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"NÃO TEM COMO ALGUÉM GOSTAR DE MIM"

10:421,837 words · ~9 min readPortuguese (Portugal, Brazil)Transcribed Apr 17, 2026
AI Summary

Crenças de desamor are rigid, dysfunctional self-perceptions where individuals believe they are inherently unlovable or uninteresting, often resulting in self-sabotaging behaviors that prevent healthy relationships. These beliefs function like filters, causing people to ignore signs of affection while overemphasizing rejection, which can be addressed through cognitive flexibility and therapeutic techniques.

Understanding how these psychological 'filters' work helps individuals break cycles of loneliness and self-criticism that often lead to social anxiety or depression.

Section summaries

0:00-1:00

Introduction & Hook

optional

Basic introduction to the topic of feeling unlovable and channel intros.

1:00-3:00

Mechanics of Beliefs

watch

Crucial context on how childhood environments shape adult worldviews.

3:00-5:00

The Vicious Cycle

watch

Explains how our own defense mechanisms keep us stuck in negative patterns.

7:00-9:00

Practical Tips

watch

Provides actionable CBT-based exercises for changing these thought patterns.

9:00-10:00

Therapy Recommendation & Outro

optional

Encouragement to seek professional help and channel memberships.

Key points

  • The Origin of Dysfunctional Beliefs — Beliefs are generalizations developed to organize reality, often born from hostile environments (like childhood violence or rejection) where being guarded was a survival necessity.
  • Crenças de Desamor (Unlovability Beliefs) — These are core convictions that one is incapable of achieving intimacy or love, leading the person to treat these feelings as absolute truths rather than subjective interpretations.
  • Compensatory Strategies and the Vicious Cycle — To avoid the pain of rejection, people adopt behaviors like over-pleasing others or social withdrawal, which prevents them from ever testing if their negative beliefs are actually true.
As crenças costumam nos ajudar a tomar decisões de forma mais rápida e eficiente, mas não necessariamente nos ajudam a tomar boas decisões. André
Quem se vê dessa forma tende a favorecer informações do ambiente que apoiem essa visão e a desconsiderar as que não apoiam. André

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Algumas pessoas acreditam que nunca serão felizes  em seus relacionamentos. Muitas delas acham que  

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eventualmente serão abandonadas pelos outros  por se considerarem chatas, desinteressantes  

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ou difíceis de lidar. Mesmo reconhecendo  que essas são ideias inflexíveis, pode ser  

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bem difícil para elas parar de se sentir assim. Eu sou o André, estou muito feliz porque tomei a  

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segunda dose da vacina contra a COVID-19 e hoje,  com a ajuda do amigo e psicólogo Tiago Oliveira,  

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quero te falar um pouco sobre as crenças  de desamor. Além de detalhar o que elas  

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são exatamente e quais impactos  podem ter na vida de alguém, também  

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darei algumas dicas de como flexibilizá-las. Se gostou do assunto que a gente vai abordar hoje,  

0:35

não deixa de clicar no joinha que ajuda muito a  gente, inscreva-se no canal e siga a gente nas  

0:40

redes sociais! Ah, e agora tem o podcast  do Minutos Psíquicos, segue a gente lá! 

0:50

Ao longo da sua vida, você desenvolve várias  crenças sobre si mesmo, sobre os outros e  

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sobre o mundo para organizar as informações  que conhece. Essas crenças tendem a ser  

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generalizações sobre algum aspecto da realidade. É comum que as pessoas não tenham consciência  

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plena de muitas das crenças que possuem e que as  tratem como verdades absolutas ou simplesmente as  

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considerem "o jeito como as coisas são".  As crenças costumam nos ajudar a tomar  

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decisões de forma mais rápida e eficiente, mas não  necessariamente nos ajudam a tomar boas decisões. 

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Para entender isso melhor, pense em uma criança  que vive desde que nasceu em um ambiente marcado  

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por muita violência. Ao interagir com os outros,  ela pode desenvolver crenças como "o mundo é  

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perigoso", "as pessoas não são confiáveis"  ou "eu não posso demonstrar fraquezas". 

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Assumir que ninguém é confiável em  um ambiente muito violento pode ser  

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mais útil para essa criança do que ter uma  visão mais flexível, como achar que apenas  

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algumas pessoas não são confiáveis ou que  isso vai depender muito de cada situação. 

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Em um contexto muito hostil, ter crenças mais  flexíveis como essas pode inclusive colocar  

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alguém em maiores riscos. Agora imagine  que essa mesma criança se tornasse órfã  

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e depois fosse adotada por uma família  que vive em um ambiente pouco violento. 

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Muitas das crenças que a criança nutria agora  não refletiriam muito bem a realidade à sua  

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volta. Como resultado disso, ela poderia  ter grandes dificuldades para conviver bem  

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com os outros ou criar relações de confiança. Crenças como essas que acabam sendo prejudiciais  

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para a pessoa são conhecidas como crenças  disfuncionais. Elas são disfuncionais porque  

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são pouco realistas, inflexíveis e atrapalham a  pessoa a viver a sua vida de forma satisfatória.  

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Uma crença desse tipo normalmente se  desenvolve a partir de experiências  

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desagradáveis que vivemos e elas capaz de moldar  como enchergamos certos aspectos da realidade. 

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O problema é que a crença derivada de uma  experiência bem ruim pode ser muito distorcida,  

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já que ela talvez seja um bom reflexo daquela  experiência ruim específica, mas não da  

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realidade como um todo. Muitas pessoas vivem  experiências ruins através de relacionamentos,  

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como quem sofrem alguma forma de rejeição ou  violência de cuidadores, parentes, amigos,  

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colegas de escola ou parceiros românticos. Depois de ser maltratada pelos pais desde  

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cedo ou traída por um parceiro romântico, uma  pessoa poderia concluir que não é interessante  

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o suficiente para merecer a atenção ou  o amor de alguém, que ninguém gosta dela  

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ou que nunca conseguirá ter uma relação  saudável e satisfatória com outra pessoa. 

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Crenças desse tipo são conhecidas coletivamente na  psicologia como crenças de desamor, e infelizmente  

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elas são comuns na população geral, então não  seria surpreendente se você se identificasse  

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com alguma delas. A ideia por detrás  dessas crenças é a de que a pessoa é  

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incapaz de alcançar a intimidade, a atenção  ou o amor que desejaria em suas relações. 

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Quem se vê dessa forma tende a favorecer  informações do ambiente que apoiem essa  

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visão e a desconsiderar as que não apoiam.  Possuir uma crença de desamor pode te levar  

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a ignorar demonstrações genuínas de interesse  ou de carinho dos outros, por exemplo. 

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Crenças disfuncionais acabam motivando  muitas pessoas a adotarem estratégias  

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compensatórias. Elas são tentativas de amenizar  o sofrimento gerado pelas crenças disfuncionais,  

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mas, muitas vezes, acabam ajudando  a perpetuá-las na mente da pessoa. 

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Se acredita que não é gostável, você pode  se esforçar demais para obter a aprovação  

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dos outros ou evitar o contato social.  Talvez assim você se sinta mais protegido  

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contra qualquer possível confirmação de que  realmente é alguém impossível de gostar. 

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O problema é que, ao se esforçar para  evitar que a sua crença seja corroborada,  

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você perderia oportunidades de testá-la.  Protegendo as suas crenças de eventos  

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potencialmente contraditórios com elas,  você acabaria as fortalecendo mais ainda. 

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Isso contribui para o estabelecimento de um ciclo  vicioso no qual a pessoa evita situações que  

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poderiam revelar imprecisões nas suas crenças de  desamor e acaba gerando uma impressão negativa nos  

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outros, o que, por sua vez, apoia essas crenças. Esse ciclo faz com a que pessoa vivencie com maior  

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frequência emoções como tristeza, medo, culpa  e vergonha, sendo que essas emoções diminuirão  

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a capacidade dela de gerar uma boa impressão  nos outros e de se relacionar bem com eles. 

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Crenças disfuncionais como as de desamor  não costumam incomodar alguém durante 100%  

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do tempo e em qualquer contexto. São algumas  situações específicas que ativam as crenças e  

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geram reações emocionais intensas logo em seguida. Eventos marcantes e que atinjam com tudo no cerne  

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de uma crença de desamor podem inclusive não  só ativá-la e gerar um grande desconforto, mas  

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também podem gerar consequências mais graves, como  o início de um episódio depressivo, por exemplo. 

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O término de uma relação, um fora que a pessoa  tomou ou a mudança para um novo país poderiam  

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ser esse tipo de evento. Embora nenhum deles  seja uma prova incontestável de que a pessoa não  

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é gostável, quem possui uma crença de desamor  tende a interpretar eventos assim como claras  

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evidências de que a sua crença é verdadeira. De acordo com um estudo que analisou as  

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crenças de mais de 1.800 clientes de  um programa de psicoterapia online,  

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crenças como as de desamor foram o segundo  motivo mais comum pelo qual eles procuraram  

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ajuda psicológica. Embora esse tipo de crença seja  comum na população, ela pode estar mais presente  

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ainda em pessoas que vivem certos transtornos. O mais óbvio deles é o transtorno da ansiedade  

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social ou fobia social, já que, como explicamos no  vídeo sobre esse assunto, quem vive essa condição  

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tem uma grande dificuldade de se relacionar com  os outros e teme muito por avaliações negativas.  

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Outros transtornos nos quais essas crenças  podem surgir são os da personalidade  

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borderline, narcisista ou antissocial. Mesmo quando alguém consegue admitir que  

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suas crenças de desamor são muito exageradas,  irrealistas ou inflexíveis, ainda assim pode  

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ser bem difícil se livrar totalmente delas  só com base nesse tipo de insight. Caso você  

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se identique com o que discutimos no vídeo de  hoje, aqui vão algumas dicas que podem ajudar. 

7:00

Dica número 1: abra a sua mente para a  possibilidade de que talvez você esteja  

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enganado. Pessoas com crenças de desamor  podem passar a vida inteira as confirmando,  

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mas raramente questionando-as ou  considerando outras interpretações. 

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Uma forma de começar a mudar isso é sempre buscar  explicações alternativas para eventos que toquem  

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nessa ferida. Por exemplo, depois de brigar  com um amigo, tente anotar outras explicações  

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possíveis para essa briga ter ocorrido que  não tenham a ver com o quão gostável você é. 

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Dica número 2: compare as evidências contrárias  e à favor das suas crenças. Você pode fazer isso  

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listando em uma folha de papel evidências que  apoiem e que não apoiem suas interpretações de  

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um evento que ativou suas crenças de desamor. Quem tem essas crenças tende a se focar muito  

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mais nas evidências que as apoiam do que nas  contrárias, então dar um pouco mais de espaço  

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para informações contrárias às suas crenças  na sua mente pode ajudar a flexibilizá-las. 

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Dica número 3: identifique as suas estratégias  compensatórias. O seu alarme deveria apitar  

8:11

quando perceber algum comportamento seu que  parece cumprir a função de evitar que você  

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corra algum risco de ser rejeitado,  frustrado ou criticado, por exemplo. 

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Existem pessoas que usam estratégias como evitar  ao máximo interagir com os outros, interrompem uma  

8:26

relação romântica assim que o primeiro problema  surge ou fazem de tudo para agradar os outros.  

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Caso identifique algo nessa  direção, o próximo passo seria  

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suspender a estratégia para ver o que acontece. Por exemplo, se a sua estratégia compensatória  

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é nunca demonstrar interesse pelos outros para  evitar uma possível decepção, demonstre interesse  

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por alguém que você ainda não conhece muito bem,  de preferência de um jeito que a pessoa não vá  

8:50

achar muito estranho. Se ela retribuir o seu  ato, isso contaria como uma evidência de que suas  

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crenças de desamor não são totalmente verdadeiras. Quanto mais você se expor a evidências desse tipo,  

9:00

mais essas crenças se enfraquecerão. É claro  que a pessoa pode simplesmente não atender  

9:05

às suas expectativas e ninguém é obrigado a  gostar de ninguém, mas isso só demonstraria  

9:08

que ela não tem interesse em você e não  que ninguém nunca terá interesse em você. 

9:12

A nossa principal recomendação é que você  procure a ajuda de um profissional competente  

9:16

da psicologia caso identifique que possui  crenças de desamor e que talvez elas estejam  

9:20

te atrapalhando. Você sempre terá a opção de  tentar resolver esse tipo de coisa sozinho,  

9:24

só que indo por esse caminho, as coisas  podem ser muito mais lentas e doloridas. 

9:28

Um profissional pode te ajudar a entender de  onde vieram essas crenças, como elas afetam a  

9:32

sua vida hoje em dia e que estratégias você  poderia usar para flexibilizá-las cada vez  

9:36

mais daqui para a frente. A recompensa  por ir atrás de ajuda profissional pode  

9:40

ser uma vida mais feliz e relações mais  saudáveis, então pode valer muito a pena. 

9:44

Muito obrigado a todos vocês que são apoiadores  ou apoiadoras oficiais do Minutos Psíquicos. Vocês  

9:50

incentivam muito a gente a fazer vídeos como  o de hoje, e se você goste do nosso trabalho  

9:52

aqui no YouTube, mas ainda não é um apoiador  nosso, clique em "SEJA MEMBRO" aqui embaixo  

9:56

para saber quais são os benefícios exclusivos  que a gente oferece em troca do seu apoio. 

10:00

No video de hoje, explicamos o que são crenças  de desamor e como elas podem influenciar a  

10:06

maneira como enxergamos nós mesmos, os outros e a  nossa capacidade de nos relacionarmos. No final,  

10:13

demos algumas dicas de como você  pode começar a flexibilizar esse  

10:16

tipo de crença para viver relações mais  saudáveis e melhorar o seu bem estar. 

10:21

O que você achou do vídeo de hoje?  Se quiser mais vídeos como esse,  

10:24

clica no joinha para nos ajudar,  inscreva-se no canal e clique no  

10:27

sininho! Se quiser uma sugestão de vídeo para  assistr agora, um que a gente fez e que tem  

10:31

tudo a ver com o tema de hoje é o sobre  crenças persistentes e bolhas sociais.

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