ignorância é uma
bção, mas depois que tu já não tem mais
essa e não é mais ignorante nesse
assunto, aí tu tem que tomar uma
decisão. O que que tu faz com essa com
essa informação que tu aprendeu? Depois
que eu aprendi por que a gente não pode
sentar no banco da frente com os com os
pés
>> cruzados
>> cruzados, né? A gente tem que ficar na
posição, né? Por que que não se anda de
carro com a bexiga cheia? Que gente, se
acontece um acidente, você pode
explodir. É uma bexiga.
Depois que eu entendi isso, eu comecei a
ter mais cuidado com umas coisas que
parecem tão bobas no nosso dia a dia.
>> Mas pode salvar sua vida.
>> Mas pode salvar sua vida. Então eu
acredito que essa é a mensagem, né,
Rogério? a mensagem que a gente queria
deixar.
>> É o ET, o ETBu já, já trouxe isso, né,
gente? Busquem conhecimento.
>> Agora eu tenho uma coisa importante para
falar para você. Olha isso aqui.
Pera aí. É sério mesmo que você tá aqui
assistindo Conversa de CEO e ainda não
se inscreveu pra imersão EAG? Então me
dá um minuto. É o suficiente para eu
convencer você a tirar sua empresa do
caos. Na metodologia de educação, você
aprende a organizar a sua empresa a
partir de uma base sólida, cultura,
liderança e gestão.
São três dias imersivos com muita
prática, onde você vai estar comigo, com
meu sócio Marcelo Germano e centenas de
empresários que também decidiram tirar
sua empresa do caos e seguir no
crescimento. Te vejo lá.
Fala.
>> E aí, Roberto? E agora no final desse
papo todo aqui, meu, regra é bom ou
regra é ruim? Tem regra certa e regra
errada?
>> Eu gosto das regras, eu gosto, sou
curiosa de de natural meu, né? Eu acho,
>> eu sou, eu sou Rogério, coitado.
Rogério, passa um dobrado comigo aqui,
porque eu sempre vou te perguntar por,
né? Mas é porque me facilita entender as
coisas, facilita para eu não transformar
aquilo em sofrimento. Não é só uma ação,
né? É uma coisa com propósito. Eu faço
por um motivo. E se eu faço por um
motivo, eu me sinto mais produtiva, eu
me sinto mais feliz fazendo as coisas. E
no fim do dia, eu acho que é isso que tá
todo mundo procurando, ser feliz no
trabalho, nos relacionamentos, na em
casa, com a família. E quando a gente
entende por que não pode deixar a toalha
molhada em cima da cama, que é porque
gera fugo, gente. Fica velho, pô, de
feio, né? É por isso que a gente tem que
ter esse tipo de cuidado de explicar
muito bem porque a gente tá impondo
alguma coisa. Não é que a gente tá
impondo, a gente tá tentando facilitar a
vida em sociedade, né?
>> É isso aí. Por falar em regra, vamos
fugir da regra aqui um pouquinho. Eu
queria falar disso aqui, Robertinho.
Olha que legal. A gente ganhou
>> do Zezinho, ele acompanha o podcast e
ele tem uma fábrica de paçoca caseira
que é uma delícia. Não
>> não tô fazendo aqui propaganda, não. Não
é propaganda paga. Não temos nem temos
isso aqui. Essa da Roberta. Eu já comi
duas. Ele trouxe um monte pra gente. Ele
acompanha a gente, ele foi fazer um o
evento, ele foi fazer a imersão, ele
amou e trouxe paçoca e deu paçoca para
todo mundo.
>> O o José trouxe doces coloniais, né,
para todos os eagênos, né? Então,
>> é um cara diferenciado, uma empresa
diferenciada, um doce maravilhoso,
>> maravilhoso. Eu só guardei esse aqui
porque eu prometi que eu ia mandar um
beijo para ele. Então, José, beijo para
vocês aí. Obrigado por você acompanhar a
gente, depositar.
E ele depositou a confiança vindo aqui
no OAG para entregar. Depois, produção
pode colocar aqui como que a gente acha
a paçoca do Zezinho. Vocês vão adorar. É
bem diferenciada mesmo. E acho que é
isso, né, Robertinho.
>> Acho que para hoje nós temos. Ah, eu eu
fico bem feliz, eu gosto muito. E eu
fico muito feliz quando a gente consegue
mesclar um pouco de vida cotidiana,
curiosidade do mundo, com a vida
empresarial, porque são pessoas que
fazem as empresas, são as pessoas que
fazem os processos e são as pessoas que
fazem a tecnologia.
>> É isso aí. Bo,
>> agora tu gostou, né, do teu tripé?
>> Valeu, Robertinha.
>> Gente, até semana que vem. Tchau, tchau.
>> Mais. M.
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